Líder no etanol de milho, Mato Grosso amplia oportunidades para o SNFZ11

Líder no etanol de milho, Mato Grosso amplia oportunidades para o SNFZ11
Irrigação. Foto: Pexels.

O avanço do etanol de milho está transformando a dinâmica do agronegócio brasileiro e consolidando Mato Grosso como o principal polo de bioenergia do país.

O estado já responde por cerca de 70% de toda a produção nacional do biocombustível, ampliando as alternativas de demanda para um grão que ganhou importância estratégica muito além das exportações e da alimentação animal.

O movimento também ajuda a contextualizar o ambiente em que estão inseridas as propriedades do SNFZ11, fiagro com exposição a fazendas localizadas em Gaúcha do Norte (MT), uma das regiões mais relevantes do país para o sistema de sucessão entre soja e milho safrinha.

https://files.sunoresearch.com.br/gaia/uploads/2026/01/1180x300-1.jpg

Dados recentes indicam que Mato Grosso deverá produzir 5,6 bilhões de litros de etanol de milho na safra 2024/25, sustentado por uma estrutura industrial em rápida expansão.

Atualmente, o estado conta com 17 usinas de biocombustíveis em operação, sendo nove dedicadas exclusivamente ao milho e outras três operando no modelo flex, utilizando milho e cana-de-açúcar.

Esse cenário se soma ao crescimento contínuo da produção agrícola. Segundo estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra brasileira de milho 2025/26 deverá atingir 139,5 milhões de toneladas, consolidando o Brasil como o terceiro maior produtor mundial do grão e o segundo maior exportador global.

https://files.sunoresearch.com.br/gaia/uploads/2026/01/Banner-Materias-01-Dkp_-1420x240-1.png

Safrinha ganha novas fontes de demanda no coração do agro brasileiro

A expansão do etanol de milho reforça uma tendência observada nas regiões agrícolas de Mato Grosso: o fortalecimento da chamada segunda safra, cultivada após a colheita da soja.

As fazendas do SNFZ11 estão posicionadas justamente nesse contexto. Localizadas em Gaúcha do Norte, uma das principais fronteiras agrícolas do país, as propriedades do fundo se beneficiam da integração entre culturas e da diversificação das fontes de receita associadas ao milho.

Do volume de milho consumido no mercado interno brasileiro, aproximadamente 60% são destinados à cadeia de proteína animal, enquanto cerca de 22% abastecem a indústria do etanol. Os demais 18% seguem para diferentes segmentos industriais, incluindo alimentos processados, farmacêuticos, cosméticos, tintas, embalagens biodegradáveis e produtos químicos.

https://files.sunoresearch.com.br/gaia/uploads/2026/01/DT-PS-HOME-DE-ARTIGOS-1420x240-ID_01_x1.jpg

A tendência é de crescimento. O governo mato-grossense projeta que a moagem de milho destinada à produção de etanol alcance 26,8 milhões de toneladas na safra 2026/27, alta superior a 19% em relação ao ciclo anterior, impulsionada pela entrada de novas plantas industriais e pela ampliação da capacidade já instalada.

Para o SNFZ11, a expansão do etanol de milho adiciona uma nova camada ao potencial produtivo das áreas agrícolas em Mato Grosso. Além da valorização das terras e da renda proveniente dos contratos ligados à atividade rural, o avanço da bioenergia amplia a demanda doméstica pelo grão produzido na região, reduzindo a dependência exclusiva das exportações e fortalecendo uma cadeia que combina agricultura, indústria e geração de energia.

Expansão do SNFZ11 em Mato Grosso

O USDA reportou plantio de 87% da área de soja 2026/27 nos EUA até maio, acima da média de cinco anos, enquanto a Bolsa de Cereales indica 91,7% da colheita concluída na Argentina, com produção estimada em 50,1 milhões de toneladas. Esses sinais, somados à firmeza da demanda, mantêm o mercado atento a prêmios, basis e fretes.

A expansão do SNFZ11 em Mato Grosso avança com a terceira emissão de cotas anunciada pela Suno Asset, que pode movimentar cerca de R$ 120 milhões para aquisição de novas propriedades. A operação, de até 12,08 milhões de cotas a R$ 10,20, busca ampliar a exposição do fundo à valorização de terras e à renda recorrente. Os recursos devem adicionar cerca de 2,2 mil hectares agricultáveis, fortalecendo a presença no principal polo da soja no país.

Você investe bem em fiis? Um consultor Suno pode te mostrar caminhos que talvez você não conheça.
foto: Vinícius Alves
Vinícius Alves
Jornalista

Jornalista formado na Faculdade Cásper Líbero. Com passagens pela Agência Estado e Editora Globo.

notícias relacionadas últimas notícias