Mato Grosso puxa safrinha e SNFZ11 prepara expansão de R$ 120 milhões

Mato Grosso puxa safrinha e SNFZ11 prepara expansão de R$ 120 milhões
Plantio de milho safrinha em fazenda do SNFZ11. Foto: Divulgação.

A colheita da segunda safra de milho começou a ganhar ritmo no Centro-Sul do Brasil e tem em Mato Grosso seu principal motor neste início de ciclo. Levantamento da consultoria AgRural mostra que os trabalhos alcançaram 4,4% da área cultivada até o início de junho, avanço em relação aos 2,4% registrados na semana anterior e acima dos 1,9% observados no mesmo período do ano passado.

O protagonismo mato-grossense ocorre em um momento relevante para investidores expostos ao agronegócio por meio do SNFZ11. O fundo possui fazendas localizadas justamente no estado que lidera a produção nacional de grãos e concentra algumas das áreas mais produtivas do país, beneficiadas pelo modelo de dupla safra, que combina soja no verão e milho na sequência.

Enquanto Mato Grosso sustenta o avanço da colheita, outros estados enfrentam desafios climáticos. No Paraná, a elevada umidade do solo ainda dificulta a entrada das máquinas nas lavouras, retardando o ritmo dos trabalhos. Já Mato Grosso do Sul iniciou a retirada dos primeiros volumes em áreas pontuais.

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Apesar de ajustes nas projeções em algumas regiões afetadas pela estiagem, o potencial produtivo brasileiro segue robusto. A AgRural revisou sua estimativa para a safrinha 2025/26 para 108,2 milhões de toneladas, redução de 900 mil toneladas em relação ao levantamento anterior. O corte reflete perdas esperadas principalmente em Goiás, Minas Gerais e São Paulo.

SNFZ11: Mato Grosso reforça papel estratégico na geração de valor

Somando as três safras previstas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção total de milho do Brasil pode atingir 139,9 milhões de toneladas na temporada 2025/26.

O volume supera tanto a estimativa anterior, de 138,9 milhões de toneladas, quanto o resultado do ciclo passado, quando o país colheu cerca de 113,2 milhões de toneladas.

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O desempenho reforça a relevância do chamado sistema de produção intensiva adotado em Mato Grosso. A combinação entre tecnologia, clima favorável e utilização eficiente das áreas agrícolas permite que o estado mantenha posição de liderança nacional e amplie sua importância nas exportações brasileiras.

No caso do SNFZ11, a exposição a propriedades inseridas nesse contexto adiciona uma camada importante à tese de investimento do fundo. A capacidade de gerar renda a partir de terras localizadas em regiões consolidadas do agronegócio brasileiro tende a capturar os benefícios da expansão da produção agrícola e da valorização estrutural dos ativos rurais.

Expansão do Fiagro

A expansão do SNFZ11 em Mato Grosso avança com a terceira emissão de cotas anunciada pela Suno Asset, que pode movimentar cerca de R$ 120 milhões para aquisição de novas propriedades. A operação, de até 12,08 milhões de cotas a R$ 10,20, busca ampliar a exposição do fundo à valorização de terras e à renda recorrente. Os recursos devem adicionar cerca de 2,2 mil hectares agricultáveis, fortalecendo a presença no principal polo da soja no país.

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foto: Vinícius Alves
Vinícius Alves
Jornalista

Jornalista formado na Faculdade Cásper Líbero. Com passagens pela Agência Estado e Editora Globo.

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