O que é IPCA – Conheça esse importante indicador

O que é IPCA – Conheça esse importante indicador

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo que é o IPCA, é um dos índices mais importantes da economia no Brasil.

Por isso, caso você ainda não conheça este indicador, recomendo que continue lendo este artigo e entenda o que é o IPCA e como esse índice pode impactar seus investimentos.

O IPCA é um índice criado para medir a variação de preços do mercado para o consumidor final, e representa o índice oficial da inflação no Brasil. Ele é medido como um reflexo do custo de vida de famílias que possuem renda entre 1 e 40 salários mínimos, com base em algumas regiões metropolitanas do país.

O que é IPCA?

O IPCA é o acrônimo para definir Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, que nada mais é do que a forma do Estado mensurar qual é o nível de inflação do país.

Ele é utilizado pelo Banco Central do Brasil para definir os rumos da política monetária e, dessa maneira, convencionou-se que ele seria o indicador oficial de inflação.

Para ser o índice oficial, o IPCA engloba 90% da população urbana, isto é, os preços praticados no dia a dia de cada um dos brasileiros, desde os custos com alimentação até transportes.

O que é IPCA+?

Já que o IPCA é a forma de mensurar as variações nos preços de uma cesta de produtos acessados pela maior parte da população, ele também é utilizado nos investimentos.

Dessa forma, existem ativos que pagam IPCA + uma taxa pré-fixada, podendo ser desde títulos públicos do governo até debêntures de empresas não financeiras.

Assim, se um investidor deseja obter rentabilidades acima da inflação, é por títulos IPCA+ que ele deve procurar, mas sabendo que essa taxa só será paga levando o investimento até o vencimento.

Como surgiu o IPCA

o que é IPCA

O IPCA foi criado em 1979. Mas foi apenas a partir dos anos 2000, por determinação do Conselho Monetário Nacional (CMN), que o índice passou a ser considerado pelo Banco Central como o indicador oficial da inflação.

Desde então, é a partir das elevações dele que o Copom opta por diminuir, manter ou elevar a taxa de juros (Selic) no país.

Como o IPCA é calculado

O IPCA é calculado mês a mês, através de uma pesquisa de preços levantada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Esse cálculo é realizado através de estabelecimentos comerciais, domicílios, prestadores de serviços e concessionárias de serviços públicos.

O período de coleta do IPCA ocorre entre o 1º e o 30º (ou 31º) dia de cada mês.

Seu objetivo é identificar, por meio do levantamento, os preços cobrados efetivamente ao consumidor, em pagamentos à vista.

Mas para que isso ocorra, o IPCA considera algumas categorias de consumo para que seja feita essa análise. São elas:

Além desses, tais itens ainda são divididos em outros subitens.

Ao total, o IPCA mede as variações de preços de 465 subitens alocados dentro dessas categorias.

Como consultar o IPCA?

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor é calculado pelo IBGE, portanto a primeira fonte que deve ser consultada é o site oficial do instituto.

Além dele, é possível encontrar a variação do IPCA no site do Banco Central, acessando a calculadora que atualiza valores com base em alguns indicadores, entre eles o IPCA.

IPCA nos Investimentos

o que é IPCA

O IPCA é o indexador mais utilizado nos títulos de renda fixa que são reajustados pela inflação.

O exemplo mais comum desse tipo de título é o Tesouro IPCA +, com ou sem pagamento de juros semestrais.

Esses são títulos públicos federais que pagam um rendimento atrelado diretamente ao IPCA e compõe grande parte dos títulos públicos no mercado hoje em dia.

Além deles, títulos como CDBs, LCIs e LCAs muitas vezes também são emitidos pagando a variação da inflação medida por esse índice mais um cupom de juros reais.

Fora estes, existem ainda vários outros títulos de crédito privado indexados ao IPCA, como debêntures, FIDCs, CRIs, entre outros.

Além de servir de indexador para vários títulos no mercado, o IPCA também é muito importante na determinação da Taxa Selic.

O Banco Central tem como mandato o controle da inflação do país, buscando mantê-la dentro da meta pré-estabelecida.

Por isso, um dos principais instrumentos para isso é o movimento da sua taxa básica de juros, que é a Selic.

Sendo assim, o IPCA impacta não apenas nos títulos indexados a ele, mas também em outros títulos pós-fixados que dependem do movimento da Selic ou do CDI.

Quais investimentos são atrelados ao IPCA?

Ao pensar onde alocar os recursos, o investidor se depara com uma infinidade de produtos e, dentro desses produtos, um leque de opções de rentabilidade.

Entre os produtos que pagam a taxa IPCA destacam-se:

  1.     Títulos Públicos Federais (NTN-B);
  2.     Certificados de Depósito Bancário;
  3.     Letras de Crédito do Agronegócio;
  4.     Letras de Crédito Imobiliário;
  5.     Debêntures;
  6.     Entre outros.

Importante lembrar, que todos esses ativos que pagam IPCA apresentam também uma taxa pré, o que impacta a rentabilidade no curto prazo no caso de variações positivas e negativas no valor dela.

Assim, o investidor deve ter ciência de que ao alocar em um ativo com essa remuneração deverá manter o investimento até o vencimento para ver seu patrimônio com a rentabilidade acumulada contratada.

    Como proteger a carteira da inflação?

O primeiro passo para proteger uma carteira da inflação é alocar em ativos que conseguem repassar o índice.

Assim, além dos ativos de renda fixa mencionados anteriormente, é possível proteger o patrimônio a partir de FIIs atrelados ao IPCA.

Com essa exposição, além de estar exposto ao pagamento mensal de dividendos, o investidor tem a defesa por parte dos FIIs de que os contratos serão reajustados pela inflação e, dessa maneira, o seu poder de compra será mantido.

Além dos FIIs, algumas ações também se mostram bons ativos para defesa de patrimônio no longo prazo, mas sem a possibilidade de rendimentos mensais como nos FIIs.

5 índices de inflação para você conhecer

Apesar do IPCA ser o índice oficial de inflação do Brasil, existem outros indicadores que mensuram a variação de preços na economia.

Assim, cada um deles apresenta uma particularidade e demonstram como foi a inflação em segmentos específicos.

IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado)

O IGPM, conhecido pelo mercado como inflação dos aluguéis, é calculado pela Fundação Getúlio Vargas.

Como serve de base para os contratos de aluguel e, por possuir componentes diversos, geralmente apresenta valores maiores do que o IPCA.

INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor)

O INPC, por sua vez, é o mais parecido com o IPCA da lista de indicadores. Sua principal diferença reside no grupo que é analisado.

Assim, o seu foco é a cesta de consumo da população que recebe até 5 salários-mínimos, que é a realidade da maior parte do país.

IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor)

Com foco no estado de São Paulo, o IPC-Fipe é um dos indicadores de inflação que mede qual é o custo de vida das famílias que possuem uma renda mensal que varia de 1 a 10 salários-mínimos.

IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo)

Enquanto os indicadores anteriores mensuram a variação de preços para o consumidor, o IPA tem foco total no produtor.

Dessa maneira, ele mensura a variação de preços dos insumos utilizados pelas empresas que atuam no país.

Da mesma forma que o IGP-M, ele é calculado pela FGV e apresenta três modelos de cálculo, que divergem com base nos dias de início e fim da coleta de dados.

IGP (Índice Geral de Preços)

O IGP é calculado pela FGV e é composto por outros 3 indicadores, cada um com um peso diferente.

Assim, ele apresenta 60% de IPA, 30% IPC e 10% de INCC, que é onde ocorre um forte impacto do dólar no indicador.

Considerações

Podemos concluir dizendo que para o investidor, é muito importante saber o que é o IPCA, pois é um indicador que influencia em diversos investimentos do mercado financeiro, além de influenciar o movimento da taxa Selic que é o principal indicador na economia do país.

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