Os Fundos Imobiliários tem características muito interessantes para a maioria das pessoas.

Embora sejam ativos de renda variável (sim, os FIIs são renda variável!!!), eles são menos voláteis que ações (apresentam cerca de um terço da volatilidade das ações, no espectro histórico), ou seja, pessoas com menor tolerância ao risco podem aplicar com maior tranquilidade.

É preciso deixar isso claro, haja vista que boa parte do mercado, hoje, é de investidores iniciantes, que estão vivenciando um mercado de alta (o tão falado Bull Market) e sendo tentados a acreditar que os ativos só sobem.

Esse é um erro grave!

Renda variável varia, e os preços dos ativos também caem.

Tivemos uma pequena correção na semana passada, com quedas representativas em muitos FIIs.

Foi uma experiencia interessante de se observar, principalmente pela enorme quantidade de mensagem que recebemos (centenas delas) de pessoas perguntando o motivo das quedas, ou o que elas deveriam fazer, ou ainda qual era o nosso posicionamento em relação àquela situação, dentre outras coisas.

De novo, renda variável varia.

Se para um investidor, cenários de queda incomodam, talvez a renda variável não seja para essa pessoa.

E não há problema algum nisso.

O importante é conhecer a si mesmo e buscar soluções que supram as necessidades emocionais individuais de cada pessoa.

Por que os preços das cotas dos FIIs variam?

Como é intuitivo de se saber, o investimento dos fundos imobiliários é feito normalmente em imóveis e/ou dívida imobiliário e, para o brasileiro, imóveis são uma das formas mais básicas de investimento (se usados corretamente), isso por conta do nosso recente e catastrófico histórico de hiperinflação, cenário onde as pessoas aprenderam a usar os imóveis para se precaver desse fenômeno.

Outro ponto que vale a pena destacar é que a valorização dos imóveis é um fenômeno ao qual estão sujeitos os empreendimentos imobiliários e, por consequência, os fundos imobiliários.

Os efeitos dessas valorizações são acompanhados tanto por quem investe diretamente neles como por participantes do mercado financeiro.

É preciso destacar, entretanto, que apesar da crença que a valorização de imóveis é constante, o preço desses ativos também pode sofrer queda, isso porque são estabelecidos pelo mercado, e dependem tanto de fatores específicos como das condições do entorno.

Entre os fatores de valorização de imóveis, pode-se citar alterações referentes a:

1. Oferta e demanda por imóveis de uma determinada região;

2. Criação ou destruição de infraestrutura no entorno e da vocação da região;

3. Redução das taxas de juros de financiamento de imóveis;

4. Aumento da população;

 Além disso, os fundos imobiliários distribuem proventos mensalmente e líquidos de Imposto de Renda, sendo que, dessa maneira, o investidor consegue facilmente comprovar e entender que existe uma (nova) fonte de renda, e que vale a pena investir nessa categoria.

Fica claro perceber, portanto, que embora seja uma categoria de investimentos de renda variável entendida como boa parte do mercado como menos arriscada, ainda assim existem diversas nuances que demandam do processo de investimento cautela e atenção por parte de quem investe, principalmente por serem peculiaridades com potencial de alterar significativamente os preços das cotas negociadas no mercado.

Mesmo assim, contudo, na nossa opinião, tais particularidades não tiram (pelo contrário) a atratividade dessa categoria de investimentos que vai crescer ainda mais no ano de 2020.

Conte conosco!

Rafael Campagnaro
Rafael Campagnaro Head de Conteúdo

Engenheiro por formação, trabalha com produção de conteúdo informativo e educacional para o mercado financeiro no FIIs.com.br desde que iniciou no universo das finanças.




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