Ativos de renda variável são aqueles que, ao investirmos, não temos garantia do retorno dos rendimentos ao final de um determinado prazo.

Por esse motivo, renda variável não é recomendada para investidores que não estejam dispostos a correr riscos.

Nesse artigo, iremos conhecer melhor o que é renda variável e como ela influencia nos investimentos, dando ênfase, principalmente, nos investimentos em fundos imobiliários.

O que é renda variável?

Antes de falarmos sobre renda variável, precisamos definir o que é um ativo financeiro.

Um ativo financeiro é um bem não-físico cujo valor é determinado por um contrato de depósito bancário, títulos ou ações.

São ativos líquidos e intangíveis, cuja obrigação é a confirmação contratual ao qual eles representam.

São considerados investimentos em renda variável:

  • Ações;
  • Fundos imobiliários;
  • Câmbio;
  • Ouro;
  • Derivativos.

Renda variável - Investimentos

Renda Variável

Como vimos anteriormente, investimentos em renda variável se mostram efetivos quando o investidor se expõe a um risco medido e calculado.

A expectativa de ganho é proporcional ao risco embutido no investimento, automaticamente maior que o esperado na renda fixa.

Por isso, quem compra cotas de fundos imobiliários, por exemplo, acredita que os rendimentos futuros sejam proporcionalmente maiores que os da renda fixa.

Existem basicamente 2 formas de se analisar a compra de ativos de renda variável. São elas:

A análise fundamentalista é adequada para a seleção de ativos que devem ser comprados de acordo com os bons fundamentos das empresas.

Enquanto isso, a análise técnica serve para determinar o momento em que elas devem ser compradas olhando exclusivamente os gráficos.

Fundos Imobiliários - O investimento mais seguro da renda variável

Fundos de investimento Imobiliário (FII) é um modelo de investimento feito por um grupo de investidores que reúnem seu recursos no intuito de adquirir ativos do setor imobiliário.

Esse dinheiro gera, na grande maioria dos casos, uma renda mensal através da distribuição dos rendimentos atribuídos aos aluguéis e/ou títulos e valores mobiliários.

Essas distribuições, além de poderem ser mensais, são caracterizadas por constituírem no mínimo 95% do rendimento total do Fii.

Basicamente, existem 4 tipos de fundos imobiliários. São eles:

  1. Fundos de Tijolo;
  2. Fundos de Papel;
  3. Fundos de Fundos (FOFs);
  4. Fundos Híbridos.

O primeiro deles, os fundos de tijolo, são assim chamados por terem em seu portfólio, ativos imóveis físicos, como por exemplo:

  • Prédios comerciais;
  • Galpões logísticos;
  • Shoppings centers;
  • Etc.

No caso dos fundos de papel, os ativos são compostos, em sua maioria, por Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI). Esses títulos são investimento de renda fixa voltados ao setor imobiliário.

Em seguida temos os Fundos de Fundos (ou Fofs), que investem o seu capital em cotas de outros Fiis. Uma vantagem desse em relação aos outros é a diversificação do portfólio.

Por fim, os Fundos Híbridos mesclam, em seu portfólio, produtos que compreendem a base dos demais Fiis descritos anteriormente.

Renda variável - Considerações

Em suma, ao investir em renda variável o investidor se expõe a um maior risco no intuito de obter, consequentemente, um maior retorno.

Investimentos em renda variável, por correrem maior risco, não necessariamente são piores. A boa prática e o histórico nos diz que uma carteira diversificada é recomendada para todos os perfis de investidores.

Bons investimentos!

Bruno Sperandio
Bruno Sperandio Desenvolvedor de conteúdos

Formado em Engenharia de Produção pela FAACZ, com experiência de mais de 5 anos no mercado financeiro do Brasil. Investidor e desenvolvedor de conteúdos sobre o mercado imobiliário, economia e investimentos.

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