Banco do Brasil mexe na carteira recomendada de FIIs para dezembro; veja os detalhes

O Banco do Brasil fez mudanças em sua carteira recomendada para o mês visando manter as recomendações alinhadas as estratégias do banco

Banco do Brasil mexe na carteira recomendada de FIIs para dezembro; veja os detalhes
XPML11 anuncia o maior dividendo de sua história. Foto: iStock

O Banco do Brasil fez alterações em sua carteira recomendada de FIIs para dezembro, tanto na Carteira FII Renda como na Carteira FII Ganho.

De acordo com o relatório, ambas as carteiras apresentaram um desempenho abaixo do IFIX, que em novembro, fechou com uma valorização de 0,7% aos 3.177 pontos. Com isso, o retorno do índice se manteve acima de 10,0%, tanto no acumulado de 2023 quanto no acumulado dos últimos 12 meses.

A Carteira FII Renda registrou uma queda de 0,14%, quando a Carteira FII Ganho teve uma alta de 0,15%. “Na Carteira FII Renda, retiramos nossa recomendação para o fundo de papel PLCR11 e passamos a indicar o fundo de terras agrícolas RZTR11, que anteriormente estava na Carteira FII Ganho”, destacaram os especialistas CNPI Richardi Ferreira e o CNPI-P Victor Penna.

“Recentemente, o Riza Terrax elevou o patamar recorrente de distribuição e, em nossa avaliação, voltou a ser uma excelente opção pensando em uma estratégia de Renda. Na Carteira FII Ganho, indicamos para o lugar do RZTR11 o fundo de papel BCRI11, que vem sendo negociado com um desconto bastante
exagerado frente a relação risco x retorno de sua carteira de papéis”, avaliaram.

Acompanhamento da Carteira FII Renda do Banco do Brasil

No mês de novembro, o banco destacou que a Carteira Renda apresentou um dividend yield ponderado de cerca de 1,0%, ou 11,8% por ano.

“Embora tenha superado os 10,7% da carteira teórica do IFIX, representa uma queda bastante expressiva em relação à média dos últimos meses. Esse movimento pode ser explicado pela redução do patamar de distribuição observada nos fundos de papel atrelados ao IPCA (50% da carteira)”, pontuou o documento do Banco do Brasil.

Já em relação ao retorno, a carteira de FII foi na contramão do índice de mercado, fechando o mês com uma desvalorização de 0,14%, contra uma alta de 0,66% do IFIX. Dessa forma, nos últimos 12 meses, o retorno da carteira seguiu em linha com índice de mercado acumulando uma alta 10,1%, contra 10,8% do índice.

Dos fundos de papel, os analistas citaram que o REC Recebíveis Imobiliários (RECR11) registrou uma valorização de aproximadamente 0,2%, acumulando um retorno de quase 12% no período de 12 meses.

Além disso, os dividendos de RECR11 irá distribuir R$ 0,78 por cota no mês. Este valor equivale a um dividend yield de 0,92% por mês, ou 11,04% em termos anualizados, levando-se em conta o preço da cota no mercado secundário, conforme destacou o relatório.

“Ainda que haja uma preocupação em relação a uma eventual queda dos rendimentos em função do arrefecimento da inflação no curto prazo, entendemos que o fundo deve seguir pagando dividendos acima da média do mercado”, pontuou.

“Com essa perspectiva de recuperação dos dividendos e, dado seu patamar atual de desconto, entendemos que as cotas do RECR11 tendem a apresentar uma valorização ao longo dos próximos meses, abrindo assim uma boa oportunidade, tanto para renda, quanto para ganho de capital”, acrescentou o relatório do Banco do Brasil.

Acompanhamento da Carteira FII Ganho

No mês passado, a Carteira FII Ganho de Capital do Banco do Brasil apresentou um dividend yield ponderado de cerca de 0,9%, ou 11% por ano, ficando levemente acima dos 10,7% da carteira teórica do IFIX.

Os analistas destacaram que a elevação do DY da carteira no mês, outra vez, foi fortemente influenciada pela distribuição não recorrente do fundo RZTR11, cujo yield em novembro voltou a registrar 1,4%.

Na avaliação do retorno, a carteira registrou uma valorização de 0,15%, ficando um pouco abaixo do retorno do IFIX. “Vale destacar que, desde seu início em novembro de 2021, a carteira já acumula uma valorização de 40,7%, contra 23,2% do IFIX no mesmo período”, ressaltou.

foto do autor: Vanessa Loiola
Vanessa Loiola

Jornalista formada pela PUC-SP e pós-graduanda em jornalismo de dados, automação e data storytelling pelo Insper. Possui experiência na cobertura das editorias de economia, finanças, bolsa de valores, política, setor elétrico, eletromobilidade e entretenimento.

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