O Fundo de Investimento Imobiliário Banestes Recebíveis Imobiliários (BCRI11), administrado pela BRL Trust DTVM S.A., divulgou nesta sexta-feira (12) o seu relatório gerencial do mês de fevereiro, no qual descreveu seus resultados e rendimentos mensais.

O objetivo do fundo Banestes Recebíveis Imobiliários é a aquisição de ativos financeiros de base imobiliária, como Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI), Letra de Crédito Imobiliário (LCI), Letras Hipotecárias (LH), cotas de FII, cotas de FIDC, cotas de FI Renda Fixa e Debêntures.

Além disso, a data da IPO do BCRI11 é 1 de julho de 2015 e foram 8 ofertas concluídas até o momento, ou seja, o fundo já realizou 8 emissões de cotas ao longo de sua história. O Benchmark do Banestes Recebíveis Imobiliários é IGP-M +6% ao ano.

O valor inicial da cota do BCRI11 era de R$100,00 e o número de cotas emitidas até o momento é 4,4 milhões. A taxa de administração do fundo é de 1,0% ao ano sobre o valor de mercado dele.

O Banestes Recebíveis Imobiliários destacou que no último dia 24 de fevereiro eles foram eleitos como 3º melhor fundo imobiliário (FII) do Brasil, em ranking divulgado pelo InfoMoney, em parceria com o Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec).

Adicionalmente, foi destacado, também, que o BCRI11 observou recentemente um movimento de redução dos spreads de crédito e uma maior volatilidade do mercado, o que fez com que a percepção do fundo se alterasse quanto à relação de risco x retorno em algumas operações que têm surgido.

O Banestes Recebíveis Imobiliários lembrou que em fevereiro, o IGP-M apresentou leve desaceleração comparado ao mês anterior, com variação de 2,53% e acumulado em 12 meses de 28,94%, mas ainda em níveis considerados altos.

Portfólio do BCRI11

No mês de fevereiro, os ativos comprados pelo BCRI11 são o FII Devant Recebíveis Imobiliários (DEVA11) e o FII Hectare CE (HCTR11).

O primeiro, foi exercido o direito de subscrição de mais de 149 mil cotas no valor de R$102,61 cada.

No segundo, o Banestes Recebíveis Imobiliários exerceu o direito de subscrição de aproximadamente 56,5 mil cotas no valor de R$120,86.

As compras em questão tem por objetivo aproveitar a oportunidade de ganho com as emissões ao preço abaixo do valor de mercado.

Além disso, o BCRI11 segue sua estratégia de realizar alocações táticas em FIIs que possuem boas perspectivas de rentabilidade. Com a alienação de cotas dos DEVA11 e HCTR11, o fundo obteve um ganho de capital de quase R$2,237 milhões.

A composição da carteira do BCRI11, por índice, possui as 3 maiores posições são distribuídas da seguinte forma:

  1. IPCA +7,88%:  47,0%;
  2. IGP-M +9,24%: 16,1%;
  3. CDI +2,85% : 14,8%;

Na composição da carteira do Banestes Recebíveis Imobiliários por ativo, a distribuição é feita da seguinte forma:

  • CRI - 81,5%;
  • FII - 13,9%;
  • FI - 3,6%;
  • TP - 1,0%;

BCRI11 divulga resultados e rendimentos do mês de fevereiro

Na distribuição geográfica, o BCRI11 tem sua carteira posicionada da seguinte forma:

  • Sudeste - 54%;
  • Nordeste - 16%;
  • Sul - 13%;
  • Centro-oeste - 12%;
  • Norte - 5%;

Resultados e rendimentos do BCRI11

Nos últimos 12 meses, as receitas do Banestes Recebíveis Imobiliários totalizaram R$44,2 milhões e desde o início do fundo o acumulado foi de mais de R$105,56 milhões. A distribuição no período de 1 ano foi de quase R$37,58 milhões, equivalente a R$10,46 por cota. O patrimônio líquido do BCRI11 em fevereiro chegou a quase R$472,6 milhões.

O total de receitas do BCRI11 em fevereiro foi de R$6,77 milhões. As despesas deram um total de quase R$986,8 mil. A distribuição efetiva do mês foi de R$4,44 milhões, o equivalente a R$1,01 por cota.

Com essa distribuição de R$1,01 por cota, o dividend yield do BCRI11 calculado a partir da cota de mercado foi de 0,89%, líquido de imposto de renda. O IGP-M registrado no período foi de 2,53%, apresentando variação de 28,94% em 12 meses.