O‌ ‌‌IFIX‌‌ fechou ‌a‌ ‌última‌ terça-feira‌ ‌(9)‌ ‌em queda de -0,54%,‌ terminando ‌o‌ ‌dia‌ ‌em 2.627,19 pontos.‌ ‌No‌ ‌acumulado‌ ‌do‌ ‌mês‌ ‌de‌ novembro ‌e‌ ‌do‌ ‌ano‌ ‌de‌ ‌2021,‌ ‌a‌ ‌variação‌ ‌do‌ ‌índice‌ ‌é‌ ‌de‌ -1,81%‌ ‌e‌ -8,46%,‌ ‌respectivamente.‌  

Também, o ‌‌índice‌‌ ‌‌‌‌SUNO30‌‌‌‌ ‌‌fechou‌‌ ‌‌em‌‌ queda de -0,43%‌ ‌‌e‌‌ ‌95,14 pontos.‌‌ ‌‌Veja‌‌ ‌‌na‌‌ ‌‌tabela‌‌ ‌‌‌abaixo:‌‌

fechamento fiis

Confira as principais notícias do mercado de FIIs:

HGRU11 realiza lucros e segue sem vacância em portfólio

A Credit Suisse, gestora do CSHG Renda Urbana FII (HGRU11), comunicou nesta terça-feira (9) aos seus investidores, os resultados referentes ao mês de outubro. Também, a gestão aproveitou para informar o lucro com venda de cotas de FIIs, além de destacar a ausência de vacância em seu portfólio. 

Neste mês, o fundo apresentou uma receita total de R$ 18,5 milhões, levando a um resultado de R$ 16,2 milhões (R$ 0,88 por cota). Os dividendos deste mês foram de R$ 0,72, assim como o mês anterior. Confira abaixo:

HGRU11

A gestora disse que o maior impacto no resultado veio da venda de parte das cotas do SPVJ11, no volume financeiro de aproximadamente R$ 45 milhões e da venda total de um CRI, que geraram um lucro de aproximadamente R$ 3,4 milhões - equivalente a R$ 0,19 por cota. 

As vendas foram realizadas por motivos de liquidez do HGRU11 e a posição em SPVJ11 deverá ser recomposta em um momento oportuno. 

Reajuste de aluguéis e ausência de vacância

Em relação aos imóveis do fundo, a gestora disse que todos os aluguéis estão sendo pagos em dia, sem qualquer negociação contratual em aberto, seja por motivos de revisão de contrato ou por motivos ligados à pandemia. 

A gestão ainda destacou que os aluguéis das 66 lojas do grupo Casas Pernambucanas terão seus aluguéis reajustados no próximo mês pela variação do IPCA. 

Além disso, o aluguel variável de 4,5% do faturamento das lojas anual está sendo apurado e será pago ao HGRU11 em duas parcelas: 

  • 50% do valor no dia 11 de novembro; 
  • 50% do valor no dia 11 de janeiro, sendo este saldo corrigido pela variação positiva do CDI. 

A gestora também informou que durante o mês não houve alteração na ocupação dos ativos do fundo, que até o momento permanece sem vacância. Confira no gráfico abaixo a relação entre valor dos aluguéis por metro quadrado e vacância:

HGRU11

Uma vez que não há espaços a serem alugados, o time comercial se dedica à manutenção do relacionamento com os locatários e na discussão de eventuais questões do cotidiano.

O CSHG Renda Urbana FII é um fundo imobiliário do tipo tijolo com objetivo de explorar empreendimentos imobiliários urbanos de uso institucional e comercial.

JSRE11 confirma novas locações e redução de vacância

O Safra Asset, gestor do fundo JS Real Estate Multigestão (JSRE11) comunicou nesta terça-feira (9) aos seus investidores, os resultados referentes ao mês de outubro. Desta forma, a gestão também informou sobre a locação de imóveis do fundo e redução de vacância a níveis pré-pandemia.

O JSRE11 anunciou dividendo de R$0,53 por cota. Esse valor corresponde a um dividend yield de 0,72% no mês, sendo que o anualizado é de 8,66%. Este percentual representa cerca de 177% do CDI. Confira abaixo:

JSRE11

Novas locações e movimentação de portfólio 

O fundo formalizou alguns contratos de locação no mês de outubro que totalizam 3.701m² de novas áreas locadas. Confira abaixo: 

  • Assinatura de contrato com com a Livance, empresa de co-working de consultórios médicos, no edifício Paulista; 
  • Contrato de locação com Panalpina, empresa multinacional de logísitica, no edifício Tower Bridge; 
  • Assinatura de contrato com a Green4T, empresa de tecnologia, no edifício Tower Bridge. 

Desta maneira a vacância no Tower Bridge volta ao patamar pré-pandemia. Veja abaixo o perfil dos ativos imobiliários do fundo:

JSRE11

Além das novas locações, houve extensão de outros dois inquilinos: 

  • AkzoNobel, que teve seu contrato estendido por mais 2 anos e agora seu vencimento é em 2027; 
  • AI Desenvolvimento, que teve seu contrato estendido por mais 3 anos e tem seu novo vencimento em 2024, no complexo Rochaverá. 

Redução de vacância

Referente à novembro, houve diminuição de área da First Data, referente à participação do JSRE11 no complexo Rochaverá. 

Porém, a gestão garantiu que a diminuição de área não tem impacto financeiro por conta da renda mínima garantida. 

Com todas as novas locações, a vacância física do fundo diminuirá de 14,8% para 12,5%. A previsão é uma maior receita imobiliária por cota, chegando a R$0,015, além da diminuição imediata nos custos mensais de condomínio e IPTU para o fundo. 

A gestora disse ter observado uma melhora na procura por espaço por novas empresas em edifícios do fundo, em especial na região da Paulista. 

Para cumprir “fazer caixa”, o fundo realizou as vendas das cotas de FIIs: KNCR11 e VGIR11. Essas vendas nos proporcionaram um ganho de capital adicional de aproximadamente R$180 mil no mês de novembro. 

RECR11‌ finaliza emissão de cotas e faz alocações de novos ativos

A‌ ‌gestora‌ ‌do‌ ‌‌FII‌ ‌REC‌ ‌Recebíveis‌ ‌Imobiliários‌ ‌(RECR11)‌,‌ ‌detalhou‌ ‌em‌ ‌‌relatório‌ ‌gerencial‌ ‌divulgado‌ ‌na‌ ‌última‌ terça-feira‌ ‌(9),‌ ‌os‌ ‌resultados‌ ‌do‌ ‌fundo‌ ‌referente‌ ‌ao‌ ‌mês‌ ‌de outubro.‌ Também,‌ ‌a‌ ‌‌Real‌ ‌Estate‌ ‌Capital‌ explicou sobre a 11ª emissão de cotas, além de expor as operações de compra e venda de ativos.‌ ‌ 

Referente ao resultado do mês de outubro, o RECR11 distribuirá o montante de R$ 22.456.497. Os cotistas anteriores à 11ª emissão de cotas receberão o rendimento equivalente a R$ 1,0806. 

Confira no gráfico abaixo a rentabilidade mensal do fundo:

RECR11

Os cotistas que exerceram o direito de preferência (recibo RECR13) receberão R$ 0,6217 por nova cota e, por fim, os cotistas que participaram do direito de sobras e montante adicional (recibo RECR14) receberão R$ 0,0375 por nova cota. 

Desta forma, o RECR11 encerrou o mês com 84% de seus recursos alocados em CRIs, distribuídos em 79 operações. 

Alocações do mês

Abaixo, o fundo divulgou os CRIs adquiridos pelo RECR11, mostrando o valor pago pelo recebível e qual a taxa de rentabilidade:

  • CRI Melhoramentos: emitido pela True Securitizadora e o volume total adquirido corresponde a R$ 70.000.000, IPCA + 8,08% ao ano. 
  • CRI Mabu: emitido pela Opea, o volume total a R$ 58.715.294, a IPCA + 9,75% ao ano. 
  • CRI Pátio Malzoni: emitido pela Virgo e o volume total a R$ 16.980.000, a IPCA + 5,92% ao ano. 
  • CRI Ávida: volume adquirido corresponde a R$ 4.300.742, a IPCA + 11,00% ao ano. 
  • CRI Mint: volume adquirido corresponde a R$ 12.035.000 a IPCA + 7,00% ao ano. 
  • CRI Gafisa: volume adquirido corresponde a R$ 16.059.036, taxa a CDI + 6% ano ano.  

Vendas de CRIs

O fundo também vendou as cotas dos seguintes CRIs, sem ocasionar qualquer impacto financeiro no resultado do fundo: CRI Codepe: R$ 2.902.429. 

O RECR11 também fez algumas liquidações antecipadas. Confira: 

  • CRI Terra Santa: a R$ 24.655.076. 
  • CRI Gafisa: foi liquidado antecipadamente, em um montante equivalente a R$ 51.349.

Encerramento da 11ª emissão de cotas

Foi encerrada a oferta pública de distribuição de cotas da 11ª emissão do Fundo, com preço de emissão de R$ 98,00 por nova cota. 

Desta forma, foram subscritas e integralizadas 4.879.727 novas cotas, excluindo as retratações, gerando o montante total de R$ 478.214.246. 

O FII REC Recebíveis Imobiliários é um fundo imobiliário do tipo papel com foco na gestão ativa de ativos de renda fixa com preponderância em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs).