SNFZ11 registra R$ 6,9 milhões de liquidez em meio ao melhor abril do agro desde 1997

SNFZ11 registra R$ 6,9 milhões de liquidez em meio ao melhor abril do agro desde 1997
SNFZ11 tem volume negociado histórico. Fonte: Pexels

O fiagro SNFZ11 encerrou o último pregão desta terça-feira (19/05) com aproximadamente R$ 6,9 milhões em liquidez negociada na bolsa, em meio ao fortalecimento do agronegócio brasileiro no mercado internacional e ao avanço das exportações de soja.

O movimento ocorre em um momento de maior atenção dos investidores ao setor agrícola, impulsionado tanto pela valorização das commodities quanto pela perspectiva de expansão da demanda global por grãos brasileiros.

O SNFZ11 possui exposição direta a propriedades agrícolas localizadas no Mato Grosso, principal estado produtor de soja e milho do país, além de participação na produção agrícola das fazendas do portfólio.

A tese do fundo combina valorização de terras agrícolas com geração recorrente de renda ligada ao desempenho do agronegócio brasileiro, cenário que vem sendo sustentado pelo aumento das exportações e pela demanda internacional aquecida.

https://files.sunoresearch.com.br/gaia/uploads/2026/01/1180x300-1.jpg

Segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária, as exportações do agronegócio brasileiro atingiram em abril o maior valor da série histórica para o mês desde 1997, somando US$ 16,65 bilhões — alta de aproximadamente 17% na comparação anual.

Soja impulsiona exportações e reforça momento do agro brasileiro

O agronegócio respondeu por quase metade de todas as exportações brasileiras no período, consolidando o setor como principal motor da balança comercial do país.

Entre os destaques do mês esteve a soja, que registrou crescimento de aproximadamente 8% no volume exportado e avanço de cerca de 6% nos preços internacionais.

O óleo de soja também apresentou desempenho positivo, impulsionado pelo aumento da demanda global por biocombustíveis em meio ao cenário de petróleo mais caro no mercado internacional.

https://files.sunoresearch.com.br/gaia/uploads/2026/01/Banner-Materias-01-Dkp_-1420x240-1.png

Segundo analistas do setor, parte das importações do óleo brasileiro pode estar sendo direcionada para a produção de biodiesel em outros países, ampliando a demanda pelos derivados da soja brasileira.

As perspectivas para maio seguem positivas. De acordo com levantamento da Anec, o Brasil deverá exportar aproximadamente 16,129 milhões de toneladas de soja em grão no mês.

O volume supera os cerca de 14,183 milhões de toneladas embarcados em maio de 2025 e permanece próximo do forte ritmo registrado em abril deste ano, quando os embarques alcançaram aproximadamente 16,245 milhões de toneladas.

No segmento de farelo de soja, a expectativa também é de avanço. A Anec projeta exportações de cerca de 2,782 milhões de toneladas em maio, acima das aproximadamente 2,120 milhões registradas no mesmo período do ano passado.

https://files.sunoresearch.com.br/gaia/uploads/2026/01/DT-PS-HOME-DE-ARTIGOS-1420x240-ID_01_x1.jpg

SNFZ11 avança base de cotistas

O SNFZ11 alcançou 13 mil cotistas, avanço de cerca de 20% em relação aos 10 mil observados anteriormente. O aumento da base tende a favorecer a liquidez no mercado secundário, elemento relevante para a formação de preço e para a entrada de novos participantes.

Esse movimento do Fiagro foi destacado em apresentação da Suno Asset, quando o analista João Vitor Franzin atualizou indicadores e reforçou a tese do fundo. Segundo Franzin, o crescimento reflete a consolidação da estratégia do SNFZ11, com foco na compra de terras agrícolas produtivas e geração de renda estável. No período analisado, o fundo manteve a distribuição de R$ 0,10 por cota, resultando em dividend yield anualizado próximo de 13%, patamar que sustenta o interesse do público investidor.

Qual a tese do Fiagro?

Durante a live, João Vitor ressaltou que a tese do Fiagro SNFZ11 está ancorada na valorização histórica das terras agrícolas brasileiras ao longo do tempo. “Investir em terras agrícolas foi um bom negócio na última década e nos últimos 15 anos. A rentabilidade real foi superior a outros ativos em diversos períodos”, disse.

Segundo ele, mesmo em momentos adversos, o preço da terra tende a sofrer menos volatilidade do que outros ativos financeiros, enquanto em ciclos positivos pode registrar ganhos mais expressivos. A gestora também destacou que ganhos de produtividade ajudam a impulsionar o valor patrimonial das propriedades.

“Com melhor tecnologia, genética e manejo, a produtividade cresce ano a ano e, consequentemente, o preço da terra tende a aumentar também”, afirmou Franzin.

Você investe bem em fiis? Um consultor Suno pode te mostrar caminhos que talvez você não conheça.
foto: Vinícius Alves
Vinícius Alves
Jornalista

Jornalista formado na Faculdade Cásper Líbero. Com passagens pela Agência Estado e Editora Globo.

notícias relacionadas últimas notícias