ALZC11 entrega retorno equivalente a 125% do CDI e mantém yield acima de 15%
O fundo imobiliário (FII) ALZC11 manteve em abril uma distribuição equivalente a aproximadamente 125,75% do CDI líquido de impostos, reforçando o desempenho do fundo em meio ao ambiente ainda elevado de juros e inflação no Brasil.
Segundo a gestora, o rendimento distribuído permaneceu no teto do guidance do primeiro semestre, com pagamento de R$ 0,10 por cota referente ao resultado caixa de abril. Considerando a cotação de mercado do período, o dividend yield anualizado ficou acima de 15,5% pelo segundo mês consecutivo.
O pagamento será realizado em 25 de maio para investidores posicionados até a data-base de 18 de maio. Durante o mês, o fundo também avançou no processo de reciclagem da carteira, priorizando operações estruturadas diretamente pela própria gestão e ativos nos quais a equipe participou desde a originação.
Entre os movimentos realizados estiveram aportes adicionais de aproximadamente R$ 8 milhões na operação MERI e R$ 6,1 milhões na Urbanes, além das vendas definitivas das operações City, de R$ 9,4 milhões, e Alphaville Betim, de R$ 4,6 milhões.
ALZC11 amplia exposição a CRIs e mantém carrego próximo de IPCA + 12%
Com as movimentações realizadas ao longo de abril, a participação dos Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) avançou para cerca de 75% do patrimônio líquido do fundo.
Segundo a gestão, o carrego da carteira permaneceu próximo de IPCA + 12% ao ano, enquanto os fundos imobiliários representavam aproximadamente 22% do patrimônio líquido ao fim do período.
O relatório também destacou que o resultado ordinário gerado pelas operações apresentou leve crescimento em relação aos meses anteriores, beneficiado pelo impacto da inflação de fevereiro sobre os CRIs indexados ao IPCA.
A expectativa da gestora é de incremento adicional nos próximos meses, refletindo os índices inflacionários registrados em março e abril.
FII realiza recompra de cotas
Além disso, o fundo realizou recompra e cancelamento de 170 mil cotas em maio, ao preço médio de R$ 7,73 por cota, reduzindo o número total de cotas em circulação em aproximadamente 0,86%.
Mesmo diante da desaceleração parcial da inflação observada recentemente, a gestora optou por manter o guidance de rendimentos recorrentes entre R$ 0,09 e R$ 0,10 por cota ao mês ao longo do primeiro semestre de 2026.