BBIG11 avança em reciclagem de portfólio com vendas no Higienópolis e Paulista
O FII BB Premium Malls (BBIG11) avançou em sua estratégia de reciclagem de portfólio ao anunciar a venda parcial de participações em dois ativos do setor de shopping centers: o Pátio Higienópolis e o Pátio Paulista.
As operações, realizadas ao longo de fevereiro de 2026, devem gerar um ganho de capital consolidado estimado em R$ 0,10 por cota, segundo informações divulgadas pela gestão. O movimento tem como objetivo fortalecer a estrutura de capital do fundo, ampliar a liquidez e reduzir o nível de alavancagem.
No caso do Shopping Pátio Higienópolis, o fundo vendeu 9% de sua participação para o XP Malls, mantendo uma fatia remanescente de 5,65%. A transação foi estruturada com uma combinação de pagamento à vista e parcelas futuras corrigidas pelo CDI, incluindo recebimento em dinheiro e em cotas do XPML11.
Já no Shopping Pátio Paulista, o BBIG11 avançou na venda de 9% de sua participação, permanecendo com 9,52% do ativo após a conclusão da operação. A transação prevê pagamento mínimo relevante à vista, além de parcelas adicionais corrigidas, e ainda depende de etapas finais, como o exercício de direito de preferência e aprovação em assembleia de cotistas.
Os recursos obtidos com as vendas devem ser direcionados, principalmente, para o pagamento de obrigações financeiras de curto prazo, incluindo a recompra de CRIs, em linha com a estratégia de desalavancagem do fundo.
BBIG11 conclui venda de 9% do Shopping Pátio Paulista
O BBIG11 concluiu nesta sexta-feira (10) a alienação de sua participação total de 9% no Shopping Pátio Paulista pelo valor de R$ 226,9 milhões.
A FUNCEF, como coproprietária, exerceu seu direito de preferência parcial. A transação final foi formalizada com a venda de 3% para a Iguatemi, 3% para o SPP FII e 3% para a FUNCEF, cada um pelo valor de R$ 75,6 milhões.
Assim, os pagamentos do SPP FII e da FUNCEF foram à vista, enquanto o da Iguatemi inclui uma entrada e duas parcelas em 12 e 24 meses, corrigidas pelo DI.
Resultado foi pressionado por despesas financeiras
Apesar dos avanços na gestão do portfólio, o resultado do fundo em fevereiro foi impactado pelo aumento das despesas financeiras. No período, o BBIG11 apurou receitas imobiliárias de R$ 9,415 milhões, além de R$ 360 mil em receitas financeiras, enquanto as despesas com juros e amortizações somaram R$ 6,757 milhões.
Com isso, o resultado líquido do fundo foi de aproximadamente R$ 2,4 milhões no mês. A distribuição de rendimentos foi ajustada para R$ 0,07 por cota, equivalente a um dividend yield mensal de 0,94%, patamar próximo a 92,66% do CDI líquido de imposto de renda.
Mesmo com o impacto financeiro, o portfólio operacional manteve desempenho consistente. Os ativos apresentaram taxa de ocupação superior a 99% e crescimento de cerca de 5% nas vendas totais em relação ao mesmo período do ano anterior.
Base de cotista e liquidez
A liquidez do fundo também permaneceu elevada, com cerca de R$ 27 milhões negociados no mercado secundário ao longo do mês e mais de 212 mil transações registradas, indicando interesse contínuo dos investidores. A base de cotistas seguiu em expansão, alcançando mais de 37 mil investidores.