HTMX11 diminui dividendos em 73,49%; o que aconteceu?

O fundo imobiliário HTMX11 diminuiu seus dividendos em 73,49%. Mas o que teria acontecido? Veja os últimos resultados do FII.

HTMX11 diminui dividendos em 73,49%; o que aconteceu?
HTMX11 diminui dividendos em 73,49%. Foto: Pixabay

O fundo imobiliário HTMX11 divulgou dividendos de R$ 0,86256 por cota para o mês de fevereiro, com diminuição de 73,49% em relação ao pagamento anterior, que tinha sido de R$ 3,25426 por cota.

Diante do anúncio de dividendos do HTMX11, feito antes mesmo do fechamento do pregão de ontem (31), o fundo terminou o dia em forte queda de 9,94% na Bolsa de Valores.

No desempenho mensal dos fundos imobiliários do IFIX, o FII HTMX11 registrou perdas de 12,92%, sendo a segunda principal baixa entre os fundos do índice.

O HTMX11 poderá detalhar melhor os resultados de janeiro em seu próximo relatório gerencial (caso seja divulgado) e que serviram como referência ao pagamento anunciado para fevereiro.

Últimos resultados do HTMX11

Enquanto isso, o FII divulgou os resultados de dezembro, com um lucro líquido de R$ 3,201 milhões, ou R$ 2,13 por cota. Entre os meses de setembro e novembro, os lucros chegaram a ser ainda mais elevados, acompanhado por um aumento na sua distribuição de proventos, que alcançou níveis recordes para o fundo.

Inclusive, o maior dividendo da história do fundo HTMX11 foi igualmente distribuído nos meses novembro e dezembro de 2023, no valor de R$ 3,70 por cota.

Durante o ano de 2023, o FII apresentou um aumento na sua receita de aluguéis. Em novembro de 2023, o recebimento por quarto de hotel chegou a alcançar a marca de R$ 4.941,00, o que representa um crescimento de 142% em relação a dezembro de 2022 (R$ 2.042 por quarto).

Em novembro, a gestão destacou que a cidade de São Paulo teve eventos que trouxeram uma maior demanda, sobretudo nos fins de semana, como o GP de São Paulo de Fórmula 1 e shows como o da cantora norte-americana Taylor Swift.

Em relação aos indicadores operacionais, o fundo teve uma ocupação de 72,8%, enquanto a diária média foi de R$ 622,29 em novembro. Já o RevPar foi de R$ 452,75.

Suspensão do Perse: o que esperar?

Em vídeo publicado no canal Professor Baroni, no YouTube, Diogo Canteras, sócio-diretor da HotelInvest, empresa de consultoria especializada do Fundo Hotel MaxInvest, comentou a respeito a decisão tomada pelo governo de fazer uma revisão do atual formato do Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse).

Canteras diz que a renda do HTMX11 se beneficiava em cerca de 20% a 22% com a isenção de impostos. Acontece que a mudança pretendida pelo governo suspenderia esse benefício fiscal em duas etapas.

Uma dessas etapas entraria em vigor já em abril de 2024, de modo que as companhias que fazem parte do Perse devem retornar ao recolhimento de impostos como PIS, Cofins e CSLL. Em janeiro de 2025, essas empresas devem retomar o pagamento de Imposto de Renda.

Mas qual seria o impacto disso sobre o resultado do fundo imobiliário HTMX11? Embora o FII se beneficiasse em cerca de 20% dessa isenção fiscal, Canteras acredita que uma parte do crescimento do mercado pode compensar esse pagamento referente ao Perse.

“Se a gente não tivesse o cancelamento do Perse, a gente teria um crescimento da receita de locação dos pagamentos do HTXM11 de aproximadamente 10%, considerando o crescimento do mercado e a renovação dos ativos. (…) Com o cancelamento do Perse em 2024, voltando a incidir PIS, Cofins e CSLL, a gente vai ter menos 17%, o que daria uma expectativa de diminuição de distribuição comparado ao ano passado em torno de 7%”, afirma.

foto do autor: João Vitor Jacintho
João Vitor Jacintho

Redator profissional, com atuação no mercado editorial na produção de notícias e conteúdos sobre o mercado de ações, criptomoedas, fundos imobiliários e economia popular. Graduando em Engenharia Química pela Unesp, também já trabalhei como consultor financeiro.

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