PORD11 paga dividendos de 13,87% ao ano; veja movimentações da carteira

PORD11 paga dividendos de 13,87% ao ano; veja movimentações da carteira
PORD11 paga dividendos de 13,87% ao ano. Foto: Pixabay

O fundo imobiliário PORD11 registrou em março um resultado de R$ 3,653 milhões, valor inferior ao observado no mês anterior, quando havia alcançado R$ 3,728 milhões. A geração de receitas no período somou R$ 3,129 milhões.

A distribuição de dividendos do PORD11 referentes à competência de março foi de R$ 0,098 por cota. 

No acumulado de 12 meses, os rendimentos pagos chegaram a R$ 1,169 por cota, o que representa um dividend yield anual de 13,87%, considerando a cota base de R$ 8,43. 

https://files.sunoresearch.com.br/gaia/uploads/2026/01/1180x300-1.jpg

O retorno corresponde a IPCA + 9,02% ao ano, ou IPCA + 11,37% com o ajuste de gross up de imposto de renda, com duration estimada em três anos. 

Esse cálculo leva em conta a inflação acumulada até janeiro de 2026. O fundo imobiliário PORD11 ainda mantém R$ 0,032 por cota em inflação já apropriada, mas não distribuída.

Ao longo do mês, o ambiente de mercado foi marcado por maior aversão ao risco, inicialmente percebida na abertura de spreads em debêntures líquidas e, posteriormente, também observada, ainda que de forma pontual, no segmento de CRIs. 

Diante desse cenário, a gestão do FII PORD11 realizou movimentos táticos na carteira, priorizando operações com prêmios mais elevados.

https://files.sunoresearch.com.br/gaia/uploads/2026/01/Banner-Materias-01-Dkp_-1420x240-1.png

Movimentações da carteira do FII PORD11 

Entre as aquisições do mês, destaca-se a entrada em um CRI da Assaí no mercado secundário, com remuneração de IPCA + 11,8% e vencimento em 2028. A companhia atua no varejo alimentar no modelo atacarejo e possui mais de 300 lojas no Brasil. 

A avaliação da gestão do fundo PORD11 é de que a taxa obtida oferece um prêmio adequado, principalmente diante dos ajustes recentes no perfil de endividamento da empresa após um ciclo de expansão mais intenso.

Ainda no secundário, o fundo aumentou sua exposição à Patrimar, adicionando 0,65% do patrimônio líquido em novas aquisições, o que elevou a participação total do ativo para 1,5% da carteira, a uma taxa de CDI + 3,2%.

Na frente de vendas, houve a saída integral da posição em debêntures da JHSF, que representava 1,43% do portfólio. A venda foi realizada a CDI + 1,17%, após a posição ter sido originalmente montada a CDI + 1,7%.

https://files.sunoresearch.com.br/gaia/uploads/2026/01/DT-PS-HOME-DE-ARTIGOS-1420x240-ID_01_x1.jpg

No mercado primário, foi liquidada a operação de CRI Bralar, equivalente a 1,7% do patrimônio líquido do fundo. O ativo possui remuneração de CDI + 6%, prazo total de 72 meses, pagamento mensal de juros e não conta com período de carência. 

A gestão também indicou que há uma nova operação em fase final de estruturação, com expectativa de conclusão nas próximas semanas. O ativo envolve uma incorporadora com atuação nos segmentos comercial, residencial e de loteamentos em Minas Gerais, com mais de 50 empreendimentos entregues. 

A operação prevê remuneração de IPCA + 14,18% e garantias estimadas em cerca de 160% do saldo devedor, incluindo recebíveis de loteamentos com LTV médio de 82%, alienação fiduciária de 13 unidades concluídas e fundo de reserva equivalente a quatro parcelas.

Por fim, o CRI Novo Mundo segue em processo de amortização, resultando em redução de 1,34% na exposição ao longo de março. Com isso, o ativo passou a representar 0,90% do patrimônio líquido do fundo PORD11 ao final do período.

Você investe bem em fiis? Um consultor Suno pode te mostrar caminhos que talvez você não conheça. últimas notícias