PSEC11 fatura mais de R$ 38 milhões e detalha cenário após consolidação de FIIs

PSEC11 fatura mais de R$ 38 milhões e detalha cenário após consolidação de FIIs
PSEC11 fatura mais de R$ 38 milhões e detalha cenário após consolidação de FIIs. Foto: Pixabay

O fundo imobiliário PSEC11 encerrou dezembro com R$ 38,414 milhões em receitas, enquanto as despesas totalizaram R$ 919,3 mil, resultando em um resultado operacional de R$ 37,494 milhões. 

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Após a contabilização do ajuste a mercado (MTM) para distribuição, no montante de R$ 25,592 milhões, o resultado líquido do período ficou em R$ 12,715 milhões.

O mês marcou o terceiro período completo após a consolidação dos fundos HGFF11 e BPFF11, etapa relevante no processo de reorganização do portfólio. 

Nesse contexto, o patrimônio líquido do FII PSEC11 apresentou retorno de 2,7%, desempenho ligeiramente inferior ao do IFIX, que avançou 3,1% no mesmo intervalo. 

Já as cotas negociadas no mercado secundário tiveram valorização de 3,4%, movimento que levou a relação preço/valor patrimonial (P/VP) a encerrar o ano em 0,85 vez, patamar abaixo da média histórica do fundo, estimada em 0,91 vez.

Com base no resultado apurado em dezembro, a gestão anunciou a distribuição de R$ 0,65 por cota, repetindo o valor pago em novembro. 

Ao final do mês, o fundo imobiliário PSEC11 manteve R$ 0,05 por cota em reserva de lucros, além de R$ 0,33 por cota registrados como ganho de capital não realizado em cotas de outros fundos imobiliários.

A performance relativa do fundo em dezembro foi impactada pelo forte movimento de alta do mercado naquele período. 

Segundo a gestão, em meses de rally expressivo, é comum que o patrimônio do fundo não supere o benchmark, especialmente em razão da presença de ativos menos líquidos, como FIIs via private placement e CRIs, que juntos representam 35% do portfólio. 

Além disso, fundos com perfil mais especulativo, que não integram a carteira do fundo PSEC11, costumam liderar as maiores valorizações em cenários como esse.

Desde seu início, em fevereiro de 2020, o PSEC11 acumula retorno superior ao IFIX, com um desempenho relativo de +34,8%, frente a +23,4% do índice, o que representa 149% do benchmark no período.

Movimentações da carteira do PSEC11

Sobre as movimentações de carteira em dezembro, foram vendidas cotas de FIIs no valor de R$ 114,7 milhões, o equivalente a 8% do patrimônio líquido. 

Considerando os três meses posteriores à consolidação, o volume total de vendas alcançou R$ 216 milhões, ou 16% do PL, reduzindo o número de posições em FIIs de 118, ao final de setembro, para 102 ativos.

Os recursos obtidos com as vendas realizadas em dezembro já tiveram uma destinação definida. Cerca de R$ 65 milhões foram alocados na aquisição do CRI WTC. 

Outros R$ 15 milhões foram direcionados a uma operação compromissada de curto prazo, com duração inferior a um mês e remuneração próxima de 200% do CDI, operação que foi encerrada no início de janeiro.  

O CRI WTC possui taxa de CDI + 2,0% ao ano e tem como lastro CCIs vinculadas a contratos de compra e venda e de locação do Complexo WTC, localizado às margens do Rio Pinheiros, em São Paulo. 

Para janeiro, o planejamento prevê a venda de cerca de R$ 100 milhões em cotas de FIIs, com a destinação de R$ 85 milhões para oito novas operações de CRI. 

Desse total, R$ 40 milhões devem ser aplicados em papéis atrelados ao IPCA, com taxa média de IPCA + 9,6% ao ano, enquanto R$ 45 milhões serão direcionados a operações com remuneração média de CDI + 2,5% ao ano.  

O objetivo da gestão do PSEC11 é reduzir a carteira para algo próximo de 90 posições, ante as 102 atuais. Mantidas as demais condições, esse deve ser o padrão de movimentação nos próximos meses, tanto em relação ao giro da carteira quanto à alocação dos recursos.

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