RBRL11 modifica contratos em imóvel logístico para manter vacância inalterada
O fundo imobiliário RBRL11 anunciou ampliação de contrato com um cliente para compensar saída de outro e manteve a vacância inalterada.


O fundo imobiliário RBRL11 conseguiu manter seus índices de vacância zerados mesmo com a formalização da rescisão do contrato de locação com a Bel Micro Computadores, também chamada de “Belmicro”, referente a espaços no imóvel situado em Extrema (MG).

A rescisão do FII RBRL11 foi registrada por meio de um Instrumento Particular de Distrato de Contrato de Locação Não Residencial, complementando o comunicado divulgado ao final de janeiro, quando o fundo recebeu o aviso de devolução antecipada do imóvel.
Após uma série de negociações comerciais envolvendo o RBRL11, a Belmicro e a Vulcabras, juntamente com as empresas de seu grupo econômico, uma nova disposição foi acordada para o imóvel.
Inicialmente, a Vulcabras ocupava apenas os módulos 3 e 4 do galpão C do imóvel em Extrema. Com o novo arranjo, a fabricante de calçados passará a ocupar também os módulos 1 e 2 do galpão C, anteriormente ocupados pela Belmicro.
Este rearranjo comercial garante que o imóvel continuará ocupado e que a Vulcabras será responsável pelo pagamento dos aluguéis a partir de 1º de março de 2025.
Como resultado, o fluxo financeiro do fundo imobiliário RBRL11 não será impactado. A Belmicro, por sua vez, concordou em não pagar a multa rescisória prevista no comunicado de janeiro, como parte das condições acordadas.
O fundo e a Vulcabras também assinaram um aditivo ao Instrumento Particular de Contrato de Locação Não Residencial, ampliando o escopo do contrato para incluir os módulos 1 e 2 do Galpão C.
Esses módulos somam uma área de 10.327,85 m², o que aumenta a área total locada para a Vulcabras, que agora passa a ocupar 21.670,11 m² no imóvel (incluindo os módulos 3 e 4). O término do contrato com a Vulcabras está previsto para acontecer em 30 de outubro de 2030.
RBRL11 lucra R$ 4,473 milhões em janeiro
O último resultado divulgado pelo fundo RBRL11 foi o de janeiro, quando o FII apresentou um lucro de R$ 4,473 milhões, o que representou um crescimento de 12% se comparado aos R$ 3,993 milhões alcançados no mês anterior, dezembro de 2024.
Durante o período, as receitas totais do fundo somaram R$ 5,83 milhões. Já as despesas totalizaram R$ 1,356 milhões, destacando-se entre elas os R$ 439,97 mil referentes à taxa de administração e gestão, além de R$ 499 mil em despesas financeiras. Outras despesas adicionais do fundo ficaram em R$ 417,6 mil.
Em relação à distribuição de rendimentos, o RBRL11 repassou um total de R$ 4,747 milhões para seus cotistas, o que equivale a R$ 0,71 por cota.