SNID11 reorganiza investimentos na carteira e fecha mês de janeiro com ágio

SNID11 reorganiza investimentos na carteira e fecha mês de janeiro com ágio
FI-infra. Fonte: Unsplash

O fundo imobiliário SNID11 iniciou o ano consolidando um movimento que vinha sendo construído nos últimos meses: disciplina na alocação e ganho de eficiência na carteira. Em janeiro, o fundo manteve a distribuição de R$ 0,13 por cota pelo terceiro mês consecutivo e viu suas cotas negociarem com ágio próximo de 8%.

“Esse ágio mostra a confiança dos nossos cotistas e valida a proposta de valor que a gente vem entregando”, afirma Rodrigo Wainberg, membro da equipe da Suno Asset, em live.

Segundo ele, a combinação entre carrego consistente e decisões ativas de portfólio explica o desempenho recente do fundo. Um dos principais movimentos do período foi a compra de R$ 3 milhões em debêntures da Suno Energias Limpas (SUNO11), precificadas a NTN-B + 1,80%.

A operação ocorreu em um momento de forte compressão de prêmios no mercado secundário e trouxe uma taxa considerada competitiva para o nível de risco do ativo. “É uma debênture de geração distribuída, associada ao FII que acabou de fazer uma captação relevante, sendo o maior de energia limpa da Bolsa”, destaca Wainberg.

Além disso, a gestão promoveu um giro na carteira, zerando posições em papéis incentivados que já operavam com spreads muito comprimidos, como Energisa, Tucano e Rodovias do Araguaia. Parte desses ativos vinha sendo carregada desde 2023 e se beneficiou do fechamento de spreads ao longo do último ano, abrindo espaço para a realização de ganhos de capital.

“Essas vendas agregam valor de fato ao fundo, porque capturamos um fechamento relevante de spread e redirecionamos capital para ativos com melhor relação risco-retorno”, explica Wainberg.

Fundo imobiliário SNID11 sobe patamar de dividendos

Além do desempenho recente, a gestão decidiu revisar para cima as projeções de rendimentos do fundo. O guidance para o primeiro semestre de 2026 passou a indicar uma faixa entre R$ 0,12 e R$ 0,15 por cota.

A estimativa considera tanto o carrego da carteira quanto a possibilidade de complementar a distribuição com ganhos de capital já realizados.

Retorno do FII

Desde o início, o SNID11 acumula retorno total de 63,7% na cota a mercado e 50,3% na cota patrimonial, superando benchmarks líquidos como CDI, IMA-B e índices de crédito em infraestrutura.

No mês, o carrego gerou R$ 0,124 por cota, enquanto a marcação a mercado negativa foi parcialmente compensada por derivativos de swap, que contribuíram positivamente para o resultado.

Wainberg também chama atenção para o pano de fundo estrutural do mercado de debêntures incentivadas. “Existe uma demanda muito forte por esses papéis, não tanto por novas captações, mas pela necessidade de enquadramento dos fundos. Há estudos que apontam mais de R$ 50 bilhões buscando alocação nesse tipo de ativo”, afirma.

Na visão da gestão, esse fluxo comprador tende a limitar novas aberturas de spread e cria um ambiente favorável para reciclagens pontuais, desde que surjam alternativas atrativas para realocação. Enquanto isso, o fundo segue ampliando sua base de investidores e a liquidez no mercado secundário, que em dezembro somou R$ 3,6 milhões, com média diária de R$ 163 mil.

“O crescimento da base de cotistas e da liquidez vem de forma orgânica, sem movimento especulativo. Esse é o tipo de desenvolvimento sustentável que a gente busca para o SNID11”, conclui Wainberg.

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foto: Vinícius Alves
Vinícius Alves
Jornalista

Jornalista formado na Faculdade Cásper Líbero. Com passagens pela Agência Estado e Editora Globo.

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