O MALL11 é um FII que investe acima de dois terços do seu patrimônio líquido em shopping centers no Brasil.

Assim, seus ativos compõem empreendimentos imobiliários construídos, para fins de geração de renda com locação ou arrendamento.

Nesse  contexto, a gestão divulgou relatório de atividades em fevereiro de 2021, para se posicionar sobre os rendimentos e situação do MALL11.

Crise do consumo

Dentre os setores mais afetados pela crise do Coronavírus de 2020, sem dúvida o consumo está entre os principais.

Isso porque o setor foi abalado imediatamente após a eclosão da crise, com o fechamento das lojas em geral decretado pelo poder público.

Além disso, o setor continuou apresentando queda durante o ano com a diminuição do poder de compra da população e o consequente corte de “supérfulos”, ante a instabilidade do mercado.

Nesse contexto, os shopping centers foram a representação da incerteza frente a crise, na medida em que são verdadeiros complexos de vertentes do consumo.

Assim, o relatório apresentado evidencia todo esse contexto, mas revela que o ano mais difícil para o seguimento, foi também o ano em que o investimento no setor se mostrou um bom negócio.

Isso porque, por mais que de fato tenha havido o período de fechamento, e consequente diminuição das expectativas de crescimento, a estabilidade do fundo não se abalou.

Gestão ativa

A gestão demonstra por seu relatório de fevereiro, que o ano de 2020, apesar dos percalços experimentados, terminou com êxito para o MALL11.

Ainda, aponta sua presença ativa em alocação de recursos e promoção de políticas de investimento como um fator determinante para o sucesso em 2020.

Nesse contexto, o MALL11 usou parte da receita para se posicionar em cotas de outros FIIs de Shoppings

Isso porque tais FII's  tiveram suas cotas negociadas a valores muito abaixo do patrimonial no pico da crise.

Não obstante, houve também alocações em alguns fundos de CRI, que geravam dividendos muito acima da Taxa Selic e ainda com potencial de ganho de capital.

A estratégia se mostrou muito acertada.

Dessa forma, foi possível gerar para os cotistas, ao longo de 2020, aproximadamente R$ 0,76 por cota entre ganho de capital (compra e venda de cotas de outros FIIs) e dividendos nessas alocações.

A gestão entende que se esse montante de caixa estivesse aplicado em LFTs, esse mesmo resultado provavelmente não seria superior a R$ 0,11/cota.

Resultados do MALL11

Assim, com a trajetória tortuosa em 2020, porém de sucesso, o MALL11 apresenta otimismo nos resultados de fevereiro.

Após o desfecho exitoso de 2020 em janeiro de 2021, os resultados do mês de fevereiro demonstram continuação desse trabalho ativo da gestão.

O fundo se posiciona demonstrando solidez dos resultados, sobretudo tendo superado a crise de 2020.

Abaixo os resultados gerais do MALL11 em 2020.

MALL11 exalta solidez dos shopping centers e entra confiante em 2021

Assim, entende-se que, tendo sobrevivido ao fechamento literal de todos os shoppings e comércios, o futuro será apenas de crescimento.

Isso porque o cenário atual considera a vacinação em massa e a volta gradual das atividades do comércio.

Por fim, a gestão entende que a nova onda de casos da Covid-19 não representará uma mudança radical nessas previsões.

Assim, por mais que a pandemia não tenha acabado, a gestora do MALL11 entende que a situação do comércio e do consumo atingiu estabilidade.