O Fundo de Investimento Imobiliário Maxi Renda (MXRF11), administrado pela BTG Pactual Serviços Financeiros, divulgou nesta segunda-feira (15) o seu relatório gerencial do mês de fevereiro, no qual descreveu seus resultados e rendimentos mensais.

O gestor do Maxi Renda destacou mais uma vez o elevado crescimento de cotistas na base do fundo, chegando a mais de 335 mil cotistas, um crescimento de 4% no mês de fevereiro, o maior da indústria de FIIs no Brasil, segundo dados da B3.

Além disso, o gestor do MXRF11, a XP Vista Asset Management Ltda., ressaltou que no mês de fevereiro viu-se novamente uma forte abertura das curvas de juros e dos spreads,  ou seja, uma recomposição parcial do prêmio de risco ao longo da curva.

Nesse sentido, o gestor do Maxi Renda diz que parte desse movimento pode ser explicado pelo nervosismo em relação à indefinição e perspectiva fiscal, o temor da inflação americana, que levou a alta do juros dos títulos da dívida pública dos EUA de 10 anos e a situação sanitária.

Além disso, no book de CRIs do MXRF11, a gestão preferiu andar por uma estratégia de reciclagem de portfólio, com destaques para as alienações dos CRIs Magazine Luiza, GPA e WAM São Pedro. Como resultado, essas alienações geraram um importante ganho de capital e aumentou o carrego do book, e as liquidações de alguns CRIs, no valor total de R$114,60 milhões.

Cabe destacar que o Maxi Renda possui objetivo de alocação com 80% do patrimônio líquido em CRIs em bons nomes de crédito, com carregos atraentes e alto potencial de ganho de capital recorrente, e até 20% do patrimônio líquido em "Permutas Financeiras“, que em contrapartida, possuem boa rentabilidade.

Resultados e rendimentos do MXRF11

A distribuição dos rendimentos do MXRF11 referente a fevereiro foi de R$0,08 por cota, realizada no dia 12 de março e anteriormente anunciada aos cotistas. Os investidores com direito ao recebimento desses dividendos são os que estiveram comprados na MXRF11 até o dia 26 de fevereiro.

A receita do fundo Maxi Renda no mês de fevereiro totalizou cerca de R$16,12 milhões, equivalente a 11,64% da receita acumulada dos últimos 12 meses, que é de R$138,4 milhões.

Além disso, as despesas mensais do fundo chegaram a quase R$1,52 milhões, cerca de 8,9% do total acumulado dos últimos 12 meses, que é de R$16,98 milhões. Desse modo, o resultado do fluxo financeiro do MXRF11 no mês de fevereiro foi de cerca de R$14,60 milhões.

O relatório gerencial ainda apontou uma liquidez média diária na B3 de R$8,22 milhões. O valor patrimonial da cota registrado ao final de fevereiro foi de R$10,07 e valor de mercado da cota atingiu R$10,80, como pode ser visto no gráfico a seguir.

MXRF11 anuncia resultados e rendimentos de fevereiro

Considerando a rentabilidade do MXRF11, o patrimônio líquido de mercado alcançado no mês de fevereiro foi de aproximadamente R$1,97 bilhão, cerca de 20% maior que a média dos últimos 12 meses, que foi cerca de R$1,64 bilhão.

Portfólio do MXRF11

No portfólio do Maxi Renda, 79% é composto por CRIs, que leva a maior participação em classe de ativos na carteira. Permutas financeiras representam 13% do total, onde 4% encontre-se no caixa e 4% estão investido em FIIs.

Já os ativos-objetos são divididos da seguinte forma nos investimentos da carteira do MXRF11:

  • 35% em crédito corporativo;
  • 33% em residencial;
  • 29% em comercial;
  • 4% em caixa;

MXRF11 anuncia resultados e rendimentos de fevereiro A carteira de FIIs do Maxi Renda, que encerrou o saldo em fevereiro com R$72,27 milhões, se distribui em 5 ativos:

  1. XPCI11 - 54,54% ;
  2. HBRH11 - 32,82%;
  3. KNCR11 - 10,75%;
  4. BRCR11 - 1,80%;
  5. DMAC11 - 0,09%;

Em suma, dos Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), a maior parte da carteira desse segmento está investida em CDI+, com 52% do total. Da carteira que inclui CRIs e permutas de forma conjunta, 48% é alocado em IPCA+/INCC+, enquanto o CDI+ em 45%.