Por que o SNAG11 quer investir pesado em projetos de irrigação?

Por que o SNAG11 quer investir pesado em projetos de irrigação?
SNAG11: Vale a pena investir em Fiagro? Veja as perspectivas para 2023. Foto: Unsplash

O Fiagro SNAG11 tem reforçado sua estratégia de investimentos em infraestrutura agrícola, com destaque para projetos de irrigação, segmento que recebeu a maior parcela dos recursos captados na quinta emissão de cotas do fundo.

A alocação ocorre em um momento em que a irrigação ganha relevância no agronegócio brasileiro como ferramenta para ampliar a produtividade, reduzir riscos climáticos e promover o desenvolvimento econômico em regiões com limitações hídricas.

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Após captar aproximadamente R$ 301 milhões em sua última oferta, o fundo direcionou cerca de R$ 200 milhões para o Fiagro FIDC Irriga Brasil, estrutura voltada ao financiamento de sistemas de irrigação no campo.

A operação faz parte da estratégia de acelerar a alocação dos recursos e ampliar a exposição a setores considerados essenciais para o aumento da eficiência produtiva no agronegócio.

Segundo João Vitor Franzin, analista da Suno Asset, a irrigação funciona como uma espécie de seguro climático para o produtor rural. “Por mais que não chova, você ainda pode usar o pivô de irrigação de modo a garantir uma boa produtividade para aquele ano”, afirmou durante apresentação aos investidores. Na avaliação da gestora, o segmento ainda apresenta amplo potencial de expansão no Brasil diante da escassez de linhas de crédito de longo prazo destinadas a esse tipo de investimento.

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Além de reduzir a dependência das chuvas, a irrigação permite elevar significativamente a produtividade das áreas cultivadas. A tecnologia garante o fornecimento adequado de água durante todo o ciclo das culturas, proporcionando maior estabilidade das safras, previsibilidade da produção e melhoria na qualidade dos grãos. Em algumas regiões, a adoção da irrigação pode inclusive viabilizar um terceiro ciclo produtivo ao longo do ano, ampliando o retorno econômico das propriedades rurais.

O avanço da irrigação também gera impactos que vão além da porteira. O aumento da produtividade em áreas já abertas reduz a pressão pela expansão sobre novas fronteiras agrícolas, fortalece a segurança alimentar, contribui para a mitigação das emissões de gases de efeito estufa e estimula a geração de emprego e renda em municípios ligados à atividade agropecuária.

SNAG11: Irrigação fortalece desenvolvimento e sustentabilidade no campo

Considerada uma das principais ferramentas de adaptação às mudanças climáticas, a irrigação tem papel estratégico no fortalecimento da segurança hídrica e na intensificação sustentável da produção agrícola. Ao permitir o uso racional e monitorado da água, a tecnologia contribui para uma gestão mais eficiente dos recursos hídricos e reduz as perdas provocadas por períodos de estiagem.

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Entre os sistemas mais utilizados está o pivô central, capaz de distribuir água de forma homogênea em grandes áreas produtivas. Em períodos de seca, a tecnologia assegura a continuidade do desenvolvimento das culturas, preservando produtividade e qualidade da produção. Além disso, sistemas modernos podem ser integrados a ferramentas de automação, aumentando a eficiência operacional e reduzindo custos de energia e consumo hídrico.

Fiagro também foca no armazenamento

Outro segmento presente na estratégia do SNAG11 é a armazenagem de grãos, que atualmente representa cerca de 6,3% da carteira. A combinação entre irrigação e armazenagem é vista pelo mercado como uma importante alavanca para a rentabilidade do produtor rural, permitindo não apenas elevar a produção, mas também escolher momentos mais favoráveis para a comercialização da safra.

Após as recentes alocações, a irrigação passou a representar aproximadamente 22,7% da carteira do fundo, tornando-se um dos principais segmentos de exposição do SNAG11. O Fiagro conta atualmente com 11 ativos, exposição indireta a 264 devedores e histórico de inadimplência zerada. O patrimônio do veículo se aproxima de R$ 1 bilhão, enquanto o número de investidores já supera 130 mil cotistas, colocando o SNAG11 entre os maiores fiagros listados da B3.

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foto: Vinícius Alves
Vinícius Alves
Jornalista

Jornalista formado na Faculdade Cásper Líbero. Com passagens pela Agência Estado e Editora Globo.

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