SNFZ11: o que a nova agroindústria do milho significa para o fundo?
O milho de segunda safra deixou de ser apenas um complemento da produção agrícola brasileira para se transformar em um dos principais motores do agronegócio nacional. Cultivado após a colheita da soja, o cereal responde atualmente por cerca de 75% da produção brasileira de milho e vem ampliando sua importância tanto para a segurança alimentar quanto para a cadeia de biocombustíveis.
No sistema brasileiro, a sucessão entre soja e milho permite que uma mesma área produza duas culturas ao longo do ano, elevando a produtividade da terra sem a necessidade de abertura de novas áreas.
Essa dinâmica transformou o milho safrinha em um dos pilares da expansão do agronegócio. Além de abastecer os mercados de ração animal, proteínas e exportações, o cereal ganhou relevância crescente na produção de etanol de milho, segmento que vem atraindo investimentos em diversas regiões do Centro-Oeste.
A expansão das usinas de etanol de milho também impulsiona a produção de coprodutos, como o DDGS, utilizado na nutrição animal, ampliando o valor agregado do grão e fortalecendo cadeias produtivas ligadas à pecuária.
SNFZ11 está posicionado em uma das principais regiões da safrinha
O avanço desse modelo possui relação direta com a estratégia do SNFZ11. O fundo possui propriedades localizadas em Gaúcha do Norte, em Mato Grosso, uma das regiões que concentram a expansão da soja e do milho segunda safra no país.
As fazendas do fundo estão inseridas justamente em áreas beneficiadas pelo sistema de dupla safra, que permite a sucessão entre soja no verão e milho durante o outono e inverno. A combinação amplia o aproveitamento da terra e contribui para a geração de renda agrícola ao longo do ano.
Mato Grosso permanece como o principal estado produtor de milho do país. Para a safra 2025/26, a produtividade estadual foi estimada em 120,28 sacas por hectare, enquanto a produção pode superar 53 milhões de toneladas, segundo dados do Sistema Famato.
A relevância da safrinha também se reflete na demanda doméstica. Além das exportações, o milho abastece as cadeias de proteína animal, a indústria de ração e o crescente mercado de biocombustíveis, reduzindo a dependência exclusiva do comércio internacional.
Para o SNFZ11, a exposição a terras agrícolas em uma das regiões mais produtivas do país reforça a tese de valorização fundiária associada ao aumento da produtividade agrícola.
A combinação entre soja, milho e outras culturas permite ao fundo capturar os benefícios da expansão do agronegócio em uma região que continua liderando o crescimento da produção nacional.
Milho ganha papel estratégico na transição energética
O crescimento do etanol de milho vem ampliando o papel do cereal dentro da matriz energética brasileira. Diferentemente de outros modelos agrícolas, a expansão ocorre majoritariamente sobre áreas já consolidadas, aproveitando a estrutura da segunda safra.
A integração entre agricultura, biocombustíveis e nutrição animal fortalece a competitividade do agronegócio brasileiro e amplia as fontes de receita ao longo da cadeia produtiva.
Nesse ambiente, ativos ligados à produção agrícola, como as terras presentes no portfólio do SNFZ11, passam a estar expostos não apenas ao mercado de grãos, mas também às tendências de longo prazo relacionadas à bioenergia, eficiência produtiva e valorização das áreas agrícolas.