PSEC11: fundo imobiliário paga dividendos de 12,3% ao ano e lucra R$ 10,8 milhões; veja detalhes
O fundo imobiliário PSEC11 encerrou fevereiro com resultado de R$ 10,835 milhões, em um patamar inferior ao registrado no mês anterior, quando havia somado R$ 13,904 milhões.
No período, as receitas do FII PSEC11 alcançaram R$ 21,452 milhões, enquanto as despesas ficaram em R$ 951,5 mil.
O fundo manteve inalterada sua distribuição de rendimentos. Foram anunciados R$ 0,65 por cota, repetindo o mesmo valor pago nos quatro meses anteriores.
O valor atual representa um dividend yield (DY) mensal de 12,3% ao ano, considerando a cotação de fechamento do mês.
Com isso, o fundo imobiliário PSEC11 terminou fevereiro com uma reserva de lucros de R$ 0,10 por cota.
A gestão seguiu, ao longo do mês, com a estratégia de reorganização do portfólio. O movimento passou pela continuidade da venda de posições em FIIs listados e pelo reforço da alocação em CRIs, em linha com a proposta de aumentar a geração de renda recorrente e reduzir oscilações nos proventos.
Desde a consolidação com HGFF11 e BPFF11, realizada em setembro de 2025, já foram vendidos mais de R$ 318 milhões em cotas de fundos imobiliários. Nesse intervalo, o número de posições na carteira caiu de 118 para 92.
Composição da carteira do PSEC11
Ao final de fevereiro, a carteira de CRI do FII PSEC11 representava 15% dos ativos do fundo. Considerando o detalhamento do portfólio, esse segmento fechou o mês com 31 operações e volume total de R$ 205,1 milhões, equivalente a 14,7% do patrimônio líquido.
A composição ficou distribuída entre papéis indexados ao CDI, que respondiam por 47% da carteira, ativos atrelados ao IPCA, com 40%, e títulos prefixados, com 12%.
No caso dos CRIs, as taxas médias de aquisição ficaram em IPCA mais 10,5% ao ano, CDI mais 2,8% ao ano e 14,0% ao ano nos papéis prefixados.
Segundo a gestão, as novas alocações do fundo PSEC11 vêm sendo escolhidas com foco em operações capazes de entregar spreads entre 300 e 400 pontos-base acima dos respectivos indexadores, patamar considerado adequado para compensar o risco de crédito e contribuir de forma positiva para o carrego do fundo nos próximos trimestres.
No desempenho patrimonial, o fundo registrou retorno de 0,5% em fevereiro, abaixo da alta de 1,3% observada pelo IFIX no mesmo período. Já as cotas negociadas no mercado secundário terminaram o mês sem variação.
Na avaliação da gestão, a diferença frente ao benchmark está ligada, em parte, ao perfil da carteira. Cerca de 47% da alocação do PSEC11 está concentrada em ativos de menor liquidez, como CRIs e FIIs de private placement.