RCRB11 eleva resultado e paga maior dividendo em 14 meses; veja valor
O fundo imobiliário RCRB11 apurou em janeiro de 2026 um resultado de R$ 4,13 milhões, sendo este o melhor desempenho dos últimos quatro meses.
Desse total, R$ 4,988 milhões vieram do resultado imobiliário e R$ 115,8 mil do resultado financeiro, enquanto as despesas do RCRB11 no período somaram R$ 973,4 mil.
Com base nesse desempenho, o fundo anunciou a distribuição de R$ 1,07 por cota, o maior valor pago em 14 meses.
Considerando o fechamento da cota em janeiro, a R$ 141,77, os dividendos do RCRB11 representam um dividend yield anualizado de 9,1%.
A gestão projeta para o primeiro semestre de 2026 uma distribuição linearizada também em R$ 1,07 por cota ao mês, o que implica crescimento aproximado de 12,6%.
Essa estimativa considera o encerramento gradual de carências e descontos contratuais, além dos efeitos positivos esperados nas revisionais, conforme as premissas atuais de mercado.
O guidance de rendimentos do RCRB11 não inclui possíveis ganhos extraordinários, como o lucro decorrente da venda de imóveis, algo que, se concluído, pode elevar a distribuição.
Atualmente, o FFO (resultado operacional) projetado está em R$ 1,18 por cota, o que corresponde a um yield anualizado próximo de 10% sobre o preço de mercado.
A expectativa da gestão do FII RCRB11 é de convergência gradual da distribuição ao nível do FFO, à medida que impactos temporários sejam absorvidos.
Para 2026, permanecem cerca de R$ 0,05 por cota em descontos comerciais a serem encerrados até o fim do ano e R$ 0,01 por cota em carências que devem cessar já em fevereiro.
Nos últimos três anos, a renda distribuída pelo fundo RCRB11 cresceu mais de 40%, que segundo a gestão, veio da evolução tanto em termos de ocupação quanto de aumento dos aluguéis praticados.
Atualizações do portfólio do RCRB11
A gestão iniciou a revisão dos contratos com vencimentos e janelas revisionais em 2026, destacando maior potencial de ganho nas regiões da JK e da Paulista, diante do baixo estoque e da valorização dos aluguéis.
No Edifício Bravo Paulista, houve inadimplência referente a novembro e dezembro de 2025, com impacto estimado em R$ 0,01 por cota ao mês, mas sem alteração no guidance de R$ 1,07 por cota no semestre. A vacância, que era de 0,45% no fim de janeiro (215 m²), foi zerada no início de fevereiro.
Também foram aprovadas pelo RCRB11 melhorias no Edifício Girassol 555, como revitalização da fachada e troca das catracas. Já a venda de um imóvel segue em diligência, com expectativa de conclusão até o fim do semestre e ganho estimado de cerca de R$ 10 milhões (R$ 2,90 por cota).