Selic caiu: por que o setor eólico e o SNEL11 podem sair ganhando?

Selic caiu: por que o setor eólico e o SNEL11 podem sair ganhando?
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A decisão do Copom de reduzir a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,50% ao ano, reforça um movimento já esperado pelo mercado, mas veio acompanhada de um tom mais cauteloso.

Aprojeção de inflação para o horizonte relevante subiu para 3,5%, afastando-se da meta de 3%, o que indica maior pressão no cenário macroeconômico. Esse contexto levou a uma revisão preliminar das expectativas para a próxima reunião, com a projeção de corte sendo reduzida de 0,50 para 0,25 ponto percentual, além da possibilidade de uma taxa terminal mais elevada em 2026.

Apesar do tom mais duro, o ciclo de queda dos juros segue em curso — e isso tem implicações diretas para diferentes classes de ativos, especialmente os fundos imobiliários. Historicamente, o setor apresenta uma relação inversa com a taxa de juros: quanto menor a Selic, maior tende a ser o interesse por FIIs.

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Nesse contexto, fundos como o SNEL11 podem se beneficiar gradualmente da flexibilização monetária. A redução do custo de capital e o aumento da atratividade relativa frente à renda fixa tendem a favorecer tanto a valorização das cotas quanto a compressão dos yields ao longo do tempo.

Além disso, o ambiente de juros em queda pode estimular a atividade econômica e, consequentemente, o mercado imobiliário, impactando positivamente indicadores operacionais dos fundos.

Selic: relação entre juros e FIIs

A dinâmica entre juros e fundos imobiliários é bem estabelecida no mercado. Com taxas mais baixas, investidores passam a buscar alternativas com maior retorno, deslocando capital da renda fixa para ativos como FIIs. Esse movimento tende a elevar os preços das cotas e reduzir os dividend yields.

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Por outro lado, em cenários de juros elevados, a renda fixa se torna mais competitiva, reduzindo o apetite por risco e pressionando os fundos imobiliários.

Com a queda da Selic, investidores buscam alternativas à renda fixa tradicional. Ativos ligados à infraestrutura — como energia renovável — ganham espaço por oferecerem fluxo previsível e, muitas vezes, indexado à inflação.
SNEL11 se beneficia do ciclo.

No caso do SNEL11, o ambiente de juros mais baixos tende a favorecer tanto a captação quanto a valorização dos ativos do portfólio. Isso pode se traduzir em maior estabilidade de rendimentos e potencial de valorização das cotas ao longo do ciclo.

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SNEL11 combina alta liquidez com avanço operacionais de ativos

Recentemente, o SNEL11 registrou forte avanço em liquidez e base de investidores ao longo de fevereiro, reforçando o interesse do mercado pela tese de geração distribuída de energia.

No período, o fundo movimentou cerca de R$ 70 milhões em negociações, com média diária próxima de R$ 4 milhões.

De acordo com Guilherme Barbieri, Head de Infraestrutura da Suno Asset, esse movimento reflete não apenas o crescimento da base, mas também a capacidade de negociação do ativo em bolsa. “O produto é muito líquido e permite uma boa possibilidade tanto para quem quer entrar quanto para quem quer sair”, afirmou em live no canal da Suno Asset.

No período, o fundo manteve a distribuição de R$ 0,10 por cota, com dividend yield anualizado próximo de 14,94%, enquanto segue com lucro acumulado e ativos em processo de maturação.

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foto: Vinícius Alves
Vinícius Alves
Jornalista

Jornalista formado na Faculdade Cásper Líbero. Com passagens pela Agência Estado e Editora Globo.

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