A B3 foi palco, nesta terça-feira (19), da cerimônia de toque de campainha que marcou o encerramento da quinta emissão de cotas do SNAG11, fiagro da Suno Asset.

A operação terminou com captação de aproximadamente R$ 301,4 milhões, valor que superou em cerca de R$ 100 milhões a expectativa inicial da oferta, estimada em torno de R$ 200 milhões.

Com a emissão, o patrimônio total do fundo avançou para aproximadamente R$ 927,66 milhões, crescimento próximo de 50% em relação ao tamanho anterior do veículo.

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O movimento ocorre em um ambiente de juros elevados e restrição do crédito rural bancário, cenário que vem ampliando o papel do mercado de capitais no financiamento do agronegócio brasileiro.

Durante a cerimônia, executivos da gestora destacaram que os recursos captados serão direcionados para projetos ligados ao aumento da produtividade agrícola e infraestrutura do setor.

Irrigação entra no centro da estratégia do SNAG11

Segundo o prospecto da oferta, cerca de 39,2% dos recursos deverão ser direcionados a operações ligadas à irrigação agrícola, segmento que passou a ocupar posição estratégica dentro da tese do fundo.

Durante o evento, o CIO da Suno Asset, Victor Duarte, afirmou que um dos gargalos do agronegócio brasileiro atualmente está na infraestrutura de armazenagem e na expansão da irrigação.

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“Hoje o Brasil não tem onde guardar. Tem que guardar em silo de bloco, em estruturas improvisadas. A armazenagem ainda é um problema relevante”, afirmou o executivo durante a cerimônia.

Segundo Duarte, a irrigação também passou a ganhar protagonismo dentro do pipeline do fundo por reduzir riscos operacionais e ampliar a previsibilidade da produção agrícola. “A irrigação, além de diminuir o risco do produtor, permite que ele consiga se programar melhor. Mesmo em regiões em que já chove bastante, o produtor sabe exatamente o que vai fazer”, disse.

A gestora avalia que o avanço estrutural da irrigação no Brasil tende a ampliar a produtividade agrícola ao longo dos próximos anos, principalmente em regiões com potencial para segunda e terceira safra. Além da irrigação, o pipeline do fundo também contempla operações ligadas aos segmentos de etanol, carnes, grãos e terras agrícolas.

SNAG11 acelera crescimento da base de investidores

O avanço da emissão também veio acompanhado de crescimento da base de cotistas do fundo. Recentemente, o SNAG11 ultrapassou a marca de 130 mil investidores, mostrando aceleração relevante na entrada de novos participantes no mercado secundário.

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O número ganhou destaque porque pouco mais de dois meses antes, em fevereiro de 2026, o fundo havia alcançado a marca de 120 mil cotistas.

Com base no fechamento de março, em R$ 10,76 por cota, o último rendimento distribuído pelo fundo — de R$ 0,12 por cota — representava dividend yield mensal aproximado de 1,12%.

Segundo a gestão, o foco segue voltado à construção de uma carteira de crédito pulverizada e ligada a ativos estruturais do agronegócio brasileiro, em um momento de maior demanda por capital privado no setor.