SNEL11 inicia faturamento em Petrolina e mantém dividendos estáveis 

SNEL11 inicia faturamento em Petrolina e mantém dividendos estáveis 
SNEL11 - fotovoltaicos - Foto: Freepik

O fundo imobiliário SNEL11 avançou em fevereiro na execução de sua estratégia de locação de ativos imobiliários atrelados à geração de energia limpa, com destaque para o início do faturamento de novos contratos e evolução operacional de ativos em fase de maturação.

O período foi marcado também pela manutenção da bandeira verde pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), o que indica ausência de custos adicionais nas tarifas de energia.

Um dos principais marcos do mês foi o início do faturamento na UFV Petrolina, após o encerramento do período de carência concedido à nova locatária. Os contratos firmados representam cerca de 50% do projeto, reforçando a expectativa de aumento gradual da receita ao longo dos próximos meses.

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Além disso, o portfólio de usinas em fase de ramp-up comercial operado pela NUV Energia apresentou ocupação ponderada de 28,6%. Entre os destaques, os ativos São Bento Abade e Malbec registraram avanços relevantes na ocupação, com crescimento de 5,1 e 19,5 pontos percentuais, respectivamente, em relação ao mês anterior.

No mercado secundário, o fundo também apresentou evolução na liquidez, com volume negociado superior a R$ 69 milhões no mês e média diária próxima de R$ 3,8 milhões. A base de investidores seguiu em expansão, com o SNEL11 ultrapassando a marca de 70 mil cotistas.

Em termos de resultados, o fundo apurou cerca de R$ 10,37 milhões em fevereiro e realizou a distribuição de R$ 0,10 por cota, equivalente a um dividend yield anualizado de aproximadamente 14,94%, considerando o preço de fechamento no período.

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SNEL11: UFV Petrolina e previsibilidade de receitas

A reestruturação do projeto UFV Petrolina tem sido um dos principais vetores de melhora operacional do fundo. A troca de inquilinos em unidades consumidoras foi acompanhada da mudança do modelo contratual para o formato “take or pay”, que reduz a exposição a riscos comerciais e aumenta a previsibilidade das receitas.

Com a conclusão da transferência de titularidade e o início dos novos contratos, a expectativa é de geração adicional de receita ao longo de 2026. Mesmo após o distrato com o inquilino anterior, o fundo ainda possui valores a receber, que devem ser pagos ao longo dos próximos 26 meses.

Guidance do FII

Para os próximos períodos, a gestão projeta distribuição entre R$ 0,10 e R$ 0,11 por cota no curto prazo. A evolução desse patamar dependerá principalmente do avanço dos ativos em ramp-up, da aplicação de reajustes tarifários e da conexão de novos projetos ainda em fase de implementação.

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foto: Vinícius Alves
Vinícius Alves
Jornalista

Jornalista formado na Faculdade Cásper Líbero. Com passagens pela Agência Estado e Editora Globo.

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