Tijolo deve ganhar tração em 2026, mas FIIs de papel seguem preferidos pelo Itaú BBA

Tijolo deve ganhar tração em 2026, mas FIIs de papel seguem preferidos pelo Itaú BBA
Tijolo deve ganhar tração em 2026, mas FIIs de papel seguem preferidos pelo Itaú BBA (foto: Pixabay)

O mercado de fundos imobiliários (FIIs) deve apresentar mudanças de desempenho entre os segmentos ao longo de 2026, com maior tração dos FIIs de tijolo — aqueles que investem diretamente em imóveis — em um cenário de expectativa de início de cortes de juros.

Ainda assim, a preferência do Itaú BBA permanece com os FIIs de papel, que tendem a continuar liderando na distribuição de rendimentos.

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De acordo com o relatório setorial de ativos financeiros do banco, a aproximação do início do ciclo de queda de juros, somada ao alívio observado nas curvas futuras, favorece o desempenho dos fundos de tijolo. Esse movimento ocorre em linha com o comportamento histórico desses ativos em ambientes de redução das taxas, que costumam beneficiar a valorização de suas cotas.

Em 2025, o setor já havia registrado forte desempenho. O IFIX avançou 21,1% no período, enquanto os FIIs de ativos financeiros apresentaram alta de 19,2%, segundo o levantamento do Itaú BBA. O banco destaca que o cenário mais previsível ao longo do ano contribuiu para sustentar o desempenho dos ativos de risco.

Apesar da expectativa de melhora relativa para os fundos de tijolo, o relatório afirma que isso não altera a preferência da instituição pelos FIIs de papel em 2026. Esses fundos, que investem majoritariamente em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), devem seguir como principais geradores de renda no período.

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A explicação está na dinâmica dos indexadores. Com a estimativa de taxa terminal ainda acima de 12% ao ano, os ativos indexados ao CDI continuam favorecidos em termos de rendimento. Já os fundos atrelados ao IPCA permanecem atrativos diante de projeções mais estáveis de inflação, o que sustenta a distribuição de resultados.

Na Carteira Renda com Imóveis do Itaú BBA, os ativos financeiros seguem com maior exposição, representando cerca de 30% do portfólio. O banco também reforça a preferência por fundos com portfólios de qualidade, gestão experiente e garantias robustas, características consideradas relevantes em diferentes cenários econômicos.

O relatório indica, portanto, um ambiente em que diferentes segmentos de FIIs podem apresentar desempenhos distintos ao longo do ciclo de juros, sem alteração na estratégia central da instituição em relação à geração de renda.

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foto: Marcelo Monteiro
Marcelo Monteiro

Formado pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), em 1996, Marcelo Monteiro tem três décadas de carreira como jornalista. No currículo, inclui passagens e colaborações em veículos como Zero Hora, Correio Braziliense, Valor Econômico, InfoMoney, Gazeta Mercantil, Placar, Diário Catarinense, Fut!, Hoje em Dia e Diário de S.Paulo. É autor dos livros "U-507 - O submarino que afundou o Brasil na Segunda Guerra Mundial" (2012) e "U-93 - A entrada do Brasil na Primeira Guerra Mundial" (2014). Dirigiu os documentários "Delírios - Filosofia e reflexão no túnel da morte" (2021) e "Além do Limite - Quando a meta é sobreviver" (2022)

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