SNEL11 entrega dividend yield anualizado de 15,1% em meio a reajustes tarifários

SNEL11 entrega dividend yield anualizado de 15,1% em meio a reajustes tarifários
SNEL11 atua na locação de usinas fotovoltaicas - Foto: Pixabay

O fundo imobiliário SNEL11 registrou em novembro um desempenho acima de seus principais referenciais. Nas regiões em que o fundo atua, os reajustes tarifários acumulados superaram a inflação oficial em mais de três pontos percentuais, reforçando a capacidade de proteção real da receita do portfólio. O resultado distribuível do fundo no mês foi de aproximadamente R$ 4,6 milhões.

Considerando o último reajuste tarifário previsto para 2025 — no caso, da Equatorial Goiás, programado para outubro —, a gestão comparou os aumentos acumulados das tarifas de energia nas praças de atuação do fundo com o IPCA dos últimos 12 meses, evidenciando um descasamento favorável à tese de geração distribuída.

No campo comercial, o SNEL11 celebrou dois novos contratos de locação com a NUV Energia, envolvendo as usinas fotovoltaicas Catena e Malbec. A operação concluiu a substituição da Matrix, antigo inquilino que apresentava desempenho comercial aquém do esperado. Segundo a gestão, a NUV vem registrando crescimento acelerado de ocupação nas praças em que atua.

Do ponto de vista operacional, o portfólio manteve estabilidade tanto na geração total quanto no indicador de eficiência MWh/MWp. Entre os destaques do período estão a recuperação da geração da UFV Pains, após a conclusão dos reparos decorrentes de furto de cabos, e o avanço do ramp-up técnico da UFV São Bento Abade, cuja performance passou a se aproximar dos níveis projetados.

Ainda assim, o mês foi impactado negativamente por um ato de vandalismo registrado em uma das cabines da UFV Angra, que afetou de forma relevante a geração do ativo no período de referência.

SNEL11: desempenho das cotas

Com base no resultado apurado em novembro, o SNEL11 anunciou a distribuição de R$ 0,10 por cota, o que corresponde a um dividend yield anualizado de 15,11%, considerando o preço de fechamento da cota no mês. Terão direito ao rendimento os cotistas posicionados até o dia 15 de dezembro, data-base para a distribuição.

No mercado secundário, as cotas do SNEL11 encerraram novembro cotadas a R$ 8,48, ante R$ 8,40 no fechamento de outubro. No período, o fundo atingiu máxima de R$ 8,55 e mínima de R$ 8,39. O retorno total no mês foi de 2,15%, combinando valorização da cota e pagamento de rendimentos.

No mesmo intervalo, o CDI acumulou 2,15%, o IPCA avançou 0,18% e o benchmark do fundo — IPCA + 7,0% ao ano — registrou variação de 0,75%, colocando o desempenho do SNEL11 em linha com os juros nominais e acima da inflação.

O volume financeiro negociado no mês somou R$ 30,3 milhões, com média diária de aproximadamente R$ 1,59 milhão, reforçando a liquidez do fundo no mercado secundário.

Qual tese de investimento do FII?

O SNEL11 é um fundo imobiliário voltado ao desenvolvimento de projetos de geração de energia limpa, com foco na construção, aquisição, comercialização e monitoramento de usinas fotovoltaicas enquadradas no modelo de geração distribuída.

Os empreendimentos são conectados à infraestrutura das distribuidoras locais e destinados à locação para consumidores que buscam reduzir custos por meio do sistema de compensação de créditos de energia elétrica. Os contratos do SNEL11 são firmados, majoritariamente, nas modalidades “take or pay” ou de energia compensada, com prazos alongados, o que confere previsibilidade e estabilidade à geração de receitas do fundo.

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foto: Vinícius Alves
Vinícius Alves
Jornalista

Jornalista formado na Faculdade Cásper Líbero. Com passagens pela Agência Estado e Editora Globo.

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