SNEL11 alcança 65 mil cotistas e acelera expansão após nova emissão
O fundo imobiliário SNEL11 alcançou a marca de 65 mil cotistas nesta semana, consolidando um salto relevante em sua base de investidores em relação ao último relatório gerencial divulgado pelo fundo, quando o número de cotistas ainda orbitava a casa dos pouco mais de 60 mil. O avanço ocorre em paralelo à expansão acelerada do veículo após emissão.
O crescimento da base acompanha a conclusão da quarta emissão pública de cotas, que elevou a captação do fundo para mais de R$ 620 milhões. Com isso, o valor de mercado do SNEL11 passou a girar em torno de R$ 950 milhões, posicionando o fundo entre os maiores veículos listados voltados à energia limpa na B3.
A operação também ampliou o patrimônio sob gestão da Suno Asset para cerca de R$ 3,3 bilhões, reforçando o peso crescente da vertical de energia dentro da casa. O movimento consolida o SNEL11 como um dos principais instrumentos para investidores que buscam renda isenta aliada à exposição ao segmento de geração distribuída.
Como foi a emissão do SNEL11?
Na prática, a emissão combinou recursos de investidores institucionais com a participação de vendedores de ativos que optaram por manter exposição ao fundo após a venda, modelo que ganhou tração em um ambiente de capital mais restrito.
Essa estrutura permite que antigos proprietários troquem ativos operacionais por cotas do FII, preservando participação econômica e capturando ganhos fiscais.
O mecanismo utilizado pelo SNEL11 prevê a venda do ativo ao fundo e a destinação de parte dos recursos — ou compensação de créditos — na própria oferta. Embora previsto em norma há anos, esse formato se tornou mais eficiente em operações envolvendo pessoas físicas, empresas e holdings familiares, especialmente no setor de energia.
Com isso, o fundo elimina a chamada curva J, comum em projetos de infraestrutura, reduz riscos operacionais e garante receitas desde o primeiro momento. O foco está em usinas solares fotovoltaicas enquadradas na modalidade de geração distribuída, conectadas às redes das distribuidoras locais.
Qual tese de investimento do FII?
O SNEL11 atua no desenvolvimento, aquisição e monitoramento desses ativos, que são locados a consumidores interessados em se beneficiar do sistema de compensação de créditos de energia.
Os contratos são firmados majoritariamente nos modelos “take or pay” ou de energia compensada, com prazos alongados, o que confere maior previsibilidade à geração de receitas.
Segundo a gestão, parte relevante dos ativos em negociação está sendo adquirida abaixo do preço de tela do fundo, o que destrava crescimento com geração de valor sem diluição para o cotista. Após a conclusão das operações, o SNEL11 mantém controle integral dos ativos, enquanto os vendedores seguem com obrigações contratuais típicas de operações de M&A.