KNRI11 vende ativo, lucra R$ 77 milhões e projeta alta no rendimento

KNRI11 vende ativo, lucra R$ 77 milhões e projeta alta no rendimento
Jundiaí Industrial Park - Foto: Divulgação/Kinea2

O KNRI11 (Kinea Renda Imobiliária FII) concluiu em janeiro a venda do imóvel Jundiaí Industrial Park, conforme já havia sido informado em comunicado ao mercado.

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De acordo com o relatório gerencial do período, a operação resultou em um lucro de R$ 77 milhões para o fundo imobiliário.

Segundo a gestão, o ganho da transação permitirá um acréscimo recorrente estimado de R$ 0,07 por cota, o que levaria a distribuição mensal para R$ 1,10 por cota, considerando os pagamentos previstos a partir de março de 2026. A administração ressalta que o impacto decorre da reorganização do fluxo de caixa após a alienação do ativo.

Venda de ativo maduro impacta distribuição futura

De acordo com a gestão, a venda do Jundiaí Industrial Park faz parte do processo de reciclagem do portfólio, com foco na realização de valor de ativos considerados maduros. O lucro obtido será incorporado de forma recorrente à geração de caixa do fundo, refletindo diretamente na política de distribuição de rendimentos.

No relatório, a administradora destaca que esse movimento busca tanto a captura de ganhos de capital quanto o aumento do potencial de geração de renda futura, dentro da política de gestão ativa do fundo.

Participação ampliada no Rochaverá Corporate Towers

Além da alienação do ativo logístico, o KNRI11 concluiu, no mesmo período, a aquisição de uma participação adicional de 13% na Torre Crystal, integrante do Complexo Rochaverá Corporate Towers, localizado na cidade de São Paulo.

A transação foi realizada nos mesmos termos e condições da aquisição anterior, ocorrida em julho de 2024. Segundo a gestão, a operação envolveu um ativo que apresentou desempenho operacional consistente nos últimos anos, reforçando a exposição do fundo ao segmento de escritórios corporativos.

A administração também menciona que a região da Avenida Chucri Zaidan segue relevante dentro do mercado de lajes corporativas de São Paulo, fator considerado no processo de alocação de capital.

Indicadores operacionais e dados patrimoniais

Ao final de janeiro de 2026, o KNRI11 reportou vacância física de 4,3%, ante 3,87% no mês anterior. Já a vacância financeira recuou para 5,58%, segundo os dados divulgados no relatório.

O patrimônio líquido do fundo somava R$ 4,62 bilhões, enquanto o valor de mercado atingia R$ 4,67 bilhões no encerramento do período.

O documento também informa que o portfólio do fundo apresenta aproximadamente R$ 700 milhões em lucros potenciais a realizar, calculados com base na diferença entre o custo histórico dos imóveis e os valores de mercado apurados em laudos de avaliação, sem garantia de realização futura.

No encerramento do relatório, a gestão reforça que o KNRI11 continua avaliando novas oportunidades de reciclagem de ativos e realocação de capital, mantendo o foco na qualidade do portfólio e na gestão ativa ao longo do tempo.

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foto: Marcelo Monteiro
Marcelo Monteiro

Formado pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), em 1996, Marcelo Monteiro tem três décadas de carreira como jornalista. No currículo, inclui passagens e colaborações em veículos como Zero Hora, Correio Braziliense, Valor Econômico, InfoMoney, Gazeta Mercantil, Placar, Diário Catarinense, Fut!, Hoje em Dia e Diário de S.Paulo. É autor dos livros "U-507 - O submarino que afundou o Brasil na Segunda Guerra Mundial" (2012) e "U-93 - A entrada do Brasil na Primeira Guerra Mundial" (2014). Dirigiu os documentários "Delírios - Filosofia e reflexão no túnel da morte" (2021) e "Além do Limite - Quando a meta é sobreviver" (2022)

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