SNME11 anuncia dividendos para fevereiro com yield de 1,03%; confira o valor
O fundo imobiliário SNME11 informou a distribuição de R$ 0,10 por cota em dividendos aos seus cotistas.
A data-base para ter direito ao rendimento é 13 de fevereiro de 2026, enquanto o pagamento será realizado em 24 de fevereiro de 2026.
Considerando o preço de fechamento de R$ 9,72 em 30 de janeiro, o rendimento representa um dividend yield mensal de aproximadamente 1,03%.
Os rendimentos distribuídos por fundos imobiliários listados em bolsa são, atualmente, isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas, desde que o investidor atenda aos critérios previstos na legislação.
SNME11 e SNFF11: consolidação cria fundo imobiliário maior
O SNME11, da Suno Asset, entrou em 2026 no centro das atenções do mercado após a aprovação, em assembleia geral extraordinária, da incorporação do SNFF11, fundo de fundos da mesma gestora. A operação tem gerado dúvidas entre investidores sobre o futuro do veículo — especialmente se o SNME11 perderia sua característica multiestratégia ao absorver um FOF de maior porte.
Segundo o analista de FIIs da Suno Asset, Gerardo Azevedo, a preocupação é compreensível, mas não reflete a lógica da operação. “O ponto aqui não é perder a veia multiestratégia do SNME. Pelo contrário: o que a gente está fazendo é potencializar essa característica”, afirmou durante live com investidores.
A incorporação deve resultar em um fundo com patrimônio líquido estimado em mais de R$ 400 milhões, podendo chegar a patamares ainda mais elevados conforme outras operações estruturadas avancem. Hoje, o SNME11 tem cerca de R$ 70 milhões, enquanto o SNFF11 soma mais de R$ 350 milhões em ativos.
Para Azevedo, o ganho de escala é central. “Um fundo maior, mais robusto e mais líquido traz benefícios claros para o cotista. A gente passa a ter força para entrar em operações que hoje simplesmente não cabem no tamanho atual do fundo”, disse.
Multiestratégia segue como pilar do FII combinado
Azevedo foi enfático ao afastar a ideia de que o SNME11 se tornará apenas um grande FOF. “O nome do fundo é multiestratégia por um motivo. A gente vai continuar alocando em crédito, eventualmente em imóveis diretos, em operações estruturadas. Essa veia não só permanece como ganha força com o aumento de patrimônio”, disse.
Segundo ele, a carteira combinada do SNME11 será dinâmica e não ficará “presa” a posições específicas. “Se precisar vender algum ativo, mesmo com pequeno prejuízo, a gente vende. Já fizemos isso nos últimos meses para realocar em oportunidades com upside maior”, afirma.