VRTA11 aloca em IPCA+12% e fecha mês com R$ 30,6 milhões em caixa

VRTA11 aloca em IPCA+12% e fecha mês com R$ 30,6 milhões em caixa
Fundos imobiliários - Foto: Pixabay

O fundo imobiliário VRTA11 registrou em janeiro um lucro de R$ 9,6 milhões e reforçou sua estratégia de alocação em CRIs indexados à inflação e ao CDI. No período, o fundo distribuiu R$ 0,85 por cota e manteve guidance de rendimentos entre R$ 0,80 e R$ 0,90 por cota para o primeiro semestre de 2026.

Mesmo em meio à queda recente da cotação no mercado secundário, a gestão avalia que o movimento está ligado ao ambiente de juros mais elevados, que impactou o setor de fundos imobiliários como um todo.

Em janeiro, considerando o fechamento da cota a R$ 80,00, o dividend yield mensal foi de 1,06%, equivalente a aproximadamente 107% do CDI, já com o gross up de 15%.

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O fundo encerrou o mês com P/VP de 0,94x, indicando que as cotas estão sendo negociadas com desconto em relação ao valor patrimonial. Para a gestão, a desvalorização recente abriu uma janela interessante do ponto de vista de retorno implícito.

Em termos de liquidez, o VRTA11 finalizou janeiro com R$ 30,6 milhões em caixa, o equivalente a 2,3% do patrimônio líquido. Esses recursos devem ser direcionados ao pagamento de dividendos e à alocação em novas operações do pipeline.

O fundo também informou que a maior parte dos CRIs da carteira permanece adimplente e cumprindo regularmente seus pagamentos, apesar de manter monitoramento sobre ativos com provisão para devedores duvidosos (PDD).

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VRTA11: novas alocações e redução de compromissada

Ao longo do mês, o VRTA11 realizou novas aquisições em três operações. Foram investidos R$ 1,7 milhão adicionais no CRI Guestier e R$ 5,2 milhões no CRI Residence Entreserras, ambos com remuneração de IPCA + 12,00% ao ano. O fundo também adquiriu R$ 11 milhões do CRI Fibra, com retorno de CDI + 3,0% ao ano.

Além das novas alocações, o fundo liquidou antecipadamente aproximadamente R$ 40 milhões em compromissada reversa. Após o movimento, o saldo contratado caiu para R$ 20,9 milhões, com vencimento em março de 2026 e remuneração de CDI + 0,70% ao ano.

A gestão informou ainda que possui duas operações em fase avançada de análise, que podem ser liquidadas no início de 2026, totalizando cerca de R$ 40 milhões.

O cenário macro também segue no radar. O IPCA de dezembro foi de 0,33%, com aceleração frente ao mês anterior. Como a maioria dos CRIs da carteira é indexada ao IPCA com defasagem de dois a três meses, a inflação positiva tende a impactar os resultados futuros do fundo, reforçando a geração de receita ao longo do semestre.

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foto: Vinícius Alves
Vinícius Alves
Jornalista

Jornalista formado na Faculdade Cásper Líbero. Com passagens pela Agência Estado e Editora Globo.

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