XPLG11 adquire portfólio logístico em operação com IBBP11 e XPIN11

XPLG11 adquire portfólio logístico em operação com IBBP11 e XPIN11
XPLG11 compra ativos para IBBP11 e XPIN11. Foto: Pexels

O fundo imobiliário XPLG11 concluiu a aquisição de um portfólio de galpões logísticos e industriais avaliado em aproximadamente R$ 320 milhões, em operação envolvendo dois fundos da família inVista Real Estate: o Invista Industrial (XPIN11) e o Invista Brazilian Business Park (IBBP11). As escrituras foram lavradas na última terça-feira (14).

Ao todo, o XPLG11 incorporou 19 ativos distribuídos em quatro condomínios logísticos no interior de São Paulo, totalizando mais de 133 mil m² de área bruta locável. 

A transação com o XPIN11 foi fechada por R$ 287,6 milhões, enquanto a aquisição da fração do IBBP11 nos imóveis de Jundiaí somou outros R$ 32,3 milhões – totalizando R$ 319,9 milhões no conjunto da operação.

Os imóveis estão localizados em Atibaia, Jarinu e Jundiaí – eixo estratégico entre as rodovias Anhanguera e Dom Pedro I – e têm como locatários nomes como Mercado Livre, Brasilata, Natural One e Mcassab, além de um portfólio pulverizado de inquilinos no GLP Jundiaí I.

Do ponto de vista do IBBP11, a venda representou um ganho de capital expressivo. De acordo com fato relevante publicado pela gestora, a valorização foi de 301,6% em relação ao preço de aquisição dos imóveis, ocorrida em agosto de 2024 – menos de dois anos atrás.

A estrutura de pagamento: troca de cotas

Na transação com o XPIN11, apenas R$ 10,5 milhões foram pagos em dinheiro. Pelo menos R$ 277,1 milhões serão liquidados em cotas do próprio XPLG11, emitidas no âmbito de uma oferta pública em curso. 

Na prática, o XPIN11 subscreveu cotas do comprador e compensou esse valor com o preço de venda – tornando-se cotista do XPLG11.

Já na operação com o IBBP11, o pagamento foi integralmente via compensação com cotas da mesma oferta, sem desembolso em dinheiro.

Essa estrutura permite ao fundo comprador expandir seu patrimônio sem pressionar o caixa, enquanto o vendedor migra sua exposição de ativos físicos para cotas de um fundo maior, mais diversificado e com maior liquidez em bolsa.

Com a operação, o XPLG11 amplia significativamente sua presença no segmento de galpões logísticos no estado de São Paulo, reforçando seu portfólio com ativos locados a inquilinos âncora em região de alta demanda logística. 

Para o IBBP11 e XPIN11, a operação significa reduzir a participação dos fundos em ativos logísticos, com foco exclusivo em galpões industriais. 

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foto: Gustavo Silva
Gustavo Silva

Jornalista com doutorado pela UFMG e produtor de conteúdo da unidade de mídias da Suno. Também trabalha no Suno Notícias e Funds Explorer, fazendo a cobertura de FIIs, Fiagro e FI-Infra.

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