A cadeia produtiva da soja e do biodiesel encerrou 2025 com crescimento de 11,72% no Produto Interno Bruto (PIB), segundo levantamento divulgado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) e pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove). O avanço representa um dos maiores já registrados pela série histórica iniciada em 2010.

Segundo a pesquisadora do Cepea, Nicole Rennó, o segmento da soja foi o principal responsável pelo desempenho, com crescimento de 23,41% no PIB ao longo do ano.

De acordo com ela, o resultado foi impulsionado principalmente pela expansão da área plantada e pela recuperação da produtividade das lavouras.

Além do campo, o levantamento também apontou crescimento da atividade industrial ligada ao processamento da soja. O biodiesel avançou 8,51% em 2025, beneficiado pela maior oferta da commodity e pela demanda aquecida por derivados.

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O impacto também foi percebido no mercado de trabalho. Segundo os dados do Cepea e da Abiove, a cadeia da soja e do biodiesel ampliou em 5,52% o número de trabalhadores ocupados, passando de 2,26 milhões para 2,38 milhões de pessoas no período

Crescimento da soja reforça tese ligada ao SNFZ11

O avanço da cadeia produtiva da soja também fortalece a tese de fundos expostos ao agronegócio brasileiro, caso do SNFZ11.

O fundo possui estratégia baseada na aquisição de propriedades rurais produtivas, buscando capturar tanto a valorização das terras agrícolas quanto a geração de renda recorrente por meio da atividade agropecuária.

Em um cenário de expansão da produção agrícola, aumento da demanda global por grãos e crescimento do processamento industrial, ativos ligados ao agro tendem a ganhar relevância dentro do mercado de capitais.

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Além disso, o aumento da atividade econômica no setor costuma impulsionar investimentos em infraestrutura, armazenagem, logística e produtividade no campo — fatores que historicamente contribuem para valorização das terras agrícolas ao longo do tempo.

Exposição direta ao MT fortalece SNFZ11

A liderança de Mato Grosso na produção nacional, sustentada pela soja, milho e pecuária, cria um ambiente de crescimento contínuo para ativos ligados à terra. Com ganhos de escala e avanço tecnológico, a tendência é de aumento do piso produtivo ao longo dos próximos anos.

Nesse cenário, fundos como o SNFZ11 se beneficiam de forma direta. Por operar com contratos que garantem participação na produção — como no acordo com a Jequitibá Agro, que assegura cerca de 25% da safra — o fundo amplia sua exposição aos ciclos positivos do setor. O SNFZ11 possui três fazendas localizadas em Gaúcha do Norte (MT).

A base de cotistas seguiu em expansão, atingindo a marca de 13 mil investidores, um acréscimo de mais de 1.283 novos participantes nos últimos meses.