Apesar da guerra, Irã amplia em 49% compras do agro brasileiro — e soja impulsiona SNFZ11
As exportações do agronegócio brasileiro seguem em ritmo forte em 2026, impulsionadas principalmente pelo avanço da soja e pela diversificação da demanda internacional. Mesmo em meio ao cenário de tensões no Oriente Médio, países como o Irã ampliaram significativamente as compras de grãos brasileiros nos últimos meses.
Dados da balança comercial mostram que o agronegócio exportou US$ 54,2 bilhões entre janeiro e abril deste ano, alta de 2% em relação ao mesmo período de 2025. O desempenho foi sustentado principalmente pelo complexo soja e pelas exportações de proteínas animais.
Um dos destaques recentes foi o avanço das compras iranianas. Segundo números da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Irã elevou em 49% suas importações agrícolas do Brasil nos meses de março e abril, ampliando aquisições de soja, farelo e milho.
Os iranianos compraram 610 mil toneladas de soja e 511 mil de farelo nesse período. No acumulado do quadrimestre, os iranianos movimentaram aproximadamente US$ 912 milhões em produtos agrícolas brasileiros, consolidando o país entre os principais compradores do agro nacional.
Além da China, que continua como principal destino das exportações brasileiras, outros países asiáticos também ampliaram presença nas compras de commodities agrícolas, com um crescimento de 22% do bloco asiático.
Irã, China e mais: Exportações fortalecem ambiente para fiagros
O avanço das exportações e a geração recorde de receita no campo acabam fortalecendo diferentes elos da cadeia agroindustrial, incluindo veículos ligados ao financiamento e à valorização de terras agrícolas, como o SNFZ11.
O fundo vem ampliando sua presença no mercado secundário e recentemente alcançou cerca de R$ 1 milhão em liquidez diária negociada, movimento acompanhado pelo crescimento da base de investidores.
A estratégia do SNFZ11 está concentrada em propriedades rurais localizadas em Gaúcha do Norte (MT), uma das regiões mais relevantes do agronegócio brasileiro, com forte produção de soja, milho e pecuária.
Além da valorização fundiária, o modelo operacional do fundo também busca capturar parte do desempenho produtivo das fazendas.
Um dos exemplos é a parceria com a Jequitibá Agro, que garante ao fiagro participação em aproximadamente 25% da safra das áreas vinculadas ao contrato.
Industrialização da soja vem ganhando peso dentro da economia
A própria industrialização da soja vem ganhando peso dentro da economia brasileira.
Estudos do setor apontam que o processamento interno da oleaginosa pode multiplicar diversas vezes a geração de valor agregado em comparação à exportação do grão in natura, ampliando a relevância econômica de regiões produtoras como Mato Grosso.
Com três fazendas no estado e exposição direta ao avanço do agronegócio brasileiro, o SNFZ11 se posiciona em um cenário de crescimento estrutural das exportações e fortalecimento da demanda global por alimentos.