CNES11 estima impacto de 22% na receita após saída parcial de locatário

CNES11 estima impacto de 22% na receita após saída parcial de locatário
CNES11 estima impacto de 22% na receita após saída parcial de locatário (Foto: Cenesp/Reprodução)

O CNES11 (FII Cenesp) informou ao mercado que recebeu uma notificação de um locatário do setor financeiro comunicando a desocupação parcial de áreas atualmente ocupadas no empreendimento Cenesp (Centro Empresarial de São Paulo), localizado na Avenida Maria Coelho Aguiar, 215, no Jardim São Luís.

Segundo fato relevante divulgado nesta segunda-feira (18), a devolução envolve espaços localizados no 7º e no 8º andares do Bloco B do complexo corporativo.

De acordo com a BTG Pactual Serviços Financeiros, administradora do fundo, e com a BTG Pactual Gestora de Recursos, responsável pela gestão, a desocupação parcial representa impacto estimado de aproximadamente 22% sobre a receita contratada do fundo imobiliário.

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O comunicado informa ainda que a gestão acompanhará de forma próxima o cronograma de desocupação e os reflexos operacionais e financeiros relacionados ao movimento.

Além disso, a gestora afirmou que segue atuando na prospecção de novos locatários para ocupação dos espaços vagos. Segundo o fato relevante, o time comercial trabalha na comercialização das áreas desocupadas, que continuam sendo apresentadas a potenciais interessados.

Nome do locatário não foi informado

O empreendimento Cenesp está localizado na zona sul da capital paulista e integra o segmento de lajes corporativas, um dos principais nichos do mercado de fundos imobiliários de escritórios.

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A desocupação parcial ocorre em um momento em que fundos de lajes corporativas seguem monitorando indicadores de ocupação e renegociação de contratos em diferentes regiões do mercado paulistano. Em fundos imobiliários desse segmento, alterações relevantes na ocupação dos imóveis costumam ter impacto direto sobre a receita contratada dos ativos.

No fato relevante, o fundo não divulgou o nome do locatário responsável pela devolução das áreas nem detalhou o prazo exato para conclusão da desocupação. O documento também não apresentou estimativas relacionadas a vacância futura ou eventuais efeitos sobre distribuições de rendimentos.

A administradora e a gestora afirmaram ainda que manterão os cotistas e o mercado informados sobre eventuais desdobramentos relacionados ao tema, conforme as práticas de divulgação previstas na regulamentação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

O episódio passa a ser acompanhado pelos investidores do CNES11 nos próximos meses, principalmente em relação à velocidade de reposição das áreas vagas e à capacidade de recomposição da receita contratada do fundo.

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foto: Marcelo Monteiro
Marcelo Monteiro

Formado pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), em 1996, Marcelo Monteiro tem três décadas de carreira como jornalista. No currículo, inclui passagens e colaborações em veículos como Zero Hora, Correio Braziliense, Valor Econômico, InfoMoney, Gazeta Mercantil, Placar, Diário Catarinense, Fut!, Hoje em Dia e Diário de S.Paulo. É autor dos livros "U-507 - O submarino que afundou o Brasil na Segunda Guerra Mundial" (2012) e "U-93 - A entrada do Brasil na Primeira Guerra Mundial" (2014). Dirigiu os documentários "Delírios - Filosofia e reflexão no túnel da morte" (2021) e "Além do Limite - Quando a meta é sobreviver" (2022)

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