Brasil responde por 42% da soja global — e isso ajuda explicar o avanço do SNAG11
O avanço das exportações brasileiras de soja e a recuperação dos preços internacionais da commodity seguem fortalecendo o pano de fundo para operações ligadas ao agronegócio — cenário que também beneficia fiagros como o SNAG11.
Os preços futuros da soja negociados nos Estados Unidos voltaram a subir após novos avanços nas negociações comerciais entre Washington e Pequim. A China, principal compradora global da oleaginosa, comprometeu-se a adquirir aproximadamente US$ 17 bilhões por ano em produtos agrícolas norte-americanos, incluindo cerca de 25 milhões de toneladas de soja.
Mesmo diante desse movimento, pesquisadores do Cepea avaliam que a demanda chinesa pela soja brasileira deve continuar elevada, principalmente devido ao prêmio de exportação mais competitivo praticado pelo Brasil.
Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), a média diária de exportações brasileiras de soja neste mês já supera em 18,5% o volume registrado no mês anterior, mantendo o país em posição estratégica no abastecimento global da commodity.
O cenário também reforça a relevância do agronegócio dentro da economia brasileira. Atualmente, o Brasil responde por cerca de 42,1% de toda a produção mundial de soja, segundo projeções do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
SNAG11 quer ampliar exposição ao crédito do agronegócio
Dentro desse contexto, o SNAG11 mira ampliar sua atuação em operações ligadas ao financiamento da cadeia agroindustrial brasileira.
A estratégia do fundo está concentrada em operações de crédito estruturado ligadas a armazenagem, irrigação, produção agrícola e empresas consideradas estratégicas dentro do agronegócio nacional.
Recentemente, o fundo concluiu sua quinta emissão de cotas, levantando aproximadamente R$ 301,4 milhões — valor cerca de R$ 100 milhões acima da expectativa inicial da oferta.
Com a operação, o patrimônio do SNAG11 avançou para aproximadamente R$ 927,6 milhões, reforçando sua posição entre os maiores fiagros listados da bolsa brasileira.
Além disso, o fundo já ultrapassou a marca de 130 mil cotistas, refletindo o crescimento do interesse dos investidores por ativos ligados ao agro brasileiro em meio ao avanço estrutural da demanda global por alimentos.
Fiagro aposta em armazenagem, irrigação e expansão agrícola
Segundo a Suno Asset, aproximadamente 39,2% dos recursos captados na última emissão deverão ser direcionados a operações ligadas à irrigação agrícola.
Durante cerimônia de toque de campainha realizada na B3, o CIO da gestora, Victor Duarte, afirmou que um dos principais gargalos atuais do agronegócio brasileiro está justamente na infraestrutura logística e de armazenagem.
“Hoje o Brasil não tem onde guardar. Tem que guardar em silo de bloco, em estruturas improvisadas. A armazenagem ainda é um problema relevante”, afirmou o executivo.
Na avaliação do mercado, o avanço da produção agrícola brasileira tende a ampliar a necessidade de crédito privado, infraestrutura e investimentos ligados ao escoamento e armazenamento da safra — segmentos diretamente conectados à tese do SNAG11.