PSEC11 paga dividendos de 11,6% ao ano e negocia com desconto de 22%; veja valores
O fundo imobiliário PSEC11 apurou resultado distribuível de R$ 9,329 milhões em junho, em leve queda ante o mês anterior.
O desempenho veio principalmente dos rendimentos com FIIs, que somaram R$ 7,416 milhões, enquanto as despesas ficaram em R$ 830 mil.
Por cota, o resultado distribuível foi de R$ 0,51. As receitas recorrentes contribuíram com R$ 0,64 por cota, sendo R$ 0,40 de FIIs e R$ 0,24 de CRIs, em juros e correção monetária. Na direção oposta, a venda de FIIs teve impacto extraordinário negativo de R$ 0,12 por cota.
O rendimento anunciado ficou em R$ 0,55 por cota, pago em 15 de julho de 2026. Como superou o resultado do mês, os rendimentos do PSEC11 consumiram parte da reserva, que encerrou junho em R$ 0,15 por cota.
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Sobre a cotação de fechamento de R$ 56,80, o provento equivale a um dividend yield mensal de 0,97%, ou 11,6% anualizado. Considerando a cota patrimonial de R$ 72,51, o yield anualizado fica em 9,1%.
A migração da carteira do PSEC11 para crédito
O fundo segue elevando de forma estrutural a exposição a crédito, com meta de alocar cerca de 50% do portfólio diretamente em CRIs.
Desde março, o fundo imobiliário PSEC11 destravou cerca de R$ 250 milhões em caixa ao reduzir posições em FIIs, sendo R$ 41 milhões apenas em junho.
Ao fim do mês, cerca de 30% do patrimônio líquido estava em caixa e CRIs diretos. Dois movimentos marcaram o período.
O CRI WTC teve a parcela final vencida e integralmente liquidada, no montante de R$ 64 milhões, e o fundo integralizou mais de R$ 40 milhões no CRI Dall, operação a CDI + 4,50% ao ano, vinculada ao financiamento de um empreendimento residencial na Praia Brava, em Santa Catarina, com emissão total de R$ 350 milhões.
A carteira ainda é majoritariamente formada por FIIs, que ocupam 70,0% do ativo, ante 20,9% dos CRIs, o que soma 90,99% em ativos-alvo.
Por ativo imobiliário, a divisão fica entre FIIs líquidos (35%), FIIs de private placement (35%), CRIs (21%) e caixa e equivalentes (9%).
Na exposição setorial do FII PSEC11, a renda urbana lidera com 23,9%, seguida pelos fundos de CRI (23,5%), CRIs diretos (23,0%), lajes corporativas (7,9%), shoppings (5,2%) e logístico (4,0%), além de outros (10,2%) e FoF (2,3%). A alocação em ativos-alvo encerrou junho em 91,0%, ante 94,6% em maio.
No mês, a cota do fundo recuou 3,2% e o ano acumula -6,5%, ante alta de 13,5% desde o início. Pela cota patrimonial ajustada, a variação foi de -2,2% no mês e -0,3% no ano.
O patrimônio líquido soma R$ 1.334,1 milhões, ou R$ 72,51 por cota, enquanto o valor de mercado está em R$ 1.045,1 milhões, ou R$ 56,80 por cota. A diferença deixa o fundo PSEC11 sendo negociado a 0,78 vez o patrimônio.
O volume médio diário negociado foi de R$ 2,7 milhões, e a base reúne 83.271 cotistas. Na média de 12 meses, a distribuição foi de R$ 0,64 por cota, com os R$ 0,55 pagos em junho compondo esse histórico do PSEC11.