VGIA11: Fiagro paga dividendos de CDI+1,7% ao ano e lucra R$ 10,4 milhões
O Fiagro VGIA11 encerrou julho de 2026 com resultado de R$ 10,44 milhões. No período, as receitas somaram R$ 12,25 milhões, enquanto as despesas recorrentes chegaram a R$ 1,81 milhão, segundo o relatório gerencial divulgado pela Valora Gestão de Investimentos.
O desempenho ficou abaixo dos R$ 13,08 milhões de junho e dos R$ 16,73 milhões de maio. No acumulado de 2026 até julho, o resultado alcançou R$ 85,40 milhões.
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Aos cotistas, o fundo distribuiu R$ 0,13 por cota referente a julho, com pagamento em 19 de agosto de 2026.
Considerando a cota patrimonial do mês anterior, os rendimentos do VGIA11 corresponderam a uma rentabilidade líquida equivalente a CDI + 1,7% ao ano, enquanto sobre o preço médio de negociação da cota durante julho a remuneração ficou em CDI + 3,9% ao ano.
O valor repetiu o patamar dos três meses anteriores, entre abril e junho, e, no acumulado de 2026, os rendimentos pagos chegaram a R$ 0,95 por cota.
A carteira de R$ 900 milhões do VGIA11
Ao fim de julho, o Fiagro VGIA11 mantinha R$ 900,15 milhões investidos em ativos, o equivalente a 88,05% do patrimônio líquido, distribuídos em 44 posições, enquanto o patrimônio totalizava R$ 1,022 bilhão.
Os recursos restantes estavam majoritariamente em caixa, cujo saldo líquido terminou o período em R$ 122,22 milhões, ou 11,95% do patrimônio.
A carteira de ativos estava integralmente vinculada ao CDI, com taxa média ponderada de aquisição de CDI + 4,54% ao ano e duration média de 2,1 anos.
Entre as maiores posições apareciam o CRA Fiagril VI, com R$ 99,20 milhões e 9,70% do patrimônio, o CRA Languiru, com R$ 61,74 milhões e 6,04%, e o CRA FRT, com R$ 50,42 milhões e 4,93%.
Por segmento, as cooperativas respondiam por 32,3% da carteira, os produtores por 31,6%, as distribuidoras por 30,8% e a indústria por 5,2%, com exposição a devedores que operam em 25 estados e unidades da Federação.
A estratégia e a inadimplência no VGIA11
Nos próximos meses, a prioridade do fundo será usar parte dos recursos disponíveis em novas aquisições. A gestão do fundo VGIA11 informou que pretende dar sequência à diversificação do portfólio, ao mesmo tempo em que acompanha os créditos já em carteira.
A estratégia também prevê buscar uma alocação elevada em ativos-alvo, reduzindo o caixa quando houver oportunidades adequadas, mantendo CRAs de maior liquidez para preservar flexibilidade.
Sobre os CRAs Languiru, a gestora informou que a cooperativa permanece inadimplente. Diante disso, segue buscando o recebimento da parcela em atraso por meio das garantias constituídas, sem descartar negociações voltadas à recuperação do crédito.
O fundo terminou julho com 175.535 cotistas e volume médio diário de negociação de R$ 5,31 milhões. Segundo a gestora, esse número de investidores representava 29,2% do total de cotistas dos Fiagros listados no mercado naquele momento, o que reforça a base do VGIA11.