GGRC11, SNAG11, ALZC11 e PPEI11 são destaques do Bom Dia FIIs (26/8)

GGRC11, SNAG11, ALZC11 e PPEI11 são destaques do Bom Dia FIIs (26/8)
GGRC11, SNAG11, ALZC11 e PPEI11 são destaques do Bom Dia FIIs (26/8) (Foto: Pexels/Zabala Trusido)

Os fundos imobiliários GGRC11, SNAG11, ALZC11 e PPEI11 são os destaques do Bom Dia FIIs desta quarta-feira (26). Na terça-feira (25), o Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários (IFIX) encerrou o pregão aos 3.700,71 pontos, com alta de 0,62%, equivalente a um avanço de 22,73 pontos em relação ao fechamento anterior, de 3.677,98 pontos.

Entre os fundos imobiliários com maior volume financeiro no pregão, o MXRF11 movimentou 2,32 milhões de cotas e subiu 0,33%. O GGRC11 teve volume de 2,16 milhões de cotas negociadas e avançou 1,11%, enquanto o BTHF11 movimentou 1,06 milhão de cotas e registrou alta de 2,96%.

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GGRC11: raio-x do FII de logística – veja estratégia e dividendos do FII

Fiagro SNAG11 paga dividendos nesta terça-feira; yield é de 1,22%
ALZC11 distribui yield de 16,4%, supera CDI e encerra 4ª emissão nesta semana
PPEI11 aparece como veículo de renda de longo prazo, afirma analista

Confira os destaques do mercado de fundos imobiliários:

GGRC11: raio-x do FII de logística – veja estratégia e dividendos do FII

GGRC11 é um fundo imobiliário com estratégia voltada principalmente a imóveis logísticos e industriais, compresença relevante de contratos atípicos de locação. Para entender a composição atual da carteira, o perfil dos inquilinos e o prazo das receitas contratadas, este raio-x reúne as informações mais recentes divulgadas pelo GGRC11, referentes a junho de 2026, além dos dados sobre os últimos dividendos pagos.

O GGRC11 encerrou junho de 2026 com 42 ativos imobiliários, mais de 1 milhão de metros quadrados de área bruta locável (ABL) e 49 inquilinos. A carteira era formada principalmente por imóveis logísticos, que representavam 75,36% do portfólio, além de ativos híbridos, com 13,46%, e industriais, com 11,18%. A vacância física estava em 1,40%.

Os contratos atípicos respondiam por 88,14% das locações do FII, contra 11,86% de contratos típicos. Considerando a receita de aluguel, 48% dos contratos venciam a partir de 2030, enquanto 20% tinham vencimento em 2028, 12% em 2027, outros 12% em 2029 e 8% em 2026.  

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SNAG11 paga dividendos nesta terça; yield é de 1,22%

O Fiagro SNAG11 paga nesta terça-feira (25) R$ 0,12 por cota em proventos aos investidores. O rendimento é destinado aos cotistas que mantinham posição no fundo até a data-base de 14 de agosto. Considerando a cotação de fechamento de julho, de R$ 9,87, o pagamento corresponde a um dividend yield de aproximadamente 1,22% sobre o preço da cota.

O pagamento ocorre após o SNAG11 registrar resultado de R$ 16,44 milhões em junho, mantendo, segundo a gestão, níveis confortáveis de reservas e geração de caixa. Outro destaque recente foi o crescimento da base de investidores. O fundo ultrapassou 136 mil cotistas e se aproxima da marca de 140 mil investidores.

O fundo é um fiagro híbrido da Suno Asset com foco no financiamento da cadeia agropecuária. Seu portfólio reúne CRAs, propriedades rurais, cotas de outros Fiagros e FIDCs, buscando diversificação por segmentos e originação ampla, conforme a estratégia divulgada.

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ALZC11 distribui yield de 16,4% e supera CDI; fundo encerra 4ª emissão nesta semana

O ALZC11 manteve em julho a distribuição de R$ 0,10 por cota, equivalente a um dividend yield anualizado de 16,4%. Segundo a gestão, o rendimento equvale a 136,1% do CDI em uma comparação com um ativo tributado, colocando o FII entre os destaques de geração de renda no período.

A manutenção do pagamento no teto do guidance ocorreu mesmo com o IPCA em patamar mais baixo nos últimos meses. Para sustentar o rendimento, o fundo utilizou parte da reserva acumulada anteriormente, estratégia que permitiu preservar a distribuição e dar maior previsibilidade aos cotistas. O ALZC11 encerrou julho com R$ 0,0016 por cota em reservas e manteve, para o segundo semestre, a projeção de rendimentos recorrentes entre R$ 0,09 e R$ 0,10 por cota ao mês.

Segundo a gestão, o nível de reservas acumulado e a expectativa de recuperação do efeito da inflação sobre os CRIs devem ajudar a sustentar a faixa. O pagamento de R$ 0,10 por cota foi realizado em 24 de agosto, aos investidores posicionados até 17 de agosto.

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PPEI11 aparece como veículo de renda de longo prazo, afirma analista

O PPEI11, FIP-IE listado na B3, apresentou resultado considerado em linha no segundo trimestre de 2026. O fundo detém, por meio da Proton Energy, quatro usinas fotovoltaicas operacionais no Nordeste, com capacidade instalada de 133,3 MWp.

No segundo trimestre, o fundo registrou receita líquida de R$ 28,48 milhões, praticamente estável em relação ao mesmo período do ano anterior. O EBITDA somou R$ 22,34 milhões, com margem de 78,4%, enquanto o lucro líquido ficou em R$ 9,05 milhões, queda de 10,1% na comparação anual.

A retração do lucro ocorreu principalmente devido ao resultado financeiro. A geração de energia também recuou, afetada por um menor recurso solar no período, mas a disponibilidade operacional das usinas permaneceu entre 99,1% e 99,8%, acima da meta de 99%. As quatro usinas são vinculadas a contratos de venda de energia realizados em leilões de reserva de 2015, com receitas indexadas ao IPCA e vencimentos entre 2037 e 2038.

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foto: Marcelo Monteiro
Marcelo Monteiro

Formado pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), em 1996, Marcelo Monteiro tem três décadas de carreira como jornalista. No currículo, inclui passagens e colaborações em veículos como Zero Hora, Correio Braziliense, Valor Econômico, InfoMoney, Gazeta Mercantil, Placar, Diário Catarinense, Fut!, Hoje em Dia e Diário de S.Paulo. É autor dos livros "U-507 - O submarino que afundou o Brasil na Segunda Guerra Mundial" (2012) e "U-93 - A entrada do Brasil na Primeira Guerra Mundial" (2014). Dirigiu os documentários "Delírios - Filosofia e reflexão no túnel da morte" (2021) e "Além do Limite - Quando a meta é sobreviver" (2022)

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