CCME11 sobe 2,30% e se destaca entre FIIs; cota chega a R$ 8,89

CCME11 sobe 2,30% e se destaca entre FIIs; cota chega a R$ 8,89
CCME11 sobe 2,30% e se destaca entre FIIs; cota chega a R$ 8,89.(Foto: Pexels)

O fundo imobiliário CCME11 avançou 2,30%, cotado a R$ 8,89, no pregão desta quinta-feira (03/09). A valorização colocava o fundo entre os destaques positivos da sessão acompanhada.

O movimento veio acompanhado de volume financeiro de aproximadamente R$ 166 mil, enquanto a cota havia encerrado o pregão anterior em R$ 8,65.

A valorização do CCME11 ocorreu em um cenário de alta do IFIX, que avançava 0,20%, aos 3.761,49 pontos. O desempenho do fundo, contudo, era superior ao do principal índice de fundos imobiliários.

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CCME11 tem resultado de R$ 6,8 mi e aposta em novas oportunidades de crédito

O CCME11 registrou em julho um resultado gerencial de R$ 6,8 milhões, equivalente a R$ 0,101 por cota. O desempenho foi beneficiado pelo pagamento trimestral de juros de parte dos CRIs que compõem a carteira.

Em 17 de agosto, o fundo distribuiu R$ 0,086 por cota, mantendo os rendimentos dentro do intervalo previsto no guidance para o terceiro trimestre de 2026. Após a distribuição, o CCME11 encerrou o período com R$ 8,1 milhões em resultados acumulados não distribuídos, ou R$ 0,12 por cota.

A gestão destacou que o resultado de julho permaneceu alinhado à geração recorrente do fundo, enquanto a reserva acumulada oferece espaço para complementar os rendimentos pagos aos investidores nos próximos meses.

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Na carteira de crédito, o fundo realizou R$ 30 milhões em novas alocações, divididos entre dois CRIs adquiridos no mercado secundário. Foram R$ 20 milhões no CRI Vista Faria Lima, com remuneração de IPCA + 9,48% ao ano, e outros R$ 10 milhões no CRI Almeida Junior, a CDI + 1,25% ao ano.

Segundo a gestão, as operações foram realizadas de forma oportunística, com taxas superiores às praticadas na emissão dos títulos e perfil considerado high grade, de menor risco de crédito.

FII amplia carteira de crédito e vê oportunidades no mercado secundário

Com as novas aquisições, a carteira de CRIs do CCME11 apresenta taxas médias de CDI + 2,6% ao ano e IPCA + 9,8% ao ano, considerando o valor patrimonial da cota. Quando considerado o desconto da cota no mercado secundário, as taxas implícitas da carteira chegam a CDI + 12,5% e IPCA + 15,8%, já líquidas das taxas de gestão e administração.

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A gestão também prevê novas movimentações no portfólio. Ainda em agosto, o fundo pretende realizar uma nova aquisição de CRI com perfil defensivo. Para setembro, estão previstas duas operações originadas ou estruturadas pela Canuma, utilizando parte dos recursos atualmente mantidos em caixa.

No segmento imobiliário, o Kasa Vila Olímpia, residencial com 243 apartamentos voltados à locação de média duração, apresentou melhora na ocupação. O indicador chegou a 71% em julho, alta de quatro pontos percentuais em relação ao mês anterior. Para agosto, a expectativa da gestão é alcançar 79%.

O aluguel médio do empreendimento chegou a R$ 111 por metro quadrado, alta de 24% desde o início da gestão, em 2023. Já o prazo médio dos contratos assinados em julho foi de 16 meses, acima dos 14,8 meses registrados em 2025.

No Shopping Jardim Sul, as vendas cresceram 0,8% em junho na comparação anual, enquanto o NOI avançou 34%. No acumulado do primeiro semestre, as vendas registraram alta de 11%, e a ocupação do empreendimento estava em 98,3%.

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foto: Vinícius Alves
Vinícius Alves
Jornalista

Jornalista formado na Faculdade Cásper Líbero. Com passagens pela Agência Estado e Editora Globo.

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