Fundos imobiliários são considerados importantes instrumentos de diversificação da carteira de investimentos de qualquer pessoa, devido sua excelente relação rentabilidade X risco.

A rentabilidade dos FIIs está diretamente relacionada ao mercado imobiliário, que oscila de acordo com os humores da macroeconomia do país.

Investir nesse tipo de ativo traz agregado um valor semelhante ao encontrado na compra de um imóvel físico, porém, sem algumas desvantagens. A rentabilidade do FII perene, mensal, e a baixa volatilidade – onde a cotação tende a não oscilar bruscamente – de bons fundos imobiliários é o motivo pelo qual esse tipo de investimento seja tão aclamado pelos investidores de valor.

FII rentabilidade diversificada

FII Rentabilidade

Desde 2015, o mercado imobiliário vem sendo pressionado negativamente pela crise imobiliária, que impactou na liquidez e queda dos preços dos imóveis em todo o país.

Já em 2019, a perspectiva é de retomada do setor. Portanto, pode ser um bom momento para entrar no mercado de FIIs.

Mas afinal de contas, o que é FII?

Continue lendo este artigo e descubra as características que levaram esse investimento a emergir nos bate papos entre amigos do Brasil todo!

O que são Fundos Imobiliários

Os fundos imobiliários representam um condomínio de investidores, que aglomeram seu dinheiro em um local específico.

O intuito é aplicar tais recursos em empreendimentos imobiliários de alto padrão. Para entender melhor o que são fundos imobiliários, continue lendo este artigo.

FIIs, ou fundos de investimento imobiliário, são constituídos por cotas acessíveis a qualquer investidor que tenha cadastro em uma corretora de valores.

Essas cotas são parte de um capital investido em ativos imobiliários, e são negociadas na bolsa de valores, que, no caso do Brasil, é a B3 – Bolsa, Brasil, Balcão.

Então, cada indivíduo que comprar cotas de um fundo imobiliário, detém o direito de receber parte do rendimento desse fundo, proporcionalmente ao número de cotas que possui.

Todavia, o lucro dos fundos imobiliários é proveniente dos aluguéis dos imóveis pertencentes ao fundo.

No Brasil, atualmente, existem cerca de 160 FIIs ativos na CVM (Comissão de Valores Mobiliários).

O lucro com os aluguéis é apenas uma das formas de rentabilizar o capital investido pelo fundo.

Outra forma de investimento é a aquisição de títulos de renda fixa atrelados a empreendimentos do setor imobiliário.

Como exemplo desses títulos, temos:

  1. CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários)
  2. LCIs (Letras de Crédito Imobiliário)
  3. LH (Letras Hipotecárias)

Entretanto, apesar de um investidor ser o titular das cotas que possui, ele não pode exercer qualquer direito real sobre os ativos.

Esse papel é de responsabilidade do gestor do fundo imobiliário.

Os ativos do fundo, são imóveis como:

  • Shoppings centers
  • Edifícios comerciais
  • Escolas
  • Galpões logísticos
  • Condomínios residenciais

Tais ativos são geridos pelo administrador do fundo, ou gestor, que detém o poder de exercer o direito real sobre os imóveis que fazem parte do patrimônio do fundo.

Como investir em FIIs

FII Rentabilidade

A forma de investir em fundos imobiliários é bem parecida com a compra de ações de empresas listadas em bolsa.

Em linhas gerais, é possível comprar e vender cotas através do Home Broker de sua corretora.

Contudo, as cotas dos fundos imobiliários também podem ser adquiridas através das chamadas ofertas públicas.

A propósito, tais ofertas são anunciadas pelos órgãos competentes, onde é feita a emissão inicial das cotas, por um valor pré-determinado pela administração do fundo.

Considerações

Para investir em FII é necessário que o investidor entenda o básico de bolsa de valores.

Para isso, existe no nosso site inúmeros artigos didáticos que ensinam o passo a passo de como investir da forma correta e no longo prazo.

Não deixe de acessar o Fiis.com.br para saber mais sobre cada FII e sua rentabilidade.

Marcos Baroni
Marcos Baroni Especialista em FIIs (Suno Research)

Marcos Baroni é especialista em Fundos Imobiliários. Professor há 20 anos em cursos de Graduação e MBA nas áreas de Gestão de Projetos e Processos.

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