Fundos de investimento com imposto de renda – Informações importantes

Você investidor, sabia que existe fundos de investimento com imposto de renda e fundos que não cobram essa tributação nos rendimentos?

O mundo dos investimentos está bem diversificado e é muito importante que o investidor conheça os fundos de investimento com imposto de renda.

A alíquota de imposto de renda (IR) varia de acordo com o tipo de fundo de investimento com imposto de renda e incide sobre o total de rendimento das aplicações. A grande maioria dos fundos de investimento, com exceção dos fundos imobiliários, sofre dedução de imposto de renda na fonte, em dois períodos do ano. São os chamados come-cotas, esses são os fundos de investimento com imposto de renda de curto prazo e de longo prazo.

A tributação que incide sobre estes fundos varia de 22,5% a 15%, dependendo do prazo que o dinheiro do investidor permanece aplicado no fundo de investimento.

Já os fundos de investimento em ações têm uma tributação fixa de 15% sobre o lucro, que é debitada apenas no momento do resgate do investimento.

Entretanto, os fundos de ações, os ETFs e os Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) são exceções, pois não há vencimento para aplicações nesses ativos.

Assim, a alíquota de IR será de 15% para fundos de ações e ETFs e de 20% para FIIs, (somente no caso de compra e venda das cotas) independentemente do prazo da aplicação.

É interessante destacar que os rendimentos dos fundos imobiliários são isentos de imposto de renda.

Novidades para a tributação do Imposto de Renda

fundos de investimento imposto de renda

Quando falamos em impostos e tributações, precisamos entender de forma detalhada, pois é um desconto que irá fazer grande diferença nos investimentos.

Veja o que mudou:

  • Dependentes a partir dos 8 anos - CPF é obrigatório: mais uma vez a Receita Federal reduziu a idade em que exige CPF de dependente. Em 2018, dependentes a partir dos 8 anos de idade completos até 31/12/2017 precisam ter CPF informado na declaração do titular.
  • Recuperação automática de nomes: quando for preenchido campos de CPF ou CNPJ automaticamente os dados serão importados de declarações anteriores.
  • Declaração de Bens e Direitos: o programa tem agora novos campos para o contribuinte informar mais detalhes sobre os seus bens. No caso de aplicações financeiras, por exemplo, há o campo CNPJ. Para imóveis, passa a ser obrigatório declarar endereço, data de aquisição, inscrição municipal (IPTU) e área do imóvel.
  • Painel inicial: todas as fichas do IR ficam em um painel inicial quando o contribuinte abre o programa e não somente no painel lateral.
  • Alíquota efetiva do IR: automaticamente o programa vai mostrar a relação entre o imposto devido e o total de rendimentos tributáveis.

Imposto de renda nos fundos de investimento

Os fundos de investimento são aplicações financeiras que investem o dinheiro de seus cotistas em diversos tipos de ativos.

Portanto, o investidor deve fazer a declaração de imposto de renda se:

  • Rendimentos recebidos de pessoa jurídica (incluindo o seu salário) superiores a R$ 28.559,70
  • Rendimentos isentos de aplicações financeiras acima de R$ 40 mil ou sujeitos à tributação definitiva
  • Propriedades de valor superior a R$ 300 mil

A tributação dos fundos de investimento é diferente de acordo com os ativos que eles possuem em suas carteiras.

As alíquotas variam de acordo com o prazo da aplicação, mas também levam em conta o prazo de vencimento dos ativos na carteira do fundo.

Deste modo, existem duas maneiras de definir como é a tributação de um fundo de investimento:

  1. Fundos de curto prazo: fundos cujos ativos na carteira vencem em menos de 365 dias. Alguns fundos de renda fixa são enquadrados nesse perfil. Eles já trazem essa informação em sua nomenclatura
  2. Fundos de longo prazo: fundos cujos ativos na carteira vencem em um prazo superior a 365 dias. A maioria dos fundos no mercado tem essa característica, como fundos de renda fixa e fundos multimercados

Por fim, fundos de investimento com imposto de renda devem ser analisados antes de sua aplicação para que o investidor não tenha surpresas em seus rendimentos futuros.

Bons investimentos!

Bruno Sperandio
Bruno Sperandio Desenvolvedor de conteúdos

Formado em Engenharia de Produção pela FAACZ, com experiência de mais de 5 anos no mercado financeiro do Brasil. Investidor e desenvolvedor de conteúdos sobre o mercado imobiliário, economia e investimentos.

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