O mercado imobiliário brasileiro traz grandes desafios no que diz respeito à gestão de imóveis.

Por esse motivo, as empresas buscam cada vez mais novas formas para fazer uma boa gestão, principalmente falando dos Fiis, onde a gestão dos imóveis tem que ser bem eficiente e ativa.

A gestão de imóveis é um conjunto de práticas e ferramentas que possibilitam ao gestor adquirir e manter bons ativos, captar novos empreendimentos com grande potencial de retorno, aumentar a carteira e melhorar o portfólio, além de reduzir custos enquanto a lucratividade aumenta.

Como o mercado imobiliário é bem sensível às mudanças macroeconômicas, a gestão no setor precisa ser diferenciada em relação às demais áreas da economia.

Com isso, por mais que as instabilidades financeiras surjam, o impacto pode ser reduzido caso o gestor tenha um bom desempenho no seu trabalho.

O que faz o gestor de uma carteira de fundos imobiliários

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O gestor de uma carteira de Fiis é o profissional responsável pelos investimentos realizados pelo fundo.

É quem decide quais ativos financeiros irão compor o portfólio do fundo, quando e quanto comprar ou vender cada ativo.

Isso ele faz, sempre observando as perspectivas de retorno, risco e liquidez, tendo em vista a política de investimento e os objetivos definidos no regulamento.

Além disso, é o gestor quem seleciona e se relaciona com os intermediários contratados para realizar essas operações, e emite as ordens de compra e venda em nome do fundo.

Ele também tem poderes para exercer o direito de voto decorrente dos ativos financeiros detidos pelo fundo.

Contudo, o papel do gestor pode ser desempenhado pelo próprio administrador do fundo ou por algum terceiro contratado para a função.

Sendo assim, o gestor deve ser pessoa física ou jurídica credenciada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) como administrador de carteiras de valores mobiliários.

Deveres e obrigações de um gestor de FIIs

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Como todo prestador de serviços, um bom administrador e gestor tem que cumprir algumas obrigações, sendo elas:

  • O administrador de um fundo e os terceiros contratados respondem solidariamente por eventuais prejuízos causados aos cotistas em virtude de condutas contrárias à lei, ao regulamento ou aos atos normativos expedidos pela CVM.
  • O administrador e o gestor devem adotar as políticas, procedimentos e controles internos necessários para que a liquidez da carteira do fundo seja compatível com os prazos previstos no regulamento para pagamento dos pedidos de resgate e o cumprimento das obrigações do fundo.
  • O administrador e o gestor da carteira do fundo devem ser substituídos nas hipóteses de descredenciamento para o exercício da atividade de administração de carteiras de valores mobiliários, por decisão da CVM, renúncia ou destituição, por deliberação da assembleia geral.
  • No caso de renúncia ou descredenciamento, o administrador deve convocar imediatamente assembleia geral para eleger seu substituto, a se realizar no prazo de até 15 (quinze) dias, sendo também facultado aos cotistas que detenham ao menos 5% (cinco por cento) das cotas emitidas, em qualquer caso, ou à CVM, nos casos de descredenciamento, a convocação da assembleia geral.
  • Na hipótese de descredenciamento, a CVM deve nomear administrador temporário até a eleição de nova administração.

Considerações

Em linhas gerais, podemos concluir que a gestão de imóveis em um fundo não é uma tarefa fácil. No entanto, um gestor de fundos traz excelentes vantagens ao investidor, pois ele é o responsável pelo controle e planejamento do portfólio.

Rafael Campagnaro
Rafael Campagnaro Head de Conteúdo

Engenheiro por formação, trabalha com produção de conteúdo informativo e educacional para o mercado financeiro no FIIs.com.br desde que iniciou no universo das finanças.

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