Rendimento – Um guia completo para o investidor obter grandes retornos

Entender qual é o rendimento real de um investimento e saber como calculá-lo é fundamental para não perder dinheiro.

Por isso, o rendimento real, que desconta a inflação, é o que faz o patrimônio do investidor crescer ao longo do tempo.

Veja quais são os 7 principais temas sobre rendimento que todo investidor precisa saber:

  1. O que significa rendimento?
  2. CDI – Referência para o rendimento das aplicações
  3. Conheça alguns investimentos e saiba como calcular seu rendimento
  4. Rendimento – Valor líquido
  5. A inflação reduz o rendimento ao longo do tempo?
  6. CDI e inflação: Avalie antes de investir
  7. Diversificação: O caminho para investir com o melhor rendimento

O que significa rendimento?

Rendimento

Rendimento é simplesmente o ato de render, gerar lucro ou proventos. No mundo dos investimentos, significa o valor/prêmio adicional daquilo que foi aplicado. Normalmente, nos rendimentos de aplicações, o investidor olha somente a taxa nominal, não considerando os custos com a taxa de administração, custódia, imposto de renda e inflação.

Nesse sentido, existem aplicações que não cobram todas essas taxas, atribuindo para si uma rentabilidade maior, sendo assim, bastante interessante para o investidor.

Para exemplificar, podemos citar o rendimento de Fundos Imobiliários, das Letras de Crédito Imobiliário e Agronegócio, Letras Hipotecárias, dentre outros.

CDI – Referência para o rendimento das aplicações

Rendimento

O primeiro passo para quem pretende investir é entender que no rendimento de aplicações o que é utilizado como referencial é a taxa do CDI.

E CDI (Certificado de Depósito Interbancário), é a base média dos juros cobrados em operações realizadas diariamente entre os bancos.

Podendo também ser chamada de taxa DI, esse índice tem uma relação muito próxima com a taxa básica de juros (Selic).

A Selic é definida periodicamente pelo COPOM (Comitê de Política Monetária do Banco Central), o qual tem sua influência em todas as taxas que regem o mercado financeiro.

Essa taxa atualmente está em 6,5% ao ano, enquanto a taxa do CDI vale 6,39% ao ano. Embora seja calculada diariamente, a taxa do CDI praticamente não varia, exceto quando a Selic é alterada.

Conheça alguns investimentos e saiba como calcular seu rendimento

Rendimento

Rendimento dos FIIs – Fundos de Investimento Imobiliário

Fundos imobiliários são um tipo de investimento muito interessante e importante. Você sabe como investir neles?

Em nossa cultura brasileira o investidor prefere investir em imóveis através da compra na forma física como, uma casa ou sala comercial.

Entretanto, os FIIs são formas rápidas e rentáveis para aplicar neste setor.

Esse investimento é muito atraente, pois, o rendimento em fundos imobiliários é uma excelente forma de acumular patrimônio e de multiplicá-lo, isso, se bem realizado.

Um exemplo de destaque é o fundo Grand Plaza Shopping. Seu código é ABCP11 e o rendimento desde o inicio de seu funcionamento foi de +1241,25%.

Esses valores contabilizam a variação da cota mais a distribuição de rendimentos.

Nessa linha, os Fundos Imobiliários, por sua característica de rendimento mensal, são muito mais indicados para quem quer viver de renda ou alcançar a independência financeira.

Porém, é valido lembrar que, a rentabilidade dos fundos imobiliários varia. Afinal, os lucros dependem de diversos fatores como, situação do setor, da composição do patrimônio e do valor das cotas.

Geralmente, os FIIs que possuem imóveis bem localizados tendem a gerar retornos mais atrativos do que aqueles que estão em regiões mais afastadas.

Além do rendimento das cotas, os fundos imobiliários pagam aluguéis mensais, porém, eles estão sujeitos às oscilações.

Outro ponto positivo é que, quando o imóvel está totalmente alugado, os rendimentos são mais altos do que em épocas que os inquilinos saem.

É interessante lembrar que, os fundos imobiliários têm rendimento isento de tributações, atribuindo para si uma excelente vantagem.

Com isso, rendimentos de Fiis se destaca nos mais diversos tipos de investimentos devido ele ser uma aplicação segura e ter uma rentabilidade muito interessante.

Como calcular a rentabilidade do fundo imobiliário

O rendimento de fundos imobiliários é bem simples de determinar. Veja o exemplo:

Vamos supor que o valor da cota está R$100,00 e os proventos gerados pelos aluguéis foram de R$1,00 por cota.

Logo, ao dividir, 1/100, a sua rentabilidade será, portanto, de 1%.

Porém, como o valor da cotação está sujeito à volatilidade do mercado, o ideal é fazer essa conta em um período maior, ou seja, ao analisar o rendimento dos Fiis, é necessário checar o histórico completo do fundo desejado.

Bons fundos imobiliários costumam ter rentabilidade de 0,75% até 1% ao mês.

Rendimento CDB (Certificado de Depósito Bancário)

Os bancos possuem operações comerciais de empréstimos, como cheque especial, crédito direto a correntistas e financiamento de automóveis, por exemplo.

Para viabilizar essas operações e atender aos clientes que precisam de crédito, os bancos precisam tomar dinheiro emprestado pagando juros.

Por isso, ao emitir CDBs, o banco funciona como um intermediário entre os investidores, que são uma das fontes de captação do banco, e os tomadores de empréstimo.

A rentabilidade de um CDB é a taxa de juros ou remuneração determinada na contratação do investimento. Veja o exemplo:

Se um CDB oferece um rendimento de 120% do CDI ao ano, o ganho bruto desse investimento corresponde a 7,67% ao ano. A conta é assim:

6,39% x 1,2 = 7,67%

Os 6,39% são a taxa do CDI e os 1,2 são os 120% que tem como resultado da conta (120/100).

Rendimento Poupança 

Poupança é a ação de poupar dinheiro para o futuro, reservar uma parte das despesas correntes, evitar gastos ou aumento do consumo e salvar as finanças.

No caso do rendimento da poupança, o seu valor médio é de 70% da Selic, ou seja 0,7 multiplicado por 6,5 (taxa Selic), o que resulta em um ganho de 4,55% ao ano. Veja a conta:

0,7 x 6,5 (Selic) = 4,55%

Rendimento no Tesouro Direto de títulos atrelados à inflação (Tesouro IPCA) 

Outra possibilidade de investimento são os títulos atrelados ao índice de inflação, como o Tesouro IPCA.

Mas, para o seu cálculo, é preciso considerar as projeções do mercado financeiro para a inflação dos próximos anos.

Esse dado pode ser encontrado no Boletim Focus, divulgado toda segunda-feira pelo Banco Central.

Já para os títulos mais longos, utiliza-se a projeção mais distante disponível, no caso o IPCA (inflação) para 2021, de 3,93%.

Por exemplo, se um título do Tesouro IPCA com vencimento em 2024 paga taxa de IPCA + 5,43% ao ano, o rendimento bruto aproximado desse investimento será a soma de 3,93% com 5,43%, ou seja, 9,36% ao ano.

Para converter esse número para um percentual do CDI (6,39%) e comparar com outras opções de investimento, basta dividir 9,36% por 6,39%.

9,36/6,39 = 1,46

Multiplicado 1,46 x 100, teremos valor de 146% do CDI ao ano.

Rendimento – Valor líquido

 Rendimento

O rendimento bruto de um investimento é a informação que normalmente está disponível para consulta nos sites dos bancos e corretoras.

No entanto, esse dado não reflete o valor que o investidor efetivamente receberá quando decidir sacar o dinheiro.

Pois, dependendo do tipo de aplicação, ela está sujeita à cobrança de Imposto de Renda.

É o caso dos títulos do Tesouro Direto, dos fundos de renda fixa ou multimercados e também dos CDBs, RDBs e LCs, opções que são oferecidas pelas instituições financeiras.

Vale destacar a alíquota de imposto, que varia conforme o tempo em que o investidor mantém o capital aplicado:

  • 22,5% para saques até seis meses após a data de aplicação;
  • 20,0% para saques entre seis meses e menos de um ano;
  • 17,5% para saques entre um ano e menos de dois anos;
  • 15% para saques após dois anos da data de aplicação.

Isto posto, é importante dizer que o imposto incide apenas sobre o rendimento e não sobre o valor total aplicado.

Para exemplificar, vamos supor que o investidor aplicou R$ 1.000, e o investimento teve um ganho bruto de 10% durante um ano.

Nesse caso, o imposto incidirá apenas sobre o rendimento, ou seja, sobre R$ 100.

Como o saque foi feito após um ano, a alíquota será de 17,5%, e o valor do imposto ficará em R$ 17,50. Logo, o ganho líquido será de R$ 82,50.

Porém, se o investimento tiver custos, como taxas de corretagem, de custódia ou de administração, o investidor deve descontar primeiro esses custos do rendimento bruto e depois abater o imposto para chegar ao ganho líquido.

Devido a essa razão, é preciso ressaltar que os custos incidem sobre todo o valor aplicado.

Cálculo de rendimento que paga IR (imposto de renda)

Para calcular o rendimento líquido de qualquer aplicação sujeita à cobrança de IR, deve-se usar a seguinte fórmula matemática:

Rendimento Líquido = (Rendimento Bruto – Custos) x (1 – Alíquota do Imposto de Renda)

Nessa fórmula, a alíquota de IR deve ser transformada da forma percentual para a forma decimal.

Para isso, basta dividir o número por 100. Por exemplo: uma alíquota de 20,0% corresponde a 0,20 (20 dividido por 100).

Se o rendimento bruto de uma aplicação no Tesouro Direto foi de 10%, e os custos somaram 0,9% (custódia de 0,3% e corretagem de 0,6%), a conta da rentabilidade líquida ficará da seguinte forma:

Rendimento líquido = (Rendimento bruto: 10 - custos: 0,9) x (1 - Imposto de Renda: 0,20) = 7,28% ao ano

Assim, o rendimento será de 7,28% ao ano.

Cálculo de rendimento que não paga imposto de renda 

Há aplicações que são isentas de Imposto de Renda.

É o caso dos fundos de investimento imobiliário, da poupança, das LCIs (Letras de Crédito Imobiliário), das debêntures incentivadas, dentre outros.

No caso das aplicações isentas de IR, não é necessário fazer conta para achar o rendimento líquido. Ele será o rendimento bruto, livre de descontos.

A inflação reduz o rendimento ao longo do tempo? 

Rendimento

Já respondendo à pergunta, pode-se dizer que sim, reduz.

O fato de a inflação estar baixa e sob controle não significa necessariamente que as aplicações estão rendendo mais.

Portanto, é preciso descontar a inflação para descobrir se o investidor não está perdendo dinheiro em vez de ganhando.

Em linhas gerais, as pessoas observam a rentabilidade líquida, mas esquecem de levar em conta quanto seu poder de compra foi consumido ao longo do tempo.

CDI e Inflação: Avalie antes de investir 

Rendimento

Se o investidor não tem tempo, disposição ou paciência para fazer contas e descobrir quanto cada investimento efetivamente vai render, o jeito é seguir algumas regras básicas antes de investir.

Desta forma, pode-se evitar que o patrimônio seja prejudicado, especialmente em momentos de inflação mais alta.

Uma sugestão para o investidor é que ele procure aplicações que paguem, no mínimo, 100% do CDI.

Porque o CDI é equivalente à Selic que, por sua vez, sempre terá uma taxa superior à inflação vigente no período, isso por conta de uma questão de política monetária.

Para assimilar esse conceito, pode-se destacar um investimento muito qualificado para essas condições, que são os fundos de Investimento imobiliário.

Além de ser um rendimento isento de IR, eles possuem vários incentivos para o investidor que deseja vantagens e tranquilidade em suas aplicações.

Diversificação: O caminho para investir com o melhor rendimentoRendimento

Já notou que quase todos falam que o ideal é manter uma carteira de investimentos bem diversificada?

Pois bem, essa técnica de investimentos é importante para aumentar as chances de o investidor obter bons rendimentos, principalmente diante de momentos agitados.

Dessa forma, podemos citar que em uma carteira de investimentos, cada aplicação financeira tem a sua função.

Assim, uma servirá como proteção, outra para buscar um retorno um pouco maior, outra protegerá contra determinado tipo de risco, e assim por diante.

Contudo, todas devem apresentar e respeitar o perfil do investidor e sua tolerância ao risco.

Considerações – Rendimento

Definitivamente, o rendimento é e sempre será o principal motivo que leva o investidor a fazer alguma aplicação.

Pois não haveria sentido fazer um investimento por um determinado tempo e não obter um prêmio no final.

Por isso, o investidor precisa se atentar a todos os descontos e taxas que possivelmente terá que pagar em suas determinadas escolhas e também estar ciente de que, para obter bons rendimentos com baixo risco e tranquilidade, é necessário que se pense no longo prazo.

Afinal, para que o rendimento seja bom, é preciso ter paciência e disciplina.

Rafael Campagnaro
Rafael Campagnaro Head de Conteúdo

Engenheiro por formação, trabalha com produção de conteúdo informativo e educacional para o mercado financeiro no FIIs.com.br desde que iniciou no universo das finanças.

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