O Fundo de Investimento Imobiliário Barigui Rendimentos Imobiliários I (BARI11), administrado por Oliveira Trust DTVM SA, divulgou nesta terça-feira (30) o seu relatório gerencial do mês de fevereiro, no qual descreveu seus resultados e rendimentos mensais, assim como a atualização de seu posicionamento estratégico de investimentos.

O gestor do Barigui Rendimentos Imobiliários I lembra que com a defasagem de 3 meses de aplicação dos indexadores nos ativos de lastro pulverizado, os índices já publicados que vão fazer a correção monetária dos Certificados de Recebíveis Imobiliários nos próximos meses farão uma contribuição aos resultados que serão distribuídos. Esses índices são:

  • IGPM: 0,96%, 2,58%, 2,53% e 2,94%;
  • IPCA: 1,35%, 0,25% e 0,86%;

O BARI11 destaca ainda que o mês de fevereiro de 2021 trouxe um decréscimo no percentual da carteira em atraso do fundo, mas teve um aumento de 4 créditos com atraso superior a 60 dias em relação a janeiro de 2021. De 614, que é o total, 33 créditos encontram-se em atraso. Apesar disso, o gestor diz que não há nenhum ativo em inadimplência.

O objetivo do Barigui Rendimentos Imobiliários I (BARI11), conforme aponta o relatório, é proporcionar aos cotistas a valorização e rentabilidade de suas cotas, através de investimentos em ativos imobiliários, principalmente os CRIs e também aplicações financeiras.

O BARI11 iniciou as atividades no dia 12 de dezembro de 2018 e seu prazo de duração é indeterminado. Sua taxa de administração é 1,305% ao ano sobre o patrimônio líquido do fundo, enquanto a taxa de performance é 20% do que exceder o benchmark, que é CDI + 1,5% ano.

Resultados e rendimentos

Os rendimentos mensais do BARI11 são distribuídos no 15º dia útil de cada mês. Em fevereiro de 2021, o fundo pagou dividendos diferenciados para o BARI11 e o BARI13. Este último se trata de um recibo de subscrição. 

O Barigui Rendimentos Imobiliários I permaneceu em patamar expressivo de resultados, com um dividendo de R$1,60 por cota em fevereiro, atingindo a marca dos R$12,99 por cota nos últimos 12 meses. Além disso, houve um acréscimo de R$1,52 por cota de acréscimo patrimonial em relação à cota de emissão das 3 ofertas até aqui.

A receita total do BARI11 em fevereiro atingiu aproximadamente R$4,87 milhões. Além disso, as despesas totais no mesmo período foram de R$1,27 milhão. Com isso, o resultado líquido do mês alcançou quase R$3,96 milhões, com distribuição no período de R$3,6 milhões.

O Barigui Rendimentos Imobiliários I tem um total de mais de 2,234 milhões de cotas emitidas até o final de fevereiro. O número de cotistas acabou atingindo o patamar dos 15.732, que é o maior valor já registrado pelo fundo desde seu início. No mês de fevereiro, o aumento do número de cotistas foi de 40%, ou seja, de 4.631 investidores.

O valor de mercado da cota em fevereiro fechou no valor de R$114,20. O patrimônio líquido do BARI11 é de quase R$404,05 milhões, correspondente a R$101,52 por cota. A participação do fundo no IFIX é de 0,28%.

Portfólio do BARI11

Foram feitos pelo Barigui Rendimentos Imobiliários I ajustes parciais nas posições dos fundos KNIP11, KNHY11, VGIP11 e CVBI11. Na composição de ativos totais, a distribuição é feita da seguinte forma:

  • Renda fixa - 48,3% (as despesas líquidas são de 24,9%);
  • CRI Pulverizado - 38,8%;
  • FIIs - 6,9%;
  • CRI outros - 6,1%;

Com relação aos CRIs pulverizados do BARI11, há 614 devedores divididos em 6 CRIs. É 19,2% de participação desse total no BARI VIII.

Em suma, o gestor do BARI11 destaca que o mês de fevereiro de 2021 “trouxe pequenas movimentações na alocação dos ativos do fundo, com pequenos ajustes nas posições de FIIs e o ingresso dos recursos oriundos da liquidação dos DPs no âmbito da oferta”.