O Fundo de Investimento Imobiliário Barigui Rendimentos Imobiliários I (BARI11), administrado pela instituição Oliveira Trust DTVM SA, divulgou nesta sexta-feira (26) o seu relatório gerencial do mês de janeiro, no qual descreveu seus resultados e rendimentos mensais, assim como a atualização de seu posicionamento estratégico de investimentos.

O gestor do fundo destaca a apresentação de resultados bastante expressivos do Barigui Rendimentos Imobiliários I, apresentando no fechamento do mês de janeiro R$2,05 por cota em dividendos e mais R$0,25 por cota em evolução da cota patrimonial do BARI11.

Com esses números, o BARI11 teve um total de R$12,10 por cota de resultados distribuídos no acumulado dos últimos 12 meses.

Além disso, o gestor afirma que esse aumento no valor patrimonial da cota do Barigui Rendimentos Imobiliários I representa a fração da correção monetária que havia sido refletida no resultado de caixa, por conta do montante total amortizado por cada CRI.

Essa correção monetária citada anteriormente acabou sendo represada durante esses últimos meses, totalizando o valor de R$2,46 por cota. Ela contribui, segundo o gestor, para os resultados do patrimônio atual do BARI11 frente ao patamar visto nos últimos meses.

Além disso, o Barigui Gestão de Recursos reitera que não há qualquer ativo sob inadimplência, mas lembrou do atraso em alguns contratos referente ao lastro dos CRIs pulverizados do BARI11. Em relação a esses atrasos, em janeiro houve um acréscimo de 8 créditos com atraso superior a 60 dias.

Resultados e rendimentos do BARI11

Com R$2,05 por cota em dividendos pelo Barigui Rendimentos Imobiliários I, janeiro apresentou aumento de 13,89% em relação a dezembro de 2020.

BARI11 divulga resultados e rendimentos de janeiro

A receita total do BARI11 em janeiro foi de aproximadamente R$5,49 milhões. Além disso, as despesas totais no mesmo período foram de R$1,53 milhão. Com isso, o resultado líquido de janeiro foi de quase R$3,96 milhões e a distribuição no período foi de R$4,58 milhões.

O Barigui Rendimentos Imobiliários I tem um total de mais de 2,23 milhões de cotas emitidas até o final de janeiro. O número de cotistas acabou atingindo o maior patamar já visto pelo fundo desde o início de suas atividades em dezembro de 2018, totalizando o número de 11.101 cotistas.

Esse número apresentou um aumento de aproximadamente 19% de dezembro a janeiro, percentual que corresponde a 1.175 novos investidores que entraram no BARI11 até o fechamento do primeiro mês deste ano.

Portfólio do BARI11

Uma das principais movimentações da carteira do BARI11 no mês de janeiro foi o aumento do volume de amortização de boa parte dos CRIs pulverizados no mês. Além disso, outra movimentação se refere à liquidação de unidades adicionais do CRI Assaí/CDB, no qual o Barigui Rendimentos Imobiliários I já estava posicionado.

Pode-se citar também que no mês de janeiro ocorreu uma realização de parte da posição em VGIP11 a mercado e novas aquisições no mercado primário. O BARI11 também adquiriu no mercado secundário o LCI do Banco ABC, no total de R$5 milhões.

O Barigui Rendimentos Imobiliários I apresenta apenas 0,48% do ativo total em disponibilidade líquida. Sua composição é majoritariamente em CRIs pulverizados, que compõem 69,3% do ativo.

BARI11 divulga resultados e rendimentos de janeiro

Sobre os CRIs pulverizados do BARI11, instaurou-se um protocolo de carência e de alguns mutuários desde o início da pandemia, através de aditivos conforme os termos de securitização dos CRIs.

Além disso, não houve alteração no posicionamento de CRIs na Regra Geral do Barigui Rendimentos Imobiliários I. Mas com a quitação de alguns créditos e da correção monetária, o lastro apresentou algumas pequenas alterações.

O BARI11 mantém características de créditos de financiamento para aquisição de unidades residenciais verticais,  primordialmente nas regiões metropolitanas do sudeste do país, indexadas ao IGPM.

Vale ressaltar que essa indexação ocorre através da taxa de juros média de 12% ao ano e com um LTV médio de aproximadamente 70,3%.

Além disso, não podemos considerar a correção desde a emissão do CRI. Com isso, o índice de coobrigação do BARI11 foi 36,2%.