O‌ ‌‌IFIX‌‌ fechou ‌a‌ ‌última‌ segunda-feira‌ ‌(13)‌ ‌em queda de -0,01%,‌ terminando ‌o‌ ‌dia‌ ‌em 2.727,50 pontos.‌ ‌No‌ ‌acumulado‌ ‌do‌ ‌mês‌ ‌de‌ setembro ‌e‌ ‌do‌ ‌ano‌ ‌de‌ ‌2021,‌ ‌a‌ ‌variação‌ ‌do‌ ‌índice‌ ‌é‌ ‌de‌ -0,81%‌ ‌e‌ -4,97%,‌ ‌respectivamente.‌

Já o ‌‌índice‌‌ ‌‌‌‌SUNO30‌‌‌‌ ‌‌fechou‌‌ ‌‌em‌‌ alta 0,08%‌ ‌‌e‌‌ ‌99,36 pontos.‌‌ ‌‌Veja‌‌ ‌‌na‌‌ ‌‌tabela‌‌ ‌‌‌abaixo:‌‌ ‌ 

fechamento fiis

Confira as principais notícias do mercado de FIIs:

HGCR11 informa resultados e operações realizadas no mês

Em relatório gerencial apresentado aos cotistas na última segunda-feira (13), a gestão do CSHG Recebíveis Imobiliários (HGCR11) comunicou o desempenho do fundo no mês de agosto. Também, a Credit Suisse - gestora em questão - apresentou os dados referentes às operações efetuadas no portfólio do fundo.

O CSHG Recebíveis Imobiliários é um fundo imobiliário do tipo papel especializado em compra e vendas de certificados de recebíveis imobiliários (CRIs). O fundo também possui outros ativos, como cotas de FIIs e ativos de renda fixa. 

No dia 15 de setembro, os cotistas receberão o valor de R$ 0,80/cota referente aos rendimentos de agosto. Durante o mês, a cota patrimonial ajustada por rendimentos apresentou variação de +0,5% no mês (108,9% do CDI), e a variação no ano foi de +3,1% (149,0% do CDI). Confira abaixo:

HGCR11

A Credit Suisse disse que o resultado deste mês apresenta uma diferença entre o resultado gerado pelofundo no mês (R$0,70/cota) e o resultado distribuído (R$ 0,80/cota). A política do fundo é fazer uma distribuição estável de rendimento. 

Confira abaixo a distribuição dos rendimentos do fundo nos últimos meses: 

HGCR11

O HGCR11 encerrou o mês com 98,5% do patrimônio líquido alocado em ativos alvo, com a posição de CRIs distribuída em 52,3% indexada ao CDI e 47,7% indexada a índices de inflação, majoritariamente IPCA.

Movimentação de ativos

Durante o mês, foi realizada movimentação total entre compras e vendas na ordem de R$ 87,1 milhões, sendo que a alocação líquida total foi de R$ +18,7 milhões, de forma que o Fundo encerrou o mês com 98,5% de seu patrimônio líquido alocado em ativos alvo (vs 97,5% em julho). 

Confira abaixo as aquisições: 

  • Compra de R$ 26,1 milhões do CRI Rojemac I à taxa de CDI + 3,00% a.a.. 
  • Aquisição do CRI Rojemac II no valor de R$ 25 milhões e taxa de CDI + 4,75% a.a. (3,90%a.a. após habite-se e locação do novo galpão)
  • Aumento da posição em R$ 1,8 milhão do FII SPVJ11.

Também, o fundo operou na ponta vendedora. Veja:

  • Venda de R$ 1,2 milhão do CRI Rede D’or via mercado secundário à taxa de IPCA+5,23%a.a.. com um lucro de R$ 134,5 mil; 
  • Vendas adicionais de R$ 6,9 milhões em cotas de FIIs, que geraram lucro de R$ 162,9 mil.

KISU11 demonstra resultados e explica seu crescimento

A gestão do fundo Kilima FIC de FII SUNO30 (KISU11) detalhou em seu Relatório Gerencial divulgado segunda-feira (13), a performance do fundo no mês de agosto. A gestora Kilima Gestão de Recursos explicou o crescimento do fundo nos últimos meses. 

Referente ao mês de agosto, o KISU11 gerou R$2.651.763 de resultados. Descontando os custos, o fundo distribuirá aos seus cotistas o valor de R$0,06 por cota, lembrando que após o desmembramento, a cota do fundo fechou o mês a R$8,68. Confira na tabela abaixo:

KISU11

Alocação de recursos e os desafios do mercado de FIIs

No mês passado, o KISU11 prosseguiu com sua alocação dos recursos da emissão de cotas e fechou com 92,0% do capital alocados em FIIs. 

O IFIX apresentou uma rentabilidade de -2,63% no último mês. A gestora explicou que este movimento foi provocado, principalmente, por uma questão de expectativa em relação a taxa de juros, com o aumento da Selic de 4,25% para 5,25% a.a. e em direção a 7,50% no fim do ano. 

Por outro lado, a melhora nos indicadores da pandemia chega no momento de maior expectativa de melhora gradativa na economia, disse a gestora. Isso pode beneficiar, principalmente, os setores de lajes corporativas e varejo/shopping centers, enquanto os fundos de CRI seguem fortes. 

É neste cenário que o KISU11, em 06 de setembro, passou a integrar o IFIX com uma participação inicial de 0,371% do índice.

Ganho de capital ou dividendos? 

A gestão explicou que em momentos de desafios e incertezas do mercado, muitos questionam a performance dos fundos de fundos. Com a diminuição do valor das cotas de seus ativos, a possibilidade de ganho de capital fica comprometida. 

Porém, a gestora ressalta que a parcela da receita por meio de ganho de capital do KISU11 é menor, pois a maior parte do resultado do fundo é proveniente, dentre outras coisas, do rendimento recebido dos FIIs.

No gráfico abaixo, a gestão comparou o KISU11 com outros fundos de fundos em relação à proporção entre os ganhos de capital e outras receitas, confira: 

KISU11

Para o mês de agosto, os efeitos do desdobramento de cotas do KISU11 (1:10) estiveram mais visíveis com o aumento do número de cotistas, confira:

KISU11

Por fim, a gestão comemorou o sucesso do novo índice Suno 30, que sempre esteve descolado do IFIX, superando-o nos momentos mais difíceis do mercado. 

O KISU11 é um FII (fundo de fundos) que tem por objetivo seguir a carteira teórica do índice de referência SUNO 30 FII. Fundado em outubro de 2020, sua primeira negociação na bolsa foi em janeiro (15) deste ano.

Na verdade, o Kilima FIC de FII possui patrimônio líquido de R$429 milhões e tem aproximadamente 39.201 cotistas.