O‌ ‌‌IFIX‌‌ fechou ‌a‌ ‌última‌ terça-feira‌ ‌(31)‌ ‌em alta de 0,32%,‌ terminando ‌o‌ ‌dia‌ ‌em 2.749,84 pontos.‌ ‌No‌ ‌acumulado‌ ‌do‌ ‌mês‌ ‌de‌ agosto ‌e‌ ‌do‌ ‌ano‌ ‌de‌ ‌2021,‌ ‌a‌ ‌variação‌ ‌do‌ ‌índice‌ ‌é‌ ‌de‌ -2,63%‌ ‌e‌ -4,19%,‌ ‌respectivamente.‌

Também, o ‌‌índice‌‌ ‌‌‌‌SUNO30‌‌‌‌ ‌‌fechou‌‌ ‌‌em‌‌ alta ‌de‌ 0,26%‌ ‌‌e‌‌ ‌99,99 pontos.‌‌ ‌‌Veja‌‌ ‌‌na‌‌ ‌‌tabela‌‌ ‌‌‌abaixo:‌‌

fechamento fiis

Confira as principais notícias do mercado de FIIs:

ABCP11 informa resultados e explica recuperação das finanças do fundo

O Grand Plaza Shopping (ABCP11), com gestão da Rio Bravo, informou nesta terça-feira (31) o seu relatório gerencial referente ao mês de julho. Além de mostrar resultados, a gestão explicou a recente recuperação do Shopping Plaza no contexto da pandemia.

Em julho, o dividendo do fundo foi de R$ 0,56 por cota, em linha com a distribuição de resultados, de R$ 0,53/cota. Confira os resultados abaixo:

ABCP11

O Shopping teve crescimento de vendas equivalente a 56,4% na comparação anual. Em vendas totais, a evolução foi de 64,2%. 

Em relação a 2019, o volume de venda é menor, com uma retração de 11%, impactado principalmente pelo setor de lazer, em especial o cinema, com uma queda superior a 70%. 

As megalojas, que trabalham com linha branca, tiveram retração de 25%. Contudo, é possível verificar uma recuperação no resultado operacional do Shopping: o NOI do mês de julho, quando comparado ao mesmo mês de 2019, teve acréscimo de 1%. 

No acumulado de janeiro a julho, a comparação do NOI de 2021 em comparação ao de 2019 ainda apresenta redução de 27%, uma vez que o primeiro semestre de 2021 foi marcado por um longo período de restrição de funcionamento/fechamento do Shopping. 

A inadimplência líquida do mês, que considera a recuperação de vencimentos anteriores, foi de -11,8%, resultado forte puxado pelas estratégias de recuperação de crédito que estão sendo executadas. 

Desta forma, a gestora lembrou que ao longo deste período pandêmico, os índices de inadimplência aumentaram consideravelmente e a administradora do Shopping está focada em recuperar todo o passivo acumulado. 

CPTS11 divulga resultados e mostra ganhos em operações

O FII Capitânia Securities II (CPTS11), com gestão da Capitânia Investimentos, divulgou nesta terça-feira (31) o seu relatório gerencial referente à julho, no qual descreveu seus resultados e rendimentos mensais, além de explicar as operações do mês.

Referente ao mês de julho, o CPTS11 divulgou a distribuição de R$ 1,01 por cota, com pagamento no dia 18 de agosto. Este dividendo equivale a 340,1% do CDI (descontado imposto de 15%) em relação à cota de mercado. Observe na tabela abaixo:

CPTS11

A Capitânea Investimentos destacou que o fundo, desde seu início em 2014, apresenta um retorno anualizado de 12,1%, considerando “o investimento inicial na cota de emissão a R$ 100.00, os R$ 77.72 distribuídos no período reinvestidos no fundo e venda da cota no preço de mercado (em 31/07/2021) a R$ 99.69”. 

As operações do mês de julho

Como houve maior exposição ao caixa do fundo, a gestão explicou que o resultado recorrente com CRI foi comprometido, afinal, houve menor alocação em ativos de crédito.

Além disso, com as carências das novas alocações, as receitas com juros por cota foram menores. Confira abaixo as compras de CRI:

CPTS11

Porém, a gestão buscou resolver essa questão com maior giro mensal por meio da venda de CRIs (44 operações) que somaram mais de R$ 255 milhões e geraram um relevante resultado para o fundo. Confira abaixo:

CPTS11

Para a gestão, o destaque dessas vendas foi o CRI Tishman que estava em carência de principal e gerou mais de R$ 2,0 milhões de ganhos para o fundo no mês. 

Como complemento, a gestora enfatizou que o fundo possui um pipeline de desembolsos próximo a R$ 1,5 bilhão de CRIs de ótima qualidade e com taxas acima das nossas últimas vendas. 

Para exemplificar, a Capitânia Investimentos disse que em agosto, o CPTS11 desembolsou R$ 100 milhões a uma taxa ponderada de IPCA + 7,4%, em ativos de qualidade semelhante aos existentes. Somado a isso, alguns ativos vendidos serão recomprados quando o fundo tiver uma maior folga de caixa.

O fundo também executou diversas operações no mercado de FIIs, confira:

CPTS11

Sobre o portfólio do fundo

O Fundo possui 47,4% do seu patrimônio líquido em 25 ativos de crédito. O segmento com maior percentual de alocação é o de shopping centers com 43,7% da carteira de crédito (20,0% do PL). 

Além dos CRIs, o CPTS11 possui 38.9% do PL em 61 FIIs. O percentual de FIIs de CRI da carteira de FIIs é de 14.7%. Confira no gráfico abaixo o perfil da carteira de fundos de investimentos imobiliários:

CPTS11

O Capitânia Securities II, conforme consta no relatório, é um FII constituído sob a forma de condomínio fechado cujo objetivo é proporcionar rentabilidade aos seus cotistas por meio da aquisição preponderantemente de ativos de origem imobiliária.

HABT11 detalha seus resultados referentes ao mês de julho

O Fundo de Investimento Imobiliário Habitat Recebíveis Pulverizados (HABT11), administrado pelo Vórtx e com gestão da Habitat Capital, divulgou nesta terça-feira (31) o seu relatório gerencial do mês de julho, no qual descreveu seus resultados e rendimentos mensais, além de informar sobre a movimentação de sua carteira de investimentos. 

A distribuição de rendimentos referente ao mês de julho, foi de R$ 1,60 por cota, um dividend yield anualizado de 1,22% em relação a cota de fechamento do mês (R$ 130,80).  Confira abaixo:

HABT11

Em 12 meses, a distribuição de rendimentos foi de R$ 17,83/cota. O fundo encerrou o mês de Junho com retorno total de 6,20% (Dividendo + Valorização da Cota).

Operações do mês

O fundo encerrou o mês de julho com 79% do seu patrimônio líquido alocado em CRIs com taxa média de 11,35% a.a. + inflação, distribuídos em 32 operações distintas, 5,8% do PL alocado em FIIs e 15,2% em caixa. 

Durante o mês de Julho, foram alocados R$ 35,94 milhões nos seguintes ativos: 

  • R$ 3 milhões no Hedge Recebíveis Imobiliários FII (HREC11); 
  • R$ 2 milhões no CRI BrDU Urbanismo, com taxa de 11,50% a.a. + IPCA;
  • R$ 4,65 milhões na Cota Sênior e R$ 1,35 milhões na Cota Subordinada do CRI Edifício SKY, com taxa de 11,50% a.a. + IPCA e 15,94% a.a. + IPCA; 
  • R$ 1,94 milhões no CRI Allure Residence, com taxa de 10,50% a.a. + IPCA;
  • R$ 9 milhões no CRI Bussolaro Empreendimentos, com taxa de 12,50% a.a. (pré-fixada); 
  • R$ 14 milhões no CRI Serra Dourada Residencial, com taxa de 14,50% a.a. (pré-fixada).

No mês de julho, também tivemos o pré-pagamento da menor posição do portfólio – CRI Residencial Buena Vista, no valor de R$38,3mil (0,01% do PL do Fundo), já detalhado no relatório gerencial de Junho. 

Neste momento, temos um pipeline de R$403 milhões em 16 operações de CRIs com taxa média de 9,88% a.a. + inflação/CDI e R$121,88 milhões em tranches adicionais de operações que já constam no portfólio e que deverão ser liquidadas conforme avanço de obras e/ou vendas, com taxa média de 11,48% a.a. + inflação. 

O Habitat Recebíveis Pulverizados é um fundo de investimento imobiliário com prazo indeterminado, que tem como objetivo a aquisição de ativos financeiros de natureza imobiliária, com preponderância em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) lastreados em carteiras de recebíveis pulverizados.