Dividendos do XPCA11 rendem 1,19% ao mês e Fiagro anuncia aporte milionário

Dividendos do XPCA11 rendem 1,19% ao mês e Fiagro anuncia aporte milionário
Dividendos do XPCA11 rendem 1,19% ao mês e Fiagro anuncia aporte milionário

O Fiagro XPCA11 encerrou abril com resultado de R$ 4,829 milhões no regime de competência. 

O desempenho veio de receitas que somaram R$ 5,106 milhões, enquanto as despesas totais do XPCA11 no período ficaram em R$ 353 mil.

Ao final do mês, a carteira do fundo permanecia amplamente concentrada em ativos de crédito ligados ao agronegócio. 

Os CRAs representavam 70,2% do patrimônio líquido, enquanto as cotas de FIDC Fiagro correspondiam a 25%. O fundo ainda mantinha 1,8% em CRIs Agro e 3% em caixa.

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Durante abril, o fundo XPCA11 realizou a venda de R$ 800 mil do CRA vinculado ao risco UISA. Além disso, o fundo aproveitou a abertura das curvas de juros e dos spreads de crédito para ampliar posição no CRA de risco MBRF, por meio de investimento adicional de R$ 10 milhões.

O rendimento distribuído referente ao mês foi de R$ 0,10 por cota. Considerando a cotação de fechamento de abril, em R$ 8,41, o dividend yield mensal ficou em 1,19%, equivalente a 15,24% anualizado.

Alocação e carteira do XPCA11

Na composição por classe de ativo, os títulos de dívida do agronegócio seguem como principal estratégia do fundo. Além da participação de 70,2% em CRA e 25% em FIDC Agro, os recursos restantes estavam distribuídos entre CRI Agro e caixa.

A carteira apresenta diversificação relevante entre diferentes cadeias do agronegócio brasileiro. O maior segmento é indústria alimentícia, responsável por 16,2% da exposição do fundo. 

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Em seguida aparecem usinas de açúcar e etanol, com 15,1%, cooperativas, com 12,7%, grãos, com 9,1%, etanol de milho e revendas, ambos com 8%, além de insumos agrícolas, com 6,2%, pecuária, com 6,1%, e cana-de-açúcar, com 5,8%.

Geograficamente, o Mato Grosso concentra a maior exposição do Fiagro XPCA11, representando 25,3% do patrimônio. Minas Gerais aparece na sequência, com 16,8%, seguido por Paraná, com 14,3%, São Paulo, com 12,5%, e Goiás, com 12%.

Em relação aos indexadores, a carteira permanece majoritariamente pós-fixada ao CDI. Os ativos indexados ao CDI representam 88,1% do book do fundo. 

Para essa parcela, a taxa média de aquisição é equivalente a CDI + 3,95% ao ano, enquanto a taxa média marcada a mercado está em CDI + 2,72% ao ano.

Já os ativos indexados ao IPCA representam 11,9% da carteira do XPCA11. Nesse segmento, a taxa média de aquisição corresponde a IPCA + 8,44% ao ano, enquanto a taxa média marcada a mercado alcança IPCA + 10,06% ao ano.

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