ALZC11 mantém guidance para 2º semestre; FII segue com dividend yield de 19,6%
O fundo imobiliário (FII) ALZC11 (Alianza Crédito Imobiliário) registrou no primeiro semestre mudanças relevantes em sua carteira de ativos e manteve a projeção de distribuição recorrente entre R$ 0,09 e R$ 0,10 por cota ao mês para o segundo semestre de 2026.
Segundo a gestora, o período foi marcado por uma reorganização da carteira de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), movimento considerado necessário para fortalecer a estratégia de longo prazo do fundo e preservar a rentabilidade aos cotistas.
Ao fim de junho, os CRIs representavam 76% da carteira, com carrego próximo de IPCA +12% ao ano, enquanto os fundos imobiliários correspondiam a 18% do patrimônio líquido.
Em junho, o ALZC11 distribuiu R$ 0,12 por cota, pagamento que correspondeu a um dividend yield anualizado de 19,6%. Segundo a gestora, o retorno equivale ao rendimento de um ativo tributado pagando 161,7% do CDI.
Gestora do ALZC11 mantém guidance e mira reservas acumuladas
De acordo com o relatório gerencial, as alterações promovidas na carteira de CRIs poderiam provocar impactos pontuais sobre a receita em alguns meses. Para reduzir esse efeito, a gestão optou por acumular reservas previamente.
Segundo o fundo, essa estratégia permitiu manter as distribuições próximas do guidance, mesmo durante o período de ajustes no portfólio.
No semestre, o ALZC11 distribuiu 95% do resultado gerado, encerrando junho com uma reserva acumulada de R$ 0,0317 por cota.
A gestora também destacou que o resultado recorrente da carteira de crédito é superior ao apresentado apenas pelos rendimentos mensais, uma vez que incorpora ganhos obtidos com negociações de ativos.
Para o segundo semestre, a expectativa é de que a inflação contribua positivamente para o desempenho dos CRIs da carteira, reforçando a manutenção do guidance de rendimentos entre R$ 0,09 e R$ 0,10 por cota.
Emissão do FII busca ampliar liquidez e capacidade de investimento
O relatório também atualizou o andamento da 4ª emissão de cotas do ALZC11, iniciada em abril e destinada a investidores profissionais.
A oferta tem montante de R$ 100 milhões e, segundo a gestora, tem como objetivo ampliar a liquidez do fundo e expandir o número de ativos da carteira, aumentando a capacidade de estruturar operações e investir em empresas de maior porte.
O período de subscrição da emissão permanece aberto até 28 de agosto de 2026. Além disso, o ALZC11 deu continuidade ao seu programa de recompra de cotas. Em junho, foram recompradas e canceladas 5 mil cotas, ao preço médio de R$ 7,48, operação realizada com deságio de 17,6% em relação ao valor patrimonial.